segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Nona lei de qualidade de vida - a arte do autodialogo, a mesa redonda do eu

Esse é um debate lúcido,  aberto e silencioso que o "eu" faz do seu próprio ser. Uma intervenção direta em nossos traumas,  conflitos,  dificuldades e temores.  Uma revisão de metas, uma reavaliação de postura de vida. O exercício pleno da capacidade de decidir,  questionar e dirigir a própria história.  Percorrer as trajetória do próprio ser e tornar-se um grande amigo de si mesmo. Aquietar os pensamentos e apaziguar as emoções.

Essas dicas acima de Augusto Cury para a nona lei de qualidade de vida nos mostra o quanto estamos distantes de dialogar conosco mesmos. Não há nada de errado em fazer uma mesa redonda conosco. Pelo contrário,  o autor recomenda. Dedicar uns minutos do dia para debater com o próprio ser aumentará o auto conhecimento.  Fará com que a pessoa pare um pouco para refletir sobre  seus conflitos. Fará com que a pessoa busque novas alternativas,  mude um pouco o rumo de sua vida. Sem reflexão,  a tendência é que a pessoa continue no mesmo,  esperando resultados diferentes.  Com reflexão,  podemos nos desafiar a ter metas para conseguir resultados melhores. Sem reflexão,  podemos ser manipulados por qualquer um; com reflexão, percebemos as intenções escondidas, questionamos e podemos ser autores de nossa vida. Fazemos nossas próprias escolhas sabendo exatamente o que queremos ao invés de servir de instrumentos para o que os outros querem.

Ser manipulado é servir as intenções dos outros, diferente de ser guiado por um líder,  que nos guiará para um futuro melhor. Manipular é diferente de guiar. O manipulador quer o sucesso dele apenas. O líder busca o sucesso do outro, porque o sucesso do outro é o sucesso dele.  O manipulador cresce sozinho a custa do outro. O líder cresce se o outro crescer. É por isso que devemos respeitar os líderes e desprezar o manipulador. Mas se não fizermos a mesa redonda do eu, dificilmente teremos o questionamento que fará com que essa diferença seja perceptível.  É muito importante sair do piloto automático e passarmos para o mundo do questionamento.

Quem questiona consegue ser amigo de si mesmo. Quem não questiona, é inimigo de si mesmo e de faz somente as vontades do manipulador.

A mesa redonda do eu também ajuda a entender as emoções e assim apazigua-las.  Tentemos dialogar mais com essa pessoa importante que é você mesmo. Entenda essa pessoa. Deixe-a manifestar livremente.  Ouça as reais necessidades.  De-se a importância que de fato você tem, mas que tem negligenciado. Quem não consegue se valorizar, não consegue valorizar o outro.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A arte de dialogar - Não gravite em torno do que as pessoas pensam e falam de você

Para encerrar com essa lei de qualidade de vida, devemos estar livres de pesos como a opinião alheia. Devemos respeitar o ponto de vista dos outros e saber que as pessoas pensam diferente e que atingir unanimidade é impossível.  Então haverá opiniões diferentes e será impossível agradar a todos. Jesus é perfeito e mesmo assim desagradou a muitos. Foi crucificado junto com ladrões.  Imagina nós que somos imperfeitos. Não conseguiremos nunca fugir de opiniões e falas contrárias.

Assim, a qualidade de vida também é conseguida quando nos libertamos do cárcere da opinião.  Nunca queira unanimidade, porque a unanimidade é burra. Além disso, é bom ouvir opiniões contrárias,  pois contribui com nossa visão.  Por vezes conseguimos enxergar apenas uma parte do todo e quanto mais ideias diferentes, melhor para o quadro geral. Entretanto, não podemos deixar que opiniões alheias nos derrubem. Elas devem nos construir. Por isso a importância de não gravitarmos em torno de opiniões e falas alheias.

Ouvir e ponderar é o melhor. Eu gosto de ouvir várias pessoas.  Sempre faço isso e aprecio cada um dos conselhos.  Ao final, eu mesma tomo a decisão final.  Não deixo que outros decidam por mim. E também me responsabilizo pelos meus atos. Claro que não seguirei cada um dos conselhos,  já que consulto muitas pessoas. Mas com certeza cada pessoa com quem dialogo me fornece uma perspectiva nova. Cada pessoa possui uma riqueza de conhecimento diferente. Umas com experiência prática de vida, outras com teorias, outras cultas, outras sábias sem estudo formal. Todas com uma sabedoria diferente da minha e assim formo um todo melhor. Vejo opiniões alheias como contribuições,  não como algo definitivo, ou com que tenha que me chatear se não é igual ao que penso. Pelo contrário,  aprecio a diversidade.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A arte de dialogar - menos TV, mais reunião em família

O autor sugere que a família desligue a TV pelo menos uma vez por semana para dialogar.

Fiquei pensando porque ele citou justamente a TV como exemplo. Acredito que esse aparelho pode ter tanto bom como mau conteúdo e que os bons conteúdos são mais raros.  Infelizmente a maioria da população tem sua fonte de informação prioritariamente do vêem na TV,  então a informação pode vir enviesada.  Eu mesma já fiz vários testes. Vi a mesma informação em diferentes emissoras e cada uma focou seu ponto de vista. A informação em si, na sua forma pura, é algo muito difícil a se alcançar.  É bom que tenhamos acesso a diferentes pontos de vista. É mais importante ainda a consciência de que esses pontos são enviesados. Então a TV também pode ser uma forma de alienação popular. Algo a se atentar.

Informação até que é um conteúdo bom, apesar do vies.  Tem muita besteira que nem vale a pena ver. Creio ser esse o motivo pelo qual o autor pede para abrir mão de um pouco de tempo de TV. Trocar algo com conteúdo duvidoso por uma interação familiar saudável.  Se o texto fosse mais moderno, talvez ele pedisse para trocar tempo de whatsapp e Facebook por uma conversa.

Qualidade de vida também é trocar um pouco de  hábito não saudável por outro saudável.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A arte de dialogar: por uma sociedade não superficial

O autor aponta que a sociedade é superficial, abortou a arte de ouvir e dialogar. As pessoas representam.

A sociedade em geral não consegue dialogar num nível profundo. Existem várias exceções. As pessoas que conseguem dialogar, aceitar vários pontos de vista e discutir ideias sem personalizar conseguem um avanço em qualidade de vida. Digamos que chegaram a outro patamar. Portanto,  dialogar em nível profundo deveria ser uma meta a ser alcançada para desfrutar de qualidade de vida.

Um dos motivos de desentendimentos é a dificuldade em ouvir. Treinar ouvir o outro, exatamente o que diz, sem deixar passar pelos nossos filtros é algo que nos faz diferente, já que o comum é ouvirmos o que queremos ouvir. As pessoas seriam tão mais felizes, tão mais tolerantes, aceitariam as diferenças sem preconceitos.

Talvez o motivo para tanta representação e tantas máscaras seja exatamente a falta de entendimento. Se a experiência da maioria das pessoas é ruim no diálogo profundo, fica mais fácil representar, fazer o que o outro quer que faça e falar o que o outro quer ouvir, já que há desentendimentos. As vezes nem é por facilidade, é para evitar mal entendidos ou mesmo brigas.

Quando a pessoa fala claramente e de maneira transparente abre-se uma possibilidade excelente para o diálogo profundo.

Pessoalmente, eu admiro muito as pessoas profundas. Pessoas rasas não conseguem chegar no âmago das questões. Não conseguem ver prós e contras, não conseguem entrar numa discussão saudável.  Portanto,  brigam e não discutem saudavelmente. Discussões construtivas aumentam o nível de ambas as partes. Você aprende, acrescenta novos conhecimentos. Enfim, aumenta sua qualidade de vida.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A arte de dialogar é respeitar os limites e os conflitos dos outros

O autor pede para respeitarmos os outros e não darmos respostas superficiais. Acredito que até hoje não me conformo com a atitude da amiguinha do chefe porque eu a respeitei. O fato de eu ter desistido do curso por causa dela não me fez desrespeitá-la em momento algum.  Eu simplesmente fiquei quieta,  apesar de discordar.  Entendi os limites e os conflitos dela. Não fiquei comentando nada. Simplesmente continuei a trabalhar normalmente.

Não sei o que ela fez. Mas pelo que ela escreveu na representação,  estava fazendo inferno.  Ela chega a escrever que os dois chefes anteriores ao amigo dela falaram que eu era exemplar.  Não consigo imaginar porque alguém diria isso a ela do nada. Me parece óbvio que essa foi uma resposta a um inferninho que ela foi fazer. Eu nunca ouvi de nenhum deles que ela era exemplar, imagino que se fosse falar mal dela para algum deles, eles teriam o mesmo tipo de reação.  O fato de eu ter me portado com dignidade fez com que eu não ouvisse esse tipo de comentário.  E pelo que eu entendi na representação,  era o fato de me acharem boa que a torturava. Se ela tão somente ficasse quieta não teria ouvido que eu era exemplar. Portanto, não teria com o que se torturar.

E esse comentário que ela fez na representação que os dois anteriores tinham me elogiado me pareceu que foi para que o amiguinho dela não fizesse o mesmo. Era uma maneira de dizer a ele que ela não aceitaria esse tipo de resposta que os dois anteriores deram. Então ele aceitou o absurdo. Então eu não aceitei o absurdo. Eu que tinha ficado quieta, sem reclamar, achei absurdo usarem um bullying que praticaram contra mim para embasar uma representação contra mim. Isso já era desrespeito demais.  Eu tinha aceitado os limites e conflitos dela até então.  Era a hora de dar limites a ela.

Acredito muito em ser paciente, mas tem uma hora em que limites têm que ser colocados.  Saber até que ponto aceitar abusos é uma arte, mas com certeza ninguém tem qualidade de vida sofrendo abusos desse tipo. A não aceitação do curso foi um limite aceitável.  A representação foi um ato inaceitável.  Pelo que sinto, jamais vou aceitar.




segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A arte de dialogar é falar de si mesmo

O autor prossegue explicando a oitava lei de qualidade de vida. Ele fala em trocar experiências de vida, revelar segredos do coração,  ser transparente,  sem simular sentimentos e emoções. Não ter vergonha das falhas e fracassos.

Falar de si mesmo é mais difícil do que parece. Muitas pessoas vivem conflitos e nunca chegam a expressar o que sentem. Muitas outras pessoas podem estar passando por problemas semelhantes, então trocar essas experiências não pode ser visto como um tabu. Deve ser uma forma de superação.  Ninguem deve ter vergonha de suas falhas, vivemos em uma sociedade que impõe sermos vencedores. E a negação disso, quando as pessoas têm a coragem de mostrar que têm falhas e fracassos, muitas vezes não é compreendida, pois devemos mostrar ao mundo um ser perfeito.  Quando a realidade é que ninguém é perfeito. E são exatamente as falhas que nos ensinam. Ser transparente é se mostrar tal qual se é,  sem usar máscaras o tempo todo.

Essa oitava lei é bem interessante, pois quando pensamos em dialogar, nem sempre pensamos em falarmos de nós mesmos. E isso é muito importante para nossa qualidade de vida. Ninguem vive feliz e realizado tendo que usar máscaras o tempo todo, porque certos assuntos são tabu. Porque as pessoas têm medo de discutir certos assuntos.  Ser transparente exige uma coragem sem igual, porque a maioria está se escondendo atrás de máscaras. E ser corajoso e livre traz felicidade e qualidade de vida.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Oitava lei da qualidade de vida - a arte de ouvir e de dialogar

Segundo o autor precisamos nos esvaziar para ouvir o que os outros querem dizer e não o que queremos ouvir. Devemos ter a capacidade de se colocar no lugar dos outros e perceber suas dores e necessidades sociais. Desvendar as causas da agressividade, da timidez, da angústia e dos comportamentos estranhos.

Percebi que a maior causa das agressões decorrem da incapacidade de ouvir o que não confirma as nossas idéias pré concebidas. Nós temos dificuldade em entender o outro que tem idéias diferentes da nossa.  As dores do outro geralmente não nos dizem respeito, enfim, não paramos para nos colocarmos no lugar no outro. Todos os comportamentos tem uma causa e temos a tendência a julgar o comportamento dos outros.

 No caso do assédio moral não é diferente. A amiguinha do chefe só ouvia o que queria ouvir, e ele mesmo só ouviu o que queria ouvir. Estava clara a inconsistência da representação.  Tentei colocar os fatos e creio que chegaram a questionar o próprio psiquiatra. Com certeza questionariam o especialista no equipamento. Nem deixaram ele se manifestar, mas não era o que queriam ouvir.

Em nenhum momento ela se colocou no meu lugar. Além de sofrer bullying, ainda tive que responder a essa aberração que foi a representação.

É lógico que reagi a esse absurdo.

Ela nunca conseguiu ouvir. Pois a vontade dela é absoluta e o amiguinho faz questão de deixar claro que ninguém deve contrariá-la.

Eu por minha vez cada vez que perguntei foi porque queria entender a razão pela qual ela era contra o curso. Diálogo,  troca de argumentos não faz mal a ninguém.  Isso se a pessoa tem argumento. Porque se não tem desata a chorar. Eu até a entendi e desisti do curso sem reclamar e sem deixar cair a qualidade do meu trabalho. Muitos já teriam se revoltado nesse ponto e apresentado um trabalho inferior. Eu até entendi que a causa era um ciúme,  uma vontade de ter um cargo melhor e deixei para lá.  Mas a representação foi a gota d'água.  Talvez deveria ter sido mais paciente depois de sofrer bullying e terem usado o próprio bullying contra mim. Mas acho que a razão do funcionalismo público funcionar tão mal seja a falta de capacidade dos órgãos ouvirem quem foi assediado e darem vazão a esse tipo de comportamento que nivela por baixo, porque geralmente o amiguinho é aquele que não quer estudar nem trabalhar de forma alto padrão.  Então há um nivelamento por baixo, falta de valorização a quem realmente trabalha, então a pessoa fica desiludida por trabalhar e ainda se dar mal. Notei que quem se dá mal é quem trabalha em detrimento das amiguinhas, que querem tudo na boa.