sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Oitava lei da qualidade de vida - a arte de ouvir e de dialogar

Segundo o autor precisamos nos esvaziar para ouvir o que os outros querem dizer e não o que queremos ouvir. Devemos ter a capacidade de se colocar no lugar dos outros e perceber suas dores e necessidades sociais. Desvendar as causas da agressividade, da timidez, da angústia e dos comportamentos estranhos.

Percebi que a maior causa das agressões decorrem da incapacidade de ouvir o que não confirma as nossas idéias pré concebidas. Nós temos dificuldade em entender o outro que tem idéias diferentes da nossa.  As dores do outro geralmente não nos dizem respeito, enfim, não paramos para nos colocarmos no lugar no outro. Todos os comportamentos tem uma causa e temos a tendência a julgar o comportamento dos outros.

 No caso do assédio moral não é diferente. A amiguinha do chefe só ouvia o que queria ouvir, e ele mesmo só ouviu o que queria ouvir. Estava clara a inconsistência da representação.  Tentei colocar os fatos e creio que chegaram a questionar o próprio psiquiatra. Com certeza questionariam o especialista no equipamento. Nem deixaram ele se manifestar, mas não era o que queriam ouvir.

Em nenhum momento ela se colocou no meu lugar. Além de sofrer bullying, ainda tive que responder a essa aberração que foi a representação.

É lógico que reagi a esse absurdo.

Ela nunca conseguiu ouvir. Pois a vontade dela é absoluta e o amiguinho faz questão de deixar claro que ninguém deve contrariá-la.

Eu por minha vez cada vez que perguntei foi porque queria entender a razão pela qual ela era contra o curso. Diálogo,  troca de argumentos não faz mal a ninguém.  Isso se a pessoa tem argumento. Porque se não tem desata a chorar. Eu até a entendi e desisti do curso sem reclamar e sem deixar cair a qualidade do meu trabalho. Muitos já teriam se revoltado nesse ponto e apresentado um trabalho inferior. Eu até entendi que a causa era um ciúme,  uma vontade de ter um cargo melhor e deixei para lá.  Mas a representação foi a gota d'água.  Talvez deveria ter sido mais paciente depois de sofrer bullying e terem usado o próprio bullying contra mim. Mas acho que a razão do funcionalismo público funcionar tão mal seja a falta de capacidade dos órgãos ouvirem quem foi assediado e darem vazão a esse tipo de comportamento que nivela por baixo, porque geralmente o amiguinho é aquele que não quer estudar nem trabalhar de forma alto padrão.  Então há um nivelamento por baixo, falta de valorização a quem realmente trabalha, então a pessoa fica desiludida por trabalhar e ainda se dar mal. Notei que quem se dá mal é quem trabalha em detrimento das amiguinhas, que querem tudo na boa.

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