sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Você é complacente com a mediocridade?

"Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido,  vulgar e inculto" Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiatica

Essa foi um pouco forte. Reproduzi o texto porque não é absurdo. Se tirarmos nossos preconceitos com a linguagem direta e forte, podemos obter bastante conhecimento dessa estratégia de estimular o público a ser complacente na mediocridade.

Mediocridade é ser médio.  Não chega a ser ruim, mas também não é bom. Se ficarmos felizes com sermos medianos, então somos mais facilmente enganados.  Devemos estar um pouco mais críticos,  críticos acima da média, para evitarmos sermos enganados e levados por qualquer vento.

Então vamos nos ater às modas. Algumas modas nos incentivam à média.  Ou até para abaixo da média.  Por que não olhamos as modas com olhar crítico?  Por que seguimos cegamente.  Se todos começarem a usar algo ridículo,  vamos também usar. Se todos começarem a cantar algo ridículo,  vou também cantar. Se todos comerem algo que faz mal, vou também comer. Há certo tempo, era moda, status fumar,  e aí muitos começaram a fumar. Hoje é moda o narguile e muitos estão fumando narguile.  Estamos fazendo isso com senso crítico como uma sociedade?

Várias coisas mais decentes,  dignas,  cultas saíram de moda. As pessoas até olham feio para quem ainda se atem a certos valores. As pessoas olham com preconceito por não seguirem as modas.

Dedicar-se ao trabalho saiu de moda. A moda é aproveitar-se.  Se o gato sai, os ratos fazem a festa. Talvez aí estivesse uma das raivas da Sra Drama. A colega trabalhava, e bastante, independente de reconhecimento ou não,  independente de estarem chefes presentes ou não. Será que o volume de trabalho da colega fez ressaltar o que a Sra Drama não sabia de gestão de tempo?  Pois só reclamava que era coisa demais.  A colega fazia,  não reclamava e dava tempo... Trabalhar saiu de moda.  E Sra Drama se incomodava com os muitos relatórios da colega...

Por que temos esse tipo de pensamento?  Porque nos ensinaram. Ensinaram que fazer um trabalho mediano está bom. Ainda mais no setor público.  E aprendemos essa lição.  Eu, também como funcionária pública,  vim com uma visão sonhadora, e hoje caí na real. Tive também que aprender certas lições.  Tive também que me moldar. Já me disseram várias vezes que parecia funcionária de empresa privada...

Mas o que mantém ainda assim acima da média?  Um sonho,  uma crença,  algo interno. Decai muito do que era. Mas ainda acredito muito. Ainda sonho muito. E é esse sonho que me mantém.  Poderia ser mediana ou abaixo da média.  Mas aí vem aquele caso... aquela causa... Como não se apaixonar por uma causa?

Até de graça eu tenho causas.  O blogue é uma causa.  O que me faz escrever é acreditar...

Estudar saiu de moda. Está na moda ser esperto, ganhar na esperteza. E foi o que Sra Drama fez. Mas a colega insistiu. Vamos nos deter mais nessas questões,  vamos estudá-las e analisá-las.  Nada de olhar por cima e ativar gatilhos mentais, nada de ter preguiça de pensar.  Vamos consultar quem estudou. Vamos ler com cuidado,  vamos ver as inconsistências. 

A sociedade não quer mais estudar. Mas sair do nosso ponto A e alcançar um ponto B exige estudo. Não precisa estudo formal, mas um que nos tira da média.  É por isso que também fui para o empreendedorismo.  Não exige estudo formal. Muitos se deram bem sem nem ter completado instrução primária.  Foi um outro tipo de estudo,  mais prático,  mais fundado em tentar e aprender. Mas não deixa de ser estudo. E quem venceu,  independente de estudo formal ou informal,  foi aquele que saiu da mediocridade. 

Não podemos acreditar que sermos médios adianta. Já passei em concursos públicos e hoje tenho um cargo público.  Mas não foi a custo de um estudo mais ou menos ou medíocre.  O mesmo vejo agora no empreendedorismo,  que para mim é um curso, também não é para a média,  para o mais ou menos. Os certificados internacionais também não vieram com estudo mais ou menos. Não é assim.

Não podemos acreditar no discurso da mediocridade.  Se o fizermos, estaremos empacados.  Escravizados no mesmo lugar. E é isso que querem. Nos manter no mesmo lugar ou até para baixo.


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

O quanto buscamos conhecer?

"Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. 'A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível,  de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores'". (Armas silenciosas para guerras tranquilas) Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiatica

Por que a qualidade da educação pública é tão ruim?  Quem tem o interesse de deixar sucateado e impossível de melhorar? Sim, acertou. As classes mais abastadas que não querem um povo crítico, um povo capaz de demandar seus direitos.  A classe inferior deve permanecer ignorante para continuar a ser explorada.

Já fui professora de escola pública e era impossível lecionar. Eram desde condições físicas e estruturais até a mentalidade dos próprios alunos. Eu era professora de escola particular e de idiomas com certificados internacionais,  tenho o CPE de Cambridge.  Meus colegas professores também eram de ótima qualidade. Portanto,  não faltava qualificação de professores,  faltavam condições de trabalho.  Aconteceu o que?  Muitos talentosos deixaram o ensino público.  Prestaram outros concursos e hoje saíram daquela loucura.  Havia boa intenção da direção e da escola,  mas de fato era difícil.  Hoje tenho colegas professores concursados em locais mais tranquilos do que uma sala de aula. E que remuneram melhor.

Mesmo que você vá com sonhos de modificar aquela situação,  de fazer a diferença,  os sonhos morrem diante do sucateamento.  Eu desisti de escola. O sonho de fazer a diferença como professora,  de dar qualidade de ensino particular e de idiomas em escola pública morreu. Tínhamos que apenas fingir que ensinavamos,  sabíamos que apenas os alunos dispostos a aprender aprendiam. E geralmente tinha excelentes alunos da mesma família.  Sabia que era a família que fazia a diferença,  como os pais educaram aqueles alunos para florescerem apesar das dificuldades todas. Esses pais ensinaram seus filhos a saírem da ignorância.

E assim é.  A maioria da população não faz questão de educação.  Não faz questão de compreender o que as leva a permanecer controlada e escrava.

Sim. É preciso conhecimento nas áreas citadas na primeira série de reflexões sobre a manipulação.  E é preciso conhecer como se opera a manipulação para não ser manipulado. Mas a maioria da população está dormindo. Num sono profundo.

Sra Drama utiliza o método da ignorância e mediocridade. Como ela dissemina suas estórias enviesadas?  Contando com pessoas que ignoram técnicas manipulativas.  Contando com pessoas que não tem conhecimento sobre psicologia e comportamento humano. Contando com pessoas que não questionam, que não vão conferir se o dito espalhado é verdade ou não.  Enfim, contando com a ingenuidade.

Somos ingênuos e estamos dormindo. E os espertos estão se aproveitando disso.

É certo que no caso só teve acesso aos autos a própria Sra Drama, o amigo íntimo dela e o terceiro. Até para a colega não quiseram dar acesso.  Foi uma luta conseguir. Portanto,  o que as pessoas sabiam era o que ela contava ser. E pessoas ingênuas acreditam no que ouvem sem buscar conhecimento,  sem ver se era verdade ou não.

Por que perícia?  Porque é buscar conhecimento.  É ir atrás de quem sabe. Não de quem se diz saber sem ter título algum na área.  Um povo que não sabe nem de psiquiatria pode falar sobre isso?  Um povo que não sabe sobre questões técnicas do problema principal pode falar sobre aquilo?  Óbvio que não.  Mas ao manipulador é muito útil que o povo se mantenha na ignorância e na mediocridade sobre os assuntos que ele quer fazê-los repetir como papagaios.


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Predomina o emocional ou o racional?

"Escolhas de Sofia.  Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional,  e por fim ao sentido crítico dos indivíduos.  Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias,  desejos, medos e temores,  compulsões, ou induzir comportamentos" Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiatica

Essa é uma das técnicas manipulativas mais utilizadas e as que têm um efeito realmente eficaz. Eu assumo que muitas vezes caio nessa, embora seja muito mais racional do que emocional. Imagina as pessoas que são predominantemente emocionais?  Como não são manipulados por quem usa essa técnica?

Devemos tomar cuidado redobrado com as situações ou pessoas que nos provocam pena, que se dizem coitadas,  enfim, que usam da emoção.  Por isso a gestão de pensamentos é tão importante.  Toda vez que sentir uma emoção,  pare,  pense,  analise esse pensamento e veja onde ele levaria se você estivesse no piloto automático.

Mas como você já sabe várias técnicas manipulativas e não está no piloto automático,  você conclui que isso levaria a uma ação.  Você é capaz de avaliar essa ação.  Se é algo que você escolhe ou algo que escolheram para você fazer.

Nem todos que nos provocam pena ou alguma outra emoção nos estão manipulando.  Também não podemos ficar super cuidadosos assim. Por isso,  a gestão de pensamento ajudará muito. Pense na reação à emoção e julgue se é boa ou não,  fortalecedora ou enfraquecedora,  se leva a um progresso ou retrocesso, se condiz ou não com seus valores. Valores que você escolheu para você. Se essa reação à emoção prejudica alguém inocente.

Com a gestão dos pensamentos,  somos muito mais senhores de nossas escolhas.

Essa é a técnica número 1 da Sra Drama. Já mencionei bastante como ela utilizou a emoção e tirou o sentido crítico das pessoas.  Ela é expert nessa. Sem dúvida,  um talento.  Pena, muita pena que usa tão mal. Já pensou se ela usasse essa capacidade de emocionar para o bem da sociedade?  Para causas sociais?

terça-feira, 31 de julho de 2018

Você presta atenção como se dirigem a você?

"A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso,  argumentos,  personagens e entoação particularmente infantis,  muitas vezes próximos à debilidade,  como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental.  Quanto mais se intente enganar o espectador,  mais se tende a adotar um  tom infantilizante.  Por que?  'Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então,  em razão da sugestionabilidade,  ela tenderá,  com certa probabilidade,  a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade'" (ver Armas Silenciosas para guerras tranquilas) Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiatica

Aqui pede-se atenção ao tom como se dirigem a você para evitar ser enganado por sugestão.  Algumas vezes, quando assisto à TV, fico analisando como certos personagens em novelas são vingativos,  mimados, controladores como crianças mimadas de 12 anos.  Elas não agem como adultos pausados,  que pensam e fazem gestão de pensamentos.  E ainda ensinam o público que está ligado ao enredo a fazer fazer o mesmo.  Muitas vezes sem perceber. 

As pessoas ficam tão ligadas ao enredo que acabam torcendo pela vingança,  torcendo pelo adultério.  É uma sugestão para que as pessoas não tenha senso crítico e vejam como essas atitudes são incorretas.  É claro que sempre haverá um  'bom' motivo. E então as pessoas se esquecem de verdadeiros valores.  Quando assisto à TV, vejo o quanto valores estão sendo perdidos.  Talvez consigo ver por não estar ligada,  assisto mesmo com senso crítico,  como observadora.

Voltando ao estudo de caso, ao ler o que Sra Drama produziu pensei que parecia pior do que as queixas dos meus alunos de 12 anos. Já fui professora de 5a a 8a séries em escola pública.  Também lecionei em escola particular e em escola de idiomas.  Tive, portanto,  diferentes públicos e vi diferentes comportamentos.  Os alunos da 5a série eram queixosos sobre o que falaram deles, ou que outros disseram e eles alegavam que não disseram ou fizeram. Crianças costumam não se responsabilizar pelos atos.  Os da 8a série já tinham outra mentalidade.

E o texto de Sra Drama era tremendamente infantil. As queixas eram ridículas, do estilo de disse que disse. E absurdas.  E pensar que ela é 10 anos mais velha que a colega... Como podia alguém ter levado aquilo a sério?  Era caso de arquivar de cara. Primeiro porque não tem nada de falta administrativa, absurdo levar a cabo na esfera administrativa. Segundo, porque o conteúdo era de mentalidade de criança de 12 anos.

Pelo jeito enganou muita gente. O tom infantilizante realmente pareceu surtir efeito, pois a principio até o terceiro estava caindo nessa. Depois, com as respostas da colega, o terceiro foi obtendo senso crítico e vendo os absurdos daquelas alegações. 

Assim, devemos prestar atenção quando nos induzem a perder senso crítico.  Devemos pausar e questionar certas colocações absurdas e infantis.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Preparar para depois?

"Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresenta-la como sendo 'dolorosa e necessária', obtendo a aceitação pública,  no momento,  para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato.  Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente.  Em seguida porque o público,  a massa, tem sempre a tendência de esperar ingenuamente que 'tudo irá melhorar amanhã' e que o sacrifício exigido poderá ser evitado.  Isto dá mais mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento." Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiatica

Isso é aproximadamente o que ocorre em relação à previdência.  É preciso acostumar a massa primeiro.  Ainda há resistência.  É verdade que a população vem envelhecendo e vivendo mais. No entanto,  talvez haja mais soluções criativas. Eu fico pensando, como Fazer para as grandes empresas pagarem seus débitos com a previdência?  Por que elas não pagam?  Qual o interresse de não cobrar esse débito?  Para onde vai o valor?  Financia campanha política?  Vai para caixa 2?

E o valor da previdência?  Para o trabalhador não vem aplicado.  E se fizesse uma ótima aplicação que multiplique o valor?  Os créditos consignados dão juros altos para os bancos.  E se a própria previdência emprestasse com juros?  Será que se fosse feito um concurso de idéias para solucionar o problema da previdência sem onerar o trabalhador não teríamos idéias brilhantes vindas de mentes muito mais brilhantes do que a dos parlamentares?

Enfim, esse é um problema com o qual estamos nos acostumando e sabemos que terá solução dolorosa e necessária.  Necessária mesmo?  Não custa perguntar e questionar.

A estratégia do deferido também pode ser usada para o bem e eu faço comigo mesma. Toda mudança parece-nos dolorosa.  E é necessária se queremos um  resultado diferente.  Por exemplo,  eu queria mais tempo. Eu queria o tempo que tenho atualmente,  não aquela vida corrida que tinha. Não falo que alcancei esse objetivo para chatear quem não tem tempo,  mas para mostrar que é possível, usando estratégias honestas.  Eu sabia que deveria fazer algo necessário que não estava disposta naquele momento,  então só mudei o imput.  Coloquei informações mais fortalecedoras na minha mente. Fui me preparando para ter mais tempo. Fui estudando gestão de tempo. Fui aceitando algumas mudanças só na minha mente, embora na fase de estudo e de imput de informações não fizesse nada. E deu muito certo. Chegou o momento em que fiz mudanças que me possibilitaram acordar sem despertador,  ler, pausar, fazer ioga,  cuidar de minha espiritualidade,  enfim, tenho bastante tempo.  Por isso consegui colocar Mary Kay e Polishop.  Não faço estas atividades complementares correndo ou tirando do meu tempo. Foi apenas estratégia, trocas.  E como foi para o bem, não era doloroso. É que temos muita resistência.  E se não quebrarmos resistências,  não teremos os resultados que queremos.

Sra Drama também usou algo parecido.  Nos anos em que falou mal da colega, era óbvio para todos, e esperado,  que um dia ela daria o golpe final. De fato, até a colega sabia que aconteceria.  Ela ia anunciando.  Não foi nada impressionante e nem fora do esperado.  Dada a personalidade vingativa e autoritária de Sra Drama, uma hora ou outra ela conseguiria. Afinal , tentou com os chefes anteriores, mas só teve sucesso com o amigo íntimo dela. Mas ela foi preparando as mentes, falando,  falando, falando...

Técnica manipulativa.  Já pensou se tanto talento fosse usado para o bem? Ou para a finalidade da instituição que é servir a sociedade?  Pena que ela usa apenas para servir o ego dela.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

O que podemos fazer gradualmente?

"Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável,  basta aplicá-la,  a conta gotas, por anos consecutivos.  É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo,  privatizações, precariedade,  flexibilidade,  desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes,  tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez." Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiatica

A estratégia da gradação conta com atingir o inconsciente das pessoas.  De tão repetidas, as pessoas começam a aceitar a idéia como verdade. A manipulação ocorre pela repetição e o manipulado acha que as idéias são dele. Ele as incorpora.

Se o que for repetido só traz vantagem para o manipulador,  ou atinge um objetivo dele, você vira a agenda do manipulador. Você serve aos objetivos do manipulador.

Por isso,  o alerta para prestar atenção ao que a mídia repete constantemente.  Alguns conceitos são aplicados a conta gotas até que a sociedade aceita como normal. A sociedade aceita como idéia dela mesma.

No entanto, a mesma estratégia da gradação pode ser usada para o bem. Eu faço isso comigo mesma. Uma vez que detecto um pensamento interessante,  mais útil para minha vida, eu o incorporo gradualmente,  repetindo esse mesmo pensamento a conta gotas. Até que eu incorporo.  Mudanças não são fáceis,  por mais que um fumante saiba que não deve fumar,  ele não consegue parar. Então deveria incorporar o quanto o fumo faz mal para a saúde,  por exemplo, a conta gotas.

Fumo nunca foi meu problema,  graças a Deus.  Mas teve um tempo em que decidi por alimentação saudável.  Decidi que não queria tomar remédios,  mas teria uma alimentação funcional. Fui aplicando gradualmente, a conta gotas, informações sobre alimentação saudável. Lendo matérias,  assistindo a programação sobre o tema, pesquisando na Internet,  vendo vídeos.  Aos poucos,  incorporei em minha rotina, e hoje tenho alimentação saudável e faz anos que não gasto um real com farmácia.  Prevenir é sempre mais saudável e barato.

Portanto,  podemos decidir o que colocar na nossa mente. Ao invés de eu virar agenda da TV e consumir os processados e super processados das propagandas,  alimento minha mente com informações saudáveis e por consequência,  escolho alimentos saudáveis. Eu não sou manipulada pelas propagandas. E sabemos da força da indústria farmacêutica.  Por que ser manipulada por isso,  ou para consumir remédios?

Voltando o estudo de caso, Sra Drama usou a estratégia da gradação quando por anos repetiu que a colega era louca. Uma informação repetida acaba entrando no subconsciente das pessoas.  Tem muito poder esse conta gotas e essa repetição,  apesar das pessoas não se darem conta disso, algo está sendo inserido no seu subconsciente.

Não surpreende que ela tenha enganado o entorno e eles repetiam como papagaios o que ela falava. Além do poder conferido pelo amigo íntimo dela, também tinha a repetição.

Era até engraçado como todos de alguma maneira repetiram sem terem motivos concretos para tal, foi por isso que a perícia com o psiquiatra foi importante para convencer o terceiro. E como fazê-lo deter-se nas descrições e mostrar que eram mal entendidos,  interpretação dela,  ajudou-o a desvendar. O material juntado sobre as percepções e filtros não foi em vão,  visava ensiná-lo,  ou relembrá-lo, que cada um interpreta a realidade de uma forma que não necessariamente é a realidade. Se as pessoas forem ensinadas e condicionadas a ver de uma forma, elas verão dessa forma.  As pessoas estavam psicoadaptadas.  É lógico que não é normal dar uma chefia que não existe documentalmente para alguém.  Pelo menos no setor público deve haver publicação no Diário Oficial para algo ser válido. As pessoas estavam condicionadas a obedecê-la por ser amiga intima do chefe.

O condicionamento faz mal para as pessoas.  Esse tanto de notícias ruins faz com que as pessoas sejam extremamente e negativas. Eu tirei muito de TV na minha vida e faço escolhas do que quero que entre na minha mente. São das minhas escolhas que alimento minha mente. Eu escolho,  não deixo que escolham o que colocam na minha mente, como acontece na TV.


quinta-feira, 26 de julho de 2018

Qual é o problema?

"Este método também é chamado 'problema reação solução'. Cria-se um problema,  uma 'situação' prevista para causar certa reação no público,  a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar.  Por exemplo: deixar com que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana,  ou organizar atentados sangrentos,  a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso de direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos." Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiatica.

Os manipuladores querem medidas impopulares que atendam aos seus interesses pessoais.  Eles devem fazer parecer que não foi por interesse,  que o que fizeram era necessário.  Além disso,  os manipuladores vão fazer com que o entorno aceite suas atitudes sem questionar, muito pelo contrário,  vão concordar com o que foi feito, achando mesmo que era o que tinha que ser feito.

Os manipulados vão aceitar integralmente um mal como necessário.

Repita-se: os manipulados vão aceitar.

Mal é mal. Você pode aguir.  Sim, mas os manipuladores conseguem fazer um mal e ainda saírem como quem fez um bem. Enganam. E muito bem.

Muitos acreditaram que os atentados 11 de setembro não foram feitos pelos inimigos dos Estados Unidos.  Essas pessoas acreditam que foi manipulação em massa. O objetivo era o petróleo desses países.  Era meramente econômico,  mas como não se justificaria invadir outro país e roubar-lhe o petróleo era preciso manipular e  enganar as massas para que estas apoiassem as ações invasivas. Não se podia dizer: o motivo é econômico, somos mercenários.  Fica bonito dizer que o motivo são as armas de destruição em massa, estamos protegendo no mundo.  Todos apoiam. É feio e mal tomar um país daquele maneira, mas se houvesse uma boa justificativa... Se os meios justificassem os fins... Então as massas aceitariam.

Não sei se foi ou não manipulação nem posso dizer. Mas de certa maneira faz sentido. Por isso que devemos tomar muito cuidado ao nos fazerem querer engolir um mal necessário.  Mal é mal. Alguns travestem o mal de bem. Mal necessário, dizem.

E é por isso que se dizem que há um  problema temos que ter provas muito boas. Sem provas, apenas com falou isso ou aquilo, comentou-se isso ou aquilo, é melhor nem dar crédito e ficar neutro.

No caso dos Estados Unidos eu fico neutra. Não acho que devo apoiar a agenda da luta contra as armas de destruição de massa. Não tenho dados suficientes para julgar.

Há grandes indícios que foi isso que fez Sra Drama. Ela não poderia simplesmente dizer: "Meu amigo íntimo assumiu e agora acabo com a colega. Ela vai ver uma coisa, vai ver quem manda aqui!" Portanto,  criou-se um  problema.  Ela jurava que não poderia acontecer intencionalmente. Para esse problema ela tinha a solução.  Maldosa a solução,  mas um mal necessário,  já que havia um problema. Os fins justificariam os meios, claro...

E aí ela coloca um monte de distrações para tirar atenção do problema principal, para que ninguém vá remexer nele, afinal quem se beneficia ao investigar bem o problema principal? E quando a colega limpa as distrações e pede perícia?  Ah, então ela faz a segunda maldade, se desespera,  tudo para tirar a atenção do problema que ela jurava que não aconteceria intencionalmente.

E aí a pergunta: se ela acreditasse de fato que era impossível acontecer intencionalmente,  se aquilo não foi criado, por que o medo?  Ela deveria ser a primeira a querer a perícia.  A primeira a querer que pessoas de fora investigassem aquilo muito bem.

Método bem manipulador.