quarta-feira, 4 de abril de 2018

Você cria mini planos?

"No início de cada mês,  crie um mini plano operacional que mostre o que você precisará fazer para cumprir as metas mensais.  Organize-o de acordo com as prioridades.  Em seguida, elabore um cronograma e, por último,  crie uma lista detalhada de tarefas para a próxima semana.  Integre essa lista à sua agenda ou organizador pessoal sempre no mesmo lugar.  No domingo à noite,  crie uma lista detalhada para a semana."

Levine nos ensina a quebrar mais ainda as metas,  de forma que fique fácil cumprir.  No nosso estudo de caso,  a pessoa decide estudar gerenciamento de tempo, pois conclui que um pedido de chefia é melhor baseado se há exemplos concretos de resultados.  Claro que é hipotético, seria um bom caminho para nosso estudo de caso. Ela teria melhores resultados se usasse melhor seu tempo. Segundo foi informado, a chefia foi baseada em tempo de serviço.  Lógico que o avaliador achou estranho.  Se o critério fosse esse, todas as pessoas com bastante tempo de serviço deveriam ser chefes em todos os departamentos da instituição,  o que é inviável. O serviço público deve se pautar por igualdade e se ela merece, todos que estão com o mesmo tempo mereceriam.  Deve haver um critério melhor. Nos bastidores,  todos sabiam que o critério era ela ser amiga íntima do chefe,  viajar com ele e convidá-lo para casa dela. E pelo que ela dizia, ele frequentava sua casa. E todos sabiam.

Voltando a criterios melhores, precisamos ser antes de ter. Ela precisaria ser melhor usuária do tempo, antes de ter tempo para o importante.  E para SER é preciso um esforço.  O que é meta de virtude.

Se ela decidisse que no mês aumentaria sua eficiência em 10%, então teria que começar a entender a dinâmica de um uso melhor do tempo. Teria que usar um tempo para estudar gerenciamento de tempo. Poderia começar com o próprio site do Christian Barbosa.  Lá há vários textos e vídeos que ensinam sobre gerenciamento do tempo. Portanto, na sua agenda semanal, ela poderia colocar 1 hora diária para isso. Poderia usar 15 minutos por dia para leitura de textos,  15 minutos para assistir a vídeos, 30 minutos para planejar como colocar o que aprendeu em prática.

Essa prática é extremamente importante.  Não adianta conhecimento sem prática.  Pelo menos uma parte do nosso tempo deve ser dedicada a praticar.  E com certeza ela teria um melhor programação mental no que concerne a uso do tempo, o que a faria mais eficiente,  de modo que a eficiência dos colegas não a afetasse, porque ela também seria eficiente. Há espaço para todos no palco da vida. E todos podem brilhar à sua maneira.

Em alguns meses de prática ela já teria resultados, pois esses conhecimentos fariam dela uma melhor profissional. 

É simples, e a solução não é bater a cabeça com as mesmas práticas que não deram certo.  É preciso testar outras. 

terça-feira, 3 de abril de 2018

Você tem um plano que agrega valor?

"Todo ano, crie um plano pessoal que mostre o que você precisa fazer nos próximos 12 meses.  Certifique-se que o plano está em sincronia com os objetivos do seu painel e com as expectativas do seu chefe para a equipe.  Dívida os objetivos em metas de ação mensais.  Se a sua equipe estiver envolvida, peça a opinião de todos os membros ao definir essas metas."

Levine mostra que o profissional de sucesso tem um plano para o ano. Esse plano terá a satisfação pessoal,  que  são seus próprios objetivos, e também as expectativas do chefe para a equipe,  pois para ser bem sucedido profissionalmente é necessário satisfazer as metas da instituição. 

O plano anual deve ser divido em metas de ação mensal. Portanto,  para atingir o objetivo maior, você deve dividi-lo em partes menores.  Saber o que deverá acontecer a cada mês diminui a ansiedade de querer que um grande objetivo seja realizado em pouco tempo. Pois quem quer tudo muito rápido tem expectativas grandes demais. Precisa saber quebrar em partes menores e gerenciáveis. 

A opinião de todos é importante,  portanto não devemos nos impor.  Devemos ouvir sem julgamento.  Ouvir mesmo que contrarie nossas opiniões.

No exemplo que peguei como estudo de caso a pessoa queria um cargo de chefia e seu plano era aproximar-se do chefe até que ele conseguisse isso para ela.  Pode até funcionar. Mas fere vários valores e princípios.  E todos percebem a falta de esforço próprio,  embora ninguém vai dizer para não contrariar o chefe.

Não é necessário que o plano inclua um curso. Há outras maneiras de chegar ao mesmo objetivo.  Como coach,  eu teria percebido que faltava lidar com as emoções,  pois a pessoa não tem paz e detectou por escrito que queria paz. Ela também não faz gestão de tempo, gastando tempo e energia em ações que Christian Barbosa chamaria de circunstanciais.

Claro que como coach não podemos dizer o que a pessoa deve fazer. É ela que deve perceber e procurar meios para resolver suas questões ou alcançar suas metas.  Como se trata de pessoa inflexível e que acha que detém conhecimento até de psiquiatria, totalmente alheio à sua area,  esse é o tipo de pessoa que jamais procuraria um coach,  pelo contrário,  rechaçaria qualquer mudança.  Então é apenas um estudo de caso, pois sei que a pessoa se acha onisciente.

Se ela conseguisse detectar que a chefia dela seria melhor baseada em resultados,  teria priorizado a gestão de tempo e a gestão das emoções,  pois não adianta ser competente confundindo o que é pessoal com o que é profissional. Então não seria o coach que mostraria qual o caminho para conseguir gerir emoções ou tempo, pois há vários caminhos que ela  poderia escolher. Ninguém é obrigado a nada, ela mesma poderia concluir que faria gestão de emoção com terapia, ou Yoga,  ou espritualidade, ou meditação,  ou respiração,  ou tai chi,  ou seja lá o que ela mais gostasse,  importava ser livre dos pensamentos angustiantes. Então ela faria suas próprias pesquisas e chegaria a suas próprias conclusões,  pois o caminho de solução está na própria pessoa,  ninguém deve impor nada. Tudo que é imposto é mal recebido, principalmente para as pessoas inflexíveis e aversas à mudança.

Ela testou várias vezes e nunca conseguiu se libertar,  sempre convive com os fantasmas do passado. As estórias dela são tantas que é notável que não tem paz mesmo quando destrói e afugenta quem supostamente tira a paz dela. Por isso escolhe novo alvo, ela sempre tem um.  Isso porque a paz deve estar dentro da pessoa. E talvez de fato ela nunca enxergou que a paz dela nunca é alcançada,  não importa quantas pessoas destrói, porque o seu interior está em guerra.  Sempre haverá uma bola da vez, mais os fantasmas do passado, o que apenas aumentará o mal estar. Paz interior,  independente das situações externas seria um grande plano para ela. Pena que se continuar inflexível vai continuar sofrendo e achando que está no exterior o conflito. E vai continuar destruindo pessoas.  E seu conflito só aumentará.  Pessoas assim não podem ser ajudadas pois não depende de nós,  mas de uma descoberta interna, de ela mergulhar no seu próprio ser. É uma pena e merece nossa compaixão.

E como lição,  podemos aprender que devemos buscar a paz interior muito antes do problema crescer como o dela. Ao pequeno sinal de irritação,  que possamos perceber e nos recompor.  E buscar novamente a paz interior. E lutar muito para não perder nossa paz interior, não importa o que esteja acontecendo ao nosso redor. Perto do dela,  nosso problema com paz interior é pequeno, portanto está fácil e em tempo para todos nós.  Mas se deixarmos para depois, poderemos viver aflitos. E isso não é nada bom.


segunda-feira, 2 de abril de 2018

O seu feedback agrega valor?

"Se você discordar,  em vez de ficar na defensiva, diga: 'Obrigado por me dizer isso, prometo que vou pensar no assunto'. E faça isso realmente.  Muitas vezes é preciso se distanciar da questão para analisar o comentário com mais clareza.  De qualquer forma,  encerre o assunto deixando-o à vontade para fazer outros feedbacks no futuro."

O primeiro fundamento do sucesso profissional é agregar valor,  portanto quem está em busca do sucesso profissional deve focar em adicionar valor. No exemplo dado de feedback sem clareza, a pessoa diz: 'Você está jogando com os horários...',  após uma colega ter passado em 1o lugar no curso e precisar usar o horário de estudante. Isso significa que algo a respeito de horários incomoda quem fez o comentário.  Não necessariamente tem que significar algo ruim. Por isso,  não podemos inferir a intenção,  temos que perguntar.

Qual valor agregado esconde-se no comentário?  Se há algum, a pessoa teria que se explicar ao invés de chorar copiosamente.  Explicado o motivo,  a outra pessoa tem todo o direito de discordar das razões.  E diante da discordância,  ambas as partes devem pensar no assunto.  Não é preciso que decisões sejam tomadas precipitadamente.

Se a decisão é chorar e ir à chefia com o propósito de prejudicar quem usará o horário,  qual o valor agregado dessa decisão? A pessoa talvez não perceba,  mas diz muito acerca de si mesma quando decide por essa via, pois dificilmente há um valor agregado.

A melhor decisão seria distanciar,  não ver como pessoal. Distanciando,  pode-se ver com mais clareza.  A primeira visão que a pessoa teria seria acerca de limites. Dentro da seara profissional,  qual o direito que se tem sobre o horário de outro funcionário? Seu cargo te capacita para isso ou a relação é horizontal,  vocês estão em mesma situação hierárquica?  Mesmo se você tivesse um cargo acima, qual seu direito sobre um  direito dado aos funcionários por lei?

Facilmente a pessoa chegaria à conclusão que isso não tem relação profissional.  Poderia ser um conselho de amiga, uma opinião.  E facilmente a pessoa distanciando-se veria que não seria necessário chorar a fim de não se explicar,  era só assumir que era algo fora da seara profissional, conselho como amiga. E assim não seria necessário retirar o que disse e depois dizer que não tinha dito isso.  Não seria necessário usar a imaginação para dizer que a outra pessoa diz que você falou frases nunca você disse.  Não seria necessário usar de ambiguidade exatamente para ficar fácil retirar o que disse. Os bons profissionais assumem o que dizem. Isso é responsabilidade.  E o dizem claramente e com objetividade.  Tão objetivo que nem é necessário pedir esclarecimentos.

Quando o profissional mistura as searas e quer punir o colega porque ele próprio não sabe se resolver emocionalmente, ele passa a mensagem de não ser bom profissional.  A chefia com certeza vai se perguntar o que aquilo tem a ver com ela e por que a chefia devia resolver um problema que a pessoa não soube gerenciar. Ao invés de agregar valor, a pessoa acaba trazendo problemas e mostrando uma fragilidade emocional e confusão.

E quando quer basear sua eficiência em cima de ação dos outros mostra uma grande fraqueza.  Trazer para a chefia opinião de que esse ou aquele horário é melhor não agrega valor. Pode até passar a mensagem de que ao invés de contribuir com um bom curso e aumentar seu valor em capital humano, você quer se aproveitar para se valorizar em cima dos outros,  sem esforço próprio,  boa vontade própria,  disciplina própria,  ganha-se rebaixando o outro. Isto é,  você não aumenta seu capital humano,  diminui o dos outros.  Portanto,  diminui o da instituição como um todo. Não tem visão de todo.

E certamente devemos ser humildes e reconhecer que as ações dos nossos colegas podem estar agregando valor,  mesmo que você queira trazer um feedback que não.  As pessoas com mente aberta da instituição podem ver o quanto a atitude não agregou valor, o quanto retirou o valor do outro.  Se o colega passou num concurso até mais complexo que o seu, ele desenvolveu habilidades tais para discernir bem. E não é tão difícil assim perceber, basta dar uma olhada no edital. Se foi exigido raciocínio lógico, isso quer dizer que as pessoas com cargo estratégico na instituição queriam essa habilidade.  Portanto,  qualquer curso que desenvolva raciocínio lógico agrega valor.

Por isso, distanciar-se e ouvir o outro é fundamental.  Evite a todo custo ficar na defensiva chateado porque não fizeram da maneira que você queria. Tudo tem uma razão,  precisamos buscar clareza para entendermos o que não conseguimos entender.  Precisamos estar abertos e flexíveis. E precisamos sobretudo ficar dentro da seara profissional,  não invadir a seara pessoal dos colegas,  não misturar pessoal com profissional.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Quais são os seis fundamentos do sucesso profissional?

Todo trabalhador  é digno do seu salário e não há nada errado em buscar metas materiais. No entanto,  junto com essas metas é importante ter metas de virtude.  As metas materiais são aquelas que nunca serão suficientes e que nos darão a sensação de nunca chegar lá,  por estarem distantes,  ou por termos um milhão e então querermos dois milhões.  As metas de virtude são aquelas intangíveis,  como aprender como fazer algo, desenvolver uma habilidade,  desenvolver um estado mental,  desenvolver um hábito.

Para chegar a metas materiais, podemos usar métodos honestos, éticos, legais, morais e ecológicos.  Isso se estivermos com metas de virtude ao mesmo tempo. As metas de virtude são aquelas que nos deixarão ver o longo prazo sem ansiedade,  pois percebemos nosso progresso, nem que seja apenas um passo por dia. Exemplos de meta de virtude podem ser disciplina,  força de vontade,  trabalho, tranquilidade. Fazer um curso também é uma meta de virtude,  pois nosso foco está no desenvolvimento e no aprendizado,  portanto,  enxergamos o progresso.  Parabéns a todos os leitores do blog,  pois focam o aprendizado diário. Está com uma meta de virtude.  Querer aprender é meta de virtude.

Hoje vamos iniciar a reflexão do livro "Seis fundamentos do sucesso profissional" de Stuart R. Levine.  O autor ensina habilidades que podemos desenvolver,  portanto estamos falando de metas de virtude.  Com metas de virtude, podemos conseguir o que desejarmos,  pois teremos paciência para o tempo que levar e teremos foco no progresso,  não somente no resultado final.

O primeiro fundamento é: Agregue valor. "Quando você for receber feedback,  lembre-se que a outra pessoa também está numa situação desconfortável.  Mostre que você percebe que ela está incomodada.  Quando alguém lhe der feedback,  agradeça sinceramente.  A pessoa saberá que você está prestando atenção no que ela tem a dizer".

Muitos conflitos ocorrem no feedback,  por não sabermos transmitir a mensagem. A linguagem deve ser clara e simples. E se não for clara o suficiente,  devemos esclarecer.  Adultos argumentam,  apresentam razões e motivos para um melhor resultado.  Não podemos chorar se alguém não entendeu o que falamos.

Se formos falar algo, devemos ter fundamentos para defender nosso ponto de vista, deve haver uma razão para o que fazemos. O feedback que dou para alguém deve ter como objetivo o crescimento dessa pessoa. Devo ter uma profunda vontade de ajudá-la a dar sua melhor performance.  E a pessoa deve entender que está sendo ajudada.

Se recebo um feedback,  posso pedir esclarecimentos caso não entenda. A pessoa bem intencionada terá argumentos para sustentá-lo.  Perguntar também é sinal que você está prestando atenção.  E podemos agradecer sinceramente um feedback bem intencionado, pois ele nos ajudará a aumentar nossa visão sobre o assunto.  Teremos com certeza um acréscimo em performance. Eu recebo feedback e fico sinceramente agradecida, pois ele amplia meu mundo e me fizeram uma melhor profissional.  Aprendemos muito no processo.  E o feedback é uma ótima forma de aprender.

Devemos aproveitar o feedback. Muitos até pedem o feedback.  Como consultora de cosméticos,  já pedi muito feedback para clientes e os deixo bem à vontade.  Não quero ouvir o que me agrada,  mas o que realmente elas pensam sobre os produtos,  pois isso me ajudará a reformular.  Parte do processo de evolução está em reformular. Quando fazemos sempre igual, temos o mesmo resultado,  isto é,  não crescemos.  É muito importante ter flexibilidade.  E reformular é sabedoria. Falta de sabedoria é continuar teimando. Por isso,  aprender a dar e receber feedback é virtude.


terça-feira, 27 de março de 2018

Está preparado para os frutos da terra?

"Agora sabes que teus infortúnios não foram minha vontade,  pois todo o  poder estava depositado em ti, e o acúmulo de feitos e pensamentos que te colocaram no refugo da humanidade foram tua obra, não minha.  Meus dons de poder foram grandes demais para tua natureza pequena.  Agora tu te tornaste alto, sábio,  e os frutos da terra serão teus."

Assim termino minhas reflexões sobre o livro "O maior Milagre do mundo" de Og Mandino.  Novamente é como se fosse Deus falando ao homem. Deus não quer ninguém sofrendo e se lamentando,  ninguém sem paz,  não é a vontade dele, mas as obras do próprio homem.

Como a colega sabe que a Sra Drama se incomodava por ela ser boa funcionária?  A Sra Drama escreveu que as duas chefias anteriores tinham dito isso para ela. Um bom entendedor sente o incômodo pelo tom da escrita. E a colega nem sabia disso.  Nenhuma das duas chefias ficava falando isso para a colega.  Então por que falaram para a Sra Drama? Também é necessário ser bom entendedor.  Ninguém do nada sai falando que tal pessoa é boa funcionária sabendo dos dramas que ela tinha feito, isso era do conhecimento deles.  Isso só se explica se foram pressionados a fazer o mesmo que o amigo íntimo dela fez. Para se defenderem, porque não acharam conveniente nem certo. Saíram fora da exigência da Sra Drama. E ela sofreu com isso.  Isso foi obra dela ou deles por terem dito isso a ela? Ou obra da colega?  A colega nem falava da Sra Drama com nenhuma dessas chefias.  Tratava apenas de serviço.  Se a colega tivesse ido fazer intrigas,  ela que ouviria que a Sra Drama é boa funcionária. E seria bem merecido ouvir isso.  Lei da causa e consequência que a Sra Drama parece desconhecer.

O amigo íntimo da Sra Drama assumiu em janeiro e em março houve um problema,  em abril a Sra Drama arrematou de vez. Coincidência? 

Pouco tempo antes disso, um trabalho da colega teve grande repercussão,  repercussão nacional, pois foi noticiado no Fantástico. A mídia local divulgou muito. O amigo íntimo da Sra Drama apareceu na mídia,  comentando o caso. E esse trabalho não era para ser concluído, quiseram arquivar. A colega assumiu a responsabilidade,  teria que trabalhar mais para que ele continuasse.  Ela não fez por recompensa alguma nem para se aparecer, pois o nome dela nem apareceu.  Só os que trabalhavam ali souberam. A colega fez por convicção, propósito,  por realmente acreditar naquilo. Dinheiro público sendo desviado de hospital. Propinas rolando aqui e ali e um milhão na mala. Era disso que a colega tratava, pois era prioridade,  as pequenezas da Sra Drama nem lhe ocupavam a mente mais, pois já tinha desistido do curso por não querer dar murro em ponta de faca. A colega vivia com propósito,  sabia que a missão da instituição também era a sua. Mesmo que por isso tivesse que se esforçar um pouco mais, caminhar mais milhas. Não é uma luta digna de se lutar? Em que isso se compara com pequenezas da Sra Drama? Em que isso se compara a intrigas, disse que disse daqui e ali? 

Diante do ataque fulminante da Sra Drama a colega colocou esse trabalho nos autos.  Era preciso mostrar que estava trabalhando, e muito.  E se fosse louca, como o próprio amigo íntimo da Sra Drama também tinha saído nas reportagens?  Ele acreditava no que a Sra Drama pedia?  O terceiro imparcial não sabia, era necessário que ele soubesse. E ela tinha como prova de todo o trabalho o chefe que acompanhou o caso. Inclusive sobre a tentativa de arquivamento e como a boa vontade da colega salvou o caso. Arquivar um caso em que há desvio de dinheiro público?  Arquivar um caso em que o suado dinheiro do trabalhador que paga imposto vai para propina?   Arquivar um caso em que valores que deveriam estar indo para a saúde estavam indo para bolsos de corruptos?  Por que?  E o trabalho feito anteriormente?  Meses jogados fora?  Sem contar que isso também é jogar dinheiro público.  Começa,  arquiva, começa,  arquiva. E quem pagou todo esse trabalho que foi arquivado?  Foi o contribuinte.  É muita responsabilidade.  Assinar um relatório de arquivamento sabendo que há desvios?  Na cabeça da colega era inconcebível.

Provavelmente isso pesou na avaliação do terceiro imparcial.  Queriam enganá-lo também?  Fazer ele acreditar na estória da Sra Drama?

Foi a Sra Drama que escolheu mostrar seu tamanho, sua mesquinhez e pequenez.  Jamais a colega jogaria isso na cara dela. Cada um faz o que pode com o que tem. Com certeza quando o terceiro soube do trabalho que desenvolvia a colega, ficou assustado.  A Sra Drama mostrou qual a preocupação dela. Somente ela, os desejos de poder e reconhecimento.  A Sra Drama não estava aí com a corrupção,  nem aí com os desvios,  nem aí com quem necessita do hospital.  Não.  A Sra Drama mostrou seu tamanho. Ela queria só ver seu lado,  sendo um tanto egoista. É como se a própria Sra Drama escrevesse na sua testa com letras brilhantes: sou mesquinha. Não estou aí com a sociedade e a missão da instituição. A Sra Drama mostrou que a instituição tinha que servi-la,  não ela à instituição. 

Mas Deus quer que todas as pessoas sejam plenas,  tenham propósitos maiores que si mesmas. Ele envia seu sol para bons e maus. Envia chuva para justos e injustos. Deus quer ver a Sra Drama alta, sábia e comendo dos frutos da terra. Ele a ama, e por isso a colega também deve amá-la e esperar que as obras da Sra Drama sejam grandes, que ultrapassem seu próprio bem estar. Que a Sra Drama pergunte: Quem será beneficiado com isso?  Se a resposta for: eu, somente eu, que ela desconfie se isso é uma grande obra. Que ela pergunte: isso é amar incondicionalmente?  Se a resposta for não,  então que ela não faça. 

Que todos possam se inspirar nessa obra de Og para fazer um grande milagre. E que todos possam perdoar e amar todas as Sras Dramas de sua vida. Quem perdoa não faz favor algum ao perdoado,  se liberta.  Quem perdoa não modifica seu passado,  mas torna o futuro maior e melhor.  Perdoar também é um grande milagre, um bálsamo para quem perdoa. Seguir o Sermão da Montanha é fazer um milagre em sua própria vida. Já que para os outros só podemos desejar, jamais esperar. E para nós podemos fazer, nós somos os únicos que podemos operar milagres em nós mesmos e não nos apequenar,  mas crescer,  pois este é o desejo de Deus para justos e injustos. 

segunda-feira, 26 de março de 2018

Você escolhe agir ou lamentar?

"Escolhe amar... em vez de odiar.
Escolhe rir... em vez de chorar.
Escolhe criar... em vez de destruir.
Escolhe perseverar... em vez de desistir.
Escolhe louvar... em vez de difamar.
Escolhe curar... em vez de ferir.
Escolhe dar... em vez de roubar.
Escolhe agir... em vez de lamentar.
Escolhe crescer... em vez de apodrecer.
Escolhe orar... em vez de amaldiçoar."

Og dá sugestões de escolha.  Claro que ninguém é obrigado a nada. Mas com certeza a lei da colheita acontece. Não importa o tempo.

A Sra Drama tinha muito ódio de algumas pessoas.  As estórias são muitas. A da colega é mais uma dessas estórias e o ódio se vê no olhar da Sra Drama. Fica claro que ninguém faria o que fez a Sra Drama se não tivesse sido dominada pelo ódio. Era só ler o que foi produzido.

A Sra Drama escolheu chorar.  Como chorava. Chorava copiosamente por causa de uma frase que dizia não ter falado e a colega estava perguntando sobre isso.  Uma frase é motivo de choro?  Se fosse assim a colega choraria dez dias seguidos. A Sra Drama gritou com a colega, pediu para calar a boca, apontou o dedo na cara da colega e a colega não chorou.  Fez aquele papelão que ficou registrado contra a colega.  Já pensou se a colega escolhesse chorar? O Sermão da Montanha fala sobre os que choram,  mas o sentido é de arrependimento.

A escolha do arrependimento é tão poderosa que ela tira toda a necessidade de auto justificação.  As lamentações da Sra Drama vinham com a necessidade de auto justificação.  As estórias são todas do tipo, veja como sou vítima e boa, veja a injustiça que fizeram comigo. Lamenta, lamenta,  lamenta, lamenta,  lamenta. A Bíblia ensina duas orações: do fariseu e do publicano.  O publicano tomava 100% de responsabilidades pelos seus atos,  dizia-se pecador.  O fariseu dizia-se 100% correto, com justificações.  Quem foi ouvido por Deus e obteve resposta?  O publicano que não se justificou nem se fez de vítima,  responsabilizou-se por seus erros. Não tentou esconder.  Deus não ouviu e ensinou a fazer assim para o homem se sentir culpado,  mas essa escolha é a de paz. Depois de confessar a culpa, quem justifica a pessoa é Jesus.  Ela não precisa de sacrifício,  a justificação ocorre, Jesus levou os pecados na cruz, basta confessá-los.  Deus ensinou escolher se responsabilizar porque foi ele que fez o homem e conhece sua matéria.  Sabe o que traz paz. Sabe que a incongruência entre o que fala e faz tira a paz.  Que a auto justificação jamais trará paz. Confessa e liberte-se.  Simples, nada complicado. E a Sra Drama teria finalmente sua paz se não se auto justificasse,  mas tomasse 100% de responsabilidade em cada uma de suas estórias.  Não precisa confessar ao mundo, somente falando a Deus basta. E é Jesus que justifica. Tão simples.

A Sra Drama escolheu destruir,  difamar e ferir todos aqueles que de certa forma ela viu como contestadores de seu poder. Não escolheu a humildade. Talvez tenha tido peso o fato de a Sra Drama ter se proclamado chefe dos funcionários e no papel havia um pedido para coordenar seguranças e a pessoa da limpeza.  Quem leu ficou com o que estava escrito. A humildade pedia para a Sra Drama dizer que só seria chefe após a publicação em diário oficial.  A humildade suplicava para a Sra Drama ser fiel ao escrito e falar que não havia chefia sobre funcionário,  e sim, como estava escrito, coordenação dos terceirizados. Era isso que estava escrito. Usou um mal entendido para se sobressair sobre funcionários e não fez questão de esclarecê-lo.  Por que?  Qualquer pessoa não pega pelo sistema límbico acharia aquilo para lá de estranho...

As escolhas da Sra Drama, contente da colega que ficaram registradas, foram tão estranhas que mereceria um estudo de caso. Não para punição da Sra Drama, mas para prevenir que mais casos assim aconteçam.  Isso é muito maior do que um conflito mesquinho. Ultrapassa a mesquinharia de certas escolhas.

Sei que muitos viram a Sra Drama que já existiu em suas vidas. Elas existem em todos os lugares.  Superar uma Sra Drama da vida não é fácil.  A segunda sessão de coaching faz muitos clientes descrever uma Sra Drama em suas vidas.

Se existem tantas Sras Dramas por aí,  por que as pessoas não são melhor informadas de seus métodos e das escolhas que fazem? Por que elas continuam destruindo tudo que vê pela frente?

Isso é muito maior do que a mesquinharia. Quando a questão é pública,  estamos falando de imposto de contribuinte. Estamos falando desse imposto sendo usado para Sras Dramas destruírem os bons funcionários.  Estamos falando de desperdício de recurso público, de favorecimento.  A questão é muito maior. Chega a ser questão de cidadania.

Funcionário Público deveria crescer e honrar a contribuição dos impostos que o trabalhador com tanto sacrifício foi obrigado a pagar. Funcionário público não deveria puxar os esforçados para baixo. Qualquer pessoa fora do círculo de influência da Sra Drama, lendo o que ficou registrado,  pode ver isso. 

E o que fazer?  Apenas orar para Deus,  pois não adianta amaldiçoar algo assim.  Se pudermos,  devemos escolher por curar Sras Dramas. Fazê-las entender que o mundo é muito maior do que o benefício próprio.  Sim, seria uma grande cura e um grande milagre.


sexta-feira, 23 de março de 2018

Como estamos escolhendo?

"Eu te dei... o poder de escolher.  O que fizeste com essa força tremenda?  Olha para ti mesmo.  Pensa nas escolhas que fizestes em tua vida e lembra,  agora,  aqueles momentos amargos em que cairias de joelhos se, ao menos,  tivesses a oportunidade de voltar a escolher."

Og escreve como se fosse Deus falando com as pessoas.  Deus deu o livre arbítrio,  mas estamos conscientes de nossas escolhas?  Neste caso da Sra Drama e a colega houve um conflito escolha de ambas. As duas têm responsabilidade.  A colega mal abre a boca então não reclama,  talvez porque saiba o quão é responsável.  Ninguém a ouve lamentando nem se dizendo coitada por isso. Nem ninguém a ouviu enquanto trabalhava com a Sra Drama. A colega não reclamava da Sra Drama, focava no trabalho. Não ligava para as pequenas provocações.  Apenas se mantinha calada o tempo todo.

Uma escolheu calar e a outra reclamar. 

Então em que se baseou a Sra Drama? Em ocasiões pontuais em que a colega se viu lesada em seu direito. A colega é quase uma monja de tão calada.  Então só se manifesta quando realmente julga importante.  Não adiantava a Sra Drama provocá-la em outras questões,  pois a colega nem ligava. Mesmo assim a Sra Drama conseguiu encontrar os botões certos para apertar a colega: o curso e o trabalho. O que era importante para a colega?  Seus estudos e seu trabalho, eram os valores pelos quais valeria a pena brigar. A colega escolheu assim.  E teve sua consequência, 100% sua responsabilidade.  Todas as questões envolviam trabalho e curso. Foram pontuais, diluídas em 3 anos, mas a Sra Drama manipulou de um jeito que pareceu frequentes e próximas, omitindo datas. Nada que não pudesse ser verificado.  E de fato o terceiro que não era o amigo íntimo dela verificou as datas. A colega soube, pois queria juntar justamente um documento procurado por esse terceiro.  Ele estava sendo justo e estava procurando a verdade dos fatos,  não o que a Sra Drama fez parecer. E viu que a verdade era que o que parecia ser frequente ocorreu num ano, depois em outro, depois em outro. O terceiro só não tinha como saber sobre os "mal entendidos",  pois ninguém presenciou nada, era a palavra de uma contra a outra. E como saber quem entendia melhor a situação,  quem distorcia? 

A colega mostrou que a Sra Drama não era chefe de verdade,  embora se dizia chefe. Na cabeça da Sra Drama ela já era de fato chefe. A colega mostrou que o problema que a Sra Drama dizia ser impossível de acontecer era totalmente possível, faltava precisão às testemunhas da Sra Drama,  que perdiam a validade pois a Sra Drama era "chefe" por consideração,  pois todos sabiam que ela era amiga íntima do chefe. Quem escolheria chatear a amiga íntima do chefe que pediram para obedecer como chefe? Quem realmente poderia precisar era alguém da área,  não os perdidos que ela trouxe de testemunha, todos subordinados dela (por boca) e do amigo íntimo da Sra Drama.  A colega pediu então perícia,  pois todas as dúvidas seriam esclarecidas.  A Sra Drama dizia que a colega era louca e esse argumento já havia sido derrubado por um psiquiatra,  as testemunhas da Sra Drama também eram perdidas nesse assunto, dando a entender que a Sra Drama podia ter razão.  Quem distorcia afinal? 

Então,  na cabeça da Sra Drama parecia ser real que ela era chefe, que a colega era louca, que o problema em questão era impossível de acontecer. A realidade era: não era chefe. A colega não era louca. E impediram a perícia que provaria que era totalmente possível o que a Sra Drama jurava ser impossível.  A colega preferiu achar que a Sra Drama acreditava nessas coisas.  Pois se não acreditasse estaria mentindo descaradamente.  Depois a colega achou que era mentira mesmo. Isso realmente deu deu um nó na cabeça da colega. A Sra Drama confunde qualquer um. Enfim, de qualquer maneira, mentindo ou confundida,  estava claro a qualquer um que lesse que a Sra Drama era fantasiosa ou mentirosa.

Ela escolheu fazer isso e escolher se expor.

Mas a colega também percebeu uma coisa, embora pontual, não deveria ter se irritado.  Sua irritação foi usada pela Sra Drama. O piloto automático nos tira o poder de escolha e dá poder ao outro. A Sra Drama sabia quais os botões apertar, ficou testando a colega. E esta nem tomou consciência de que ficava irritada e fazia questão se assunto era estudo ou trabalho.  A Sra Drama provocava,  a colega escolheu dar o poder à Sra Drama mordendo a isca, e a Sra Drama usava isso para o show dela. A Sra Drama soube colocar a colega tão racional e pacífica no sistema límbico.  Realmente uma habilidade fora do comum. A colega acha que é inconsciente que a Sra Drama usa,  acha que foi testando e gostando dos resultados. Mas a colega, se tivesse o poder de voltar a escolher, não teria dado esse poder à Sra Drama.

Ficou com uma lição. Prestar atenção nas provocações.  Nunca se sabe a finalidade do outro. Respirar. Perceber o pensamento. Perceber que a pessoa conseguiu apertar seu gatilho emocional. Respirar. Não dar esse triunfo para a outra pessoa.  Se a colega soubesse disso na época a Sra Drama não teria combustível para os shows.  Foi erro da colega e ela tem 100% responsabilidade por isso.  A colega não seguiu o sermão da montanha. 

Tudo é uma lição. E podemos fazer sempre melhores escolhas. Podemos olhar o passado sempre como um grande mestre. Deus tinha uma finalidade.  Ele nos molda e tudo é para nosso bem maior. Agora que a colega gerencia melhor as emoções e o estresse tem uma vida bem mais cheia de qualidade.  Podemos cair em armadilhas e nos arrepender caso não tirarmos logo as ervas daninhas.  Percebê-las o mais rápido possível é importante e traz tranquilidade no longo prazo.

A colega também percebeu que muito trabalho causa estresse. Jesus falou mais uma milha,  não dez milhas. A colega era viciada em trabalho e fazia demais.  Isso causa irritabilidade.  A colega agora escolhe fazer a minha a mais, com moderação. Nada de mais do que o limite de seu corpo físico.

Foi uma grande lição para a colega escolher melhor nas próximas vezes, nunca somos vítimas,  somos resultados de nossas escolhas.