"A maioria de nós somos vítimas de nossas histórias psicossociais ou omissos diante da miséria do outro. Uma minoria é agente modificador de sua história, agente expansor do humanismo, da cidadania e dos direitos humanos derivados da democracia das ideias."
A nossa história determina o que somos. Desde pequenos aprendemos conceitos, vivemos experiências e elas vão moldando nosso pensar e agir. Todos somos o que somos por fatores genéticos e sociais. Não podemos escolher o que vão infundir em nossas mentes, nem as experiências quando crianças. No entanto, chega um momento da vida em que decisões começam a ser tomadas. Reações às situações começam a surgir. E é nesse momento que ficamos cada vez mais responsáveis por nossa história de vida.
Nós não escolhemos nossa origem, mas podemos escolher nosso destino. Já contei inúmeras vezes no blog. Nasci pobre mesmo, passei por muitas dificuldades e comecei a trabalhar com 12 anos. Talvez por isso acredito que trabalhar é tão importante. Antes disso já cuidava da casa e fazia afazeres domésticos. Não tenho problema algum com trabalho e já fui assediada por trabalhar demais. Mas para mim era o normal. Trabalhar nunca fez mal para mim. Pelo contrário, quando cresci sempre tive dois empregos, duas escolas, enfim, conseguia dar conta de tudo porque desde criança sei o que é trabalho.
Talvez isso determinou minha história. Meus pais me ensinaram a lutar e trabalhar ao invés de sentar e chorar. Desde criança gostei de estudar, então estudo também nunca foi problema. Meus pais sempre nos ensinaram a disciplina e cobravam desempenho escolar.
Aprendi coisas boas e também crenças nem tão boas. Mas há um momento na vida que eu podia ter feito escolhas diferentes e não o fiz. Portanto sou 100% responsável por tudo de bom e ruim que ocorreu em minha vida. Não sou vítima de nenhuma escolha ruim que fiz. Não sou vítima de nenhuma situação ruim, pois com certeza antes disso tinha feito uma avaliação descuidada da situação.
Não sou mais vítima de nenhuma dor minha. Tudo é causa e consequência. Sei que é difícil internalizar isso. Não precisamos de pressa, precisamos de consciência. Hoje eu simplesmente digo a mim mesma que sou responsável. Sem pressa, procuro minha responsabilidade. Ela está em algum lugar, mesmo que pareça difícil enxergar.
Já escrevi no blog sobre assédio moral. O pior foi da amiga íntima do chefe. Na época, assumia uma postura de vítima. Mas claro que foi 100% minha responsabilidade. Eu sabia que ela era o que era. Isso não posso mudar. Eu sabia do que ela era capaz. Isso não posso mudar. Então podia ter me submetido, feito a vontade dela. Claro que sim. Seria o mais lógico e evitaria o assédio. No entanto, escolhi meus valores. Cada escolha, um resultado. E eu fiz a escolha por esse resultado. Tenho sim 100% de responsabilidade. Se eu não quisesse assédio, tinha que escolher submissão.
Claro que é liberdade dizer não e fazer uma campanha contra o assédio. Claro que ela podia cometer assédio mesmo a quem obedece cegamente e provavelmente submeter as pessoas assim é assédio, pois não lhes dão escolha. É uma escolha ser assediado ou lutar por liberdade, desde que se meçam consequências. Mas o resultado era esperado. Errado era eu esperar algo diferente. Talvez até esperasse algo mais moral do chefe. Mas ele fez a escolha por valores que ele tinha. E não era demais esperar dele um valor bom e moral sob minha perspectiva? O valor que ele escolheu foi bom sob a perspectiva dele. E isso eu não posso mudar. E então isso saiu da mão dele e foi para mão de terceiros e felizmente eles conseguiram ver por perspectiva diferente e me inocentaram. Eles terem me inocentado também foi 100% responsabilidade dela. Por não ter imaginado que poderia cair em mãos de terceiros. Por não ter previsto que ela controlava o chefe e ele por sua vez controlava outros, mas não o mundo. E ela acredita que controla o mundo por meio de cada instrumento que ela arranja. E assim vamos cada um escrevendo sua história... Talvez ela seja assim devido a história dela, às misérias que eu desconheço... mas com certeza ela é produto da história dela. E com certeza não é vítima da história dela, pois só ela tem o poder de escolher o destino dela. Cada escolha, um resultado. Mas enfim, ser grande no humanismo compreende entender as dificuldades do outro.
Ainda tenho dificuldade em entender. Mas o primeiro passo é estar com a a mente aberta para tentar.
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Somos grandes em que?
"As sociedades humanas não precisam de homens que amem a estética social, que amem o poder sociopolitico, mas de homens que sejam grandes no humanismo, grandes como pensadores, grandes na percepção dos seus limites, grandes na capacidade de se colocar no lugar do outro e perceber suas dores e necessidades psicossociais."
Outra afirmação de Cury que chama a atenção. Vivemos numa sociedade do superficial, então ele fala que a sociedade não precisam de homens que amem a estética social. A maioria dos homens preza mais a estética. Não é questão de renegar a estética, mas de saber priorizar e colocá-la abaixo de outros valores. Eu trabalho com cosméticos, portanto não afirmo que seja ruim, mas é apenas um complemento, que muitas vezes melhora a auto estima das pessoas, para que elas se realizem outras áreas também.
A sociedade não precisam de homens que amem o poder. A questão está em amar. O poder é bom quando se usa para o bem da sociedade, sem egoísmo. O poder é bom quando também empodera outros menos beneficiados socialmente. O poder é maléfico quando apenas serve para um sobressair sobre o outro, quando há disputas. Tem una passagem bíblica sobre Davi, em que ele teve oportunidade de matar o rei que o perseguia, mas não o fez. Davi não almejava o poder, não brigava pelo poder. Ele seria o próximo rei, mas não amou o poder. Porém, foi rei e dentro de suas possibilidades humanas fez um bom reinado, foi segundo o coração de Deus. Há muitos exemplos na Bíblia de homens com poder que não amavam o poder, e por isso o usou com sabedoria.
A sociedade precisa de homens grandes no humanismo. Quantos despendem energia para serem grandes no humanismo? Quantos valorizam aqueles que são grandes no humanismo? Que pena. Afinal, somos grandes em que?
A sociedade precisa de grandes pensadores. Eu admiro grandes pensadores. Usaria melhor meu tempo ouvindo alguém como Leandro Karnal do que ouvindo um astro de Hollywood, pois prefiro o pensamento à estética social. Concordo com Cury.
Precisamos de homens grandes na percepção de seus limites. São pessoas belíssimas as que sabem seus limites. Costumo repetir que podemos tudo não porque desprezo limites. E sim porque acredito que se conhecermos nossos limites, poderemos superar nossas barreiras, avançar um pouquinho a mais esses limites e seguir em frente. Com paciência e no longo prazo, podemos chegar onde desejamos. Pelo contrário, quem não reconhece seus limites continua no mesmo lugar, empacados e certos de que não precisam de mudanças.
Precisamos de homens que se colocam no lugar dos outros. Isso realmente é difícil. Mas as dores do outro, os limites, as defesas nos são desconhecidos e julgamos conforme nossa perspectiva. Eu mesma sei que preciso muito avançar nisso. E usar a reflexão para melhorar esses pontos é muito bom. Precisamos crescer nesses aspectos, embora muitos deixam para lá, ou nem pensam a respeito. As dores e necessidades dos outros às vezes são difíceis de vislumbrar, que possamos aprender. Que possamos ser grandes onde verdadeiramente importa.
Outra afirmação de Cury que chama a atenção. Vivemos numa sociedade do superficial, então ele fala que a sociedade não precisam de homens que amem a estética social. A maioria dos homens preza mais a estética. Não é questão de renegar a estética, mas de saber priorizar e colocá-la abaixo de outros valores. Eu trabalho com cosméticos, portanto não afirmo que seja ruim, mas é apenas um complemento, que muitas vezes melhora a auto estima das pessoas, para que elas se realizem outras áreas também.
A sociedade não precisam de homens que amem o poder. A questão está em amar. O poder é bom quando se usa para o bem da sociedade, sem egoísmo. O poder é bom quando também empodera outros menos beneficiados socialmente. O poder é maléfico quando apenas serve para um sobressair sobre o outro, quando há disputas. Tem una passagem bíblica sobre Davi, em que ele teve oportunidade de matar o rei que o perseguia, mas não o fez. Davi não almejava o poder, não brigava pelo poder. Ele seria o próximo rei, mas não amou o poder. Porém, foi rei e dentro de suas possibilidades humanas fez um bom reinado, foi segundo o coração de Deus. Há muitos exemplos na Bíblia de homens com poder que não amavam o poder, e por isso o usou com sabedoria.
A sociedade precisa de homens grandes no humanismo. Quantos despendem energia para serem grandes no humanismo? Quantos valorizam aqueles que são grandes no humanismo? Que pena. Afinal, somos grandes em que?
A sociedade precisa de grandes pensadores. Eu admiro grandes pensadores. Usaria melhor meu tempo ouvindo alguém como Leandro Karnal do que ouvindo um astro de Hollywood, pois prefiro o pensamento à estética social. Concordo com Cury.
Precisamos de homens grandes na percepção de seus limites. São pessoas belíssimas as que sabem seus limites. Costumo repetir que podemos tudo não porque desprezo limites. E sim porque acredito que se conhecermos nossos limites, poderemos superar nossas barreiras, avançar um pouquinho a mais esses limites e seguir em frente. Com paciência e no longo prazo, podemos chegar onde desejamos. Pelo contrário, quem não reconhece seus limites continua no mesmo lugar, empacados e certos de que não precisam de mudanças.
Precisamos de homens que se colocam no lugar dos outros. Isso realmente é difícil. Mas as dores do outro, os limites, as defesas nos são desconhecidos e julgamos conforme nossa perspectiva. Eu mesma sei que preciso muito avançar nisso. E usar a reflexão para melhorar esses pontos é muito bom. Precisamos crescer nesses aspectos, embora muitos deixam para lá, ou nem pensam a respeito. As dores e necessidades dos outros às vezes são difíceis de vislumbrar, que possamos aprender. Que possamos ser grandes onde verdadeiramente importa.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Você desenvolve funções altruístas da inteligência?
"É preciso compreender os fenômenos que estão na base do funcionamento da mente para enxergarmos por que nos tornamos gigantes na ciência e na tecnologia, mas pequenos no desenvolvimento das funções mais altruístas da inteligência, tais como a tolerância, a solidariedade, a capacidade de pensar antes de reagir, de expor e não de impor as ideias."
Por que prezamos mais a ciência do que o altruísmo? Boa pergunta. Talvez essa seja a razão de tanta ansiedade, depressão, problemas gerais entre as pessoas. Perdemos nosso equilíbrio. E ao perder o equilíbrio ficamos doentes. E isso é um problema que afeta a sociedade e continuará a afetar se as pessoas não se atentarem à importância de desenvolver a função altruísta da inteligência.
Temos sido menos tolerantes. Queremos que todos sigam nossa cartilha. Não. Cada um escolhe por si. Obviamente é 100% responsável por essa escolha. Tudo tem causa e consequência, mas quando descubro que só posso influir dentro da minha própria ação, nada posso fazer em relação à ação ou inação do outro, sou mais tolerante e compassivo com o outro. Pode ser que ele esteja fazendo uma escolha errada sob minha perspectiva, mas quem disse que minha perspectiva é a certa para o outro? Por que quero que o outro veja da mesma forma que eu?
Temos menos solidariedade. É um mundo de cada um por si. Claro que a pessoa escolheu seu destino, e é 100% responsável pela situação que se encontra. Mas por que não ser solidário? Nem que seja para ensinar a pescar? Se a pessoa se recusa a pescar, se recusa o ensinamento de como pegar seu peixe, aí é com ela, nada se pode fazer. Mas devemos ser solidários tanto quanto nossas condições nos permitem. Por exemplo, qual o problema de se dar o anzol, a isca e a partir daí a pessoa se manter? As vezes tudo que alguém precisa é de um anzol e de uma isca, o resto ela mesma fará.
Temos pensado antes de reagir. Por que tantos endividados? Por que gastam mais do que recebem. Por que tantos dependentes no vício? Porque trocaram um prazer imediato, um alívio momentâneo por uma solução que fosse à raiz do problema. Por que tanta briga, dissolução? Porque estamos querendo ter a razão o tempo todo.
Temos imposto nossas idéias ao invés de expo-las. Existe uma diferença. É importante que as idéias sejam expostas. Ninguém cresceria se não tivesse novas idéias. Eu amo ver as idéias das pessoas. Amo ouvir quem é contra o que penso, pois assim cresço. A maioria das pessoas tem audição seletiva, só ouve o que está de acordo com sua crença pré estabelecida. Dessa forma, não desenvolve a inteligência. Muita pena. Pena que muitos têm até deixado de expor ideias com medo de perder as amizades, todos devem seguir um padrão imposto. E muitos continuam na mesma por causa disso. Ou são manipulados por causa disso.
Pobres daqueles que seguem as imposições, não têm liberdade de pensar, nem de desenvolver a inteligência.
Por que prezamos mais a ciência do que o altruísmo? Boa pergunta. Talvez essa seja a razão de tanta ansiedade, depressão, problemas gerais entre as pessoas. Perdemos nosso equilíbrio. E ao perder o equilíbrio ficamos doentes. E isso é um problema que afeta a sociedade e continuará a afetar se as pessoas não se atentarem à importância de desenvolver a função altruísta da inteligência.
Temos sido menos tolerantes. Queremos que todos sigam nossa cartilha. Não. Cada um escolhe por si. Obviamente é 100% responsável por essa escolha. Tudo tem causa e consequência, mas quando descubro que só posso influir dentro da minha própria ação, nada posso fazer em relação à ação ou inação do outro, sou mais tolerante e compassivo com o outro. Pode ser que ele esteja fazendo uma escolha errada sob minha perspectiva, mas quem disse que minha perspectiva é a certa para o outro? Por que quero que o outro veja da mesma forma que eu?
Temos menos solidariedade. É um mundo de cada um por si. Claro que a pessoa escolheu seu destino, e é 100% responsável pela situação que se encontra. Mas por que não ser solidário? Nem que seja para ensinar a pescar? Se a pessoa se recusa a pescar, se recusa o ensinamento de como pegar seu peixe, aí é com ela, nada se pode fazer. Mas devemos ser solidários tanto quanto nossas condições nos permitem. Por exemplo, qual o problema de se dar o anzol, a isca e a partir daí a pessoa se manter? As vezes tudo que alguém precisa é de um anzol e de uma isca, o resto ela mesma fará.
Temos pensado antes de reagir. Por que tantos endividados? Por que gastam mais do que recebem. Por que tantos dependentes no vício? Porque trocaram um prazer imediato, um alívio momentâneo por uma solução que fosse à raiz do problema. Por que tanta briga, dissolução? Porque estamos querendo ter a razão o tempo todo.
Temos imposto nossas idéias ao invés de expo-las. Existe uma diferença. É importante que as idéias sejam expostas. Ninguém cresceria se não tivesse novas idéias. Eu amo ver as idéias das pessoas. Amo ouvir quem é contra o que penso, pois assim cresço. A maioria das pessoas tem audição seletiva, só ouve o que está de acordo com sua crença pré estabelecida. Dessa forma, não desenvolve a inteligência. Muita pena. Pena que muitos têm até deixado de expor ideias com medo de perder as amizades, todos devem seguir um padrão imposto. E muitos continuam na mesma por causa disso. Ou são manipulados por causa disso.
Pobres daqueles que seguem as imposições, não têm liberdade de pensar, nem de desenvolver a inteligência.
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
O que você pensa do outro relaciona-se com o que você é
"Na comunicação interpessoal, há uma redução e distorção das dimensões da reconstrução do outro mais intensa e complexa do que podemos imaginar. Por isso, muitos pais, professores, executivos, psicoterapeutas, etc., por não questionarem e reorganizarem continuamente seus processos de subjetivação decorrentes de seus processos de interpretação, pensam que estão dialogando com o outro e conhecendo-o, quando, na realidade, estão dialogando com eles mesmos, conhecendo a eles mesmos. Por isso, o que falam ou pensam do outro se relaciona muito mais com o que são do que com o que o outro é."
A primeira lição do trecho de Cury: tendemos a distorcer o que o outro é. Portanto, temos que tomar muito cuidado com as conclusões que tiramos do outro. Por isso, temos que nos questionar e duvidar de nossas próprias convicções. Bem difícil. Tendemos a achar que estamos 100% certos. Talvez uma boa meta é não tirar conclusões a respeito de terceiros.
Segunda lição: nós dialogamos conosco mesmos e não com o outro. Tenho seguido muitos coaches, principalmente os internacionais e todos falam do cuidado que temos que ter com os diálogos internos. Marc and Angel, Ema Bell, Leo Babauta, Jack Canfield... dentre outros estão dizendo a mesma coisa. Portanto temos que analisar nosso diálogo interno. O que tenho dito para mim mesmo? Outra meta importante seria vigiar os diálogos internos, pois eles podem ser positivos ou nocivos.
Terceira lição: quando dialogo comigo mesmo, conheço a mim mesmo, não ao outro. Pensamos conhecer o outro? E para que conhecer tão bem o outro se não conheço a mim mesmo? Se critico o outro, isso fala algo sobre mim mesmo. Se elogio o outro, isso também fala sobre mim mesmo. Se repudio o outro, algo sobre mim mesmo se esconde nesse repúdio. Se exalto o outro, mais um tanto se descobre a respeito de mim. Uau, grande lição. Outra meta boa seria prestar atenção nas lições escondidas acerca de nós a cada diálogo que travamos conosco a respeito do outro.
Então, vale a pena relacionar-se melhor conosco mesmos. Assim, nossa relação interpessoal com o outro melhorá muito. Não praticaremos distorções e começaremos a assumir mais responsabilidade por nossos próprios atos.
A primeira lição do trecho de Cury: tendemos a distorcer o que o outro é. Portanto, temos que tomar muito cuidado com as conclusões que tiramos do outro. Por isso, temos que nos questionar e duvidar de nossas próprias convicções. Bem difícil. Tendemos a achar que estamos 100% certos. Talvez uma boa meta é não tirar conclusões a respeito de terceiros.
Segunda lição: nós dialogamos conosco mesmos e não com o outro. Tenho seguido muitos coaches, principalmente os internacionais e todos falam do cuidado que temos que ter com os diálogos internos. Marc and Angel, Ema Bell, Leo Babauta, Jack Canfield... dentre outros estão dizendo a mesma coisa. Portanto temos que analisar nosso diálogo interno. O que tenho dito para mim mesmo? Outra meta importante seria vigiar os diálogos internos, pois eles podem ser positivos ou nocivos.
Terceira lição: quando dialogo comigo mesmo, conheço a mim mesmo, não ao outro. Pensamos conhecer o outro? E para que conhecer tão bem o outro se não conheço a mim mesmo? Se critico o outro, isso fala algo sobre mim mesmo. Se elogio o outro, isso também fala sobre mim mesmo. Se repudio o outro, algo sobre mim mesmo se esconde nesse repúdio. Se exalto o outro, mais um tanto se descobre a respeito de mim. Uau, grande lição. Outra meta boa seria prestar atenção nas lições escondidas acerca de nós a cada diálogo que travamos conosco a respeito do outro.
Então, vale a pena relacionar-se melhor conosco mesmos. Assim, nossa relação interpessoal com o outro melhorá muito. Não praticaremos distorções e começaremos a assumir mais responsabilidade por nossos próprios atos.
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Como ser um pensador ajuda a resolver problemas e conquistar metas
"Os três grandes inimigos de um pensador são: as dificuldades em se expandir a arte da pergunta e da crítica, a dificuldade de conviver com a dúvida e a ansiedade por produzir respostas. A fertilidade das ideias de um pensador não está na sua capacidade de produzir respostas, mas na sua intimidade com a arte de formulação das perguntas, a arte da dúvida, arte da crítica e do quanto procura e suporta a experiência do caos intelectual."
Augusto Cury mostra os ingredientes para o pensador. Ele precisa expandir a arte da pergunta e da crítica. A pergunta é essencial em nossa vida. Precisamos nos questionar sempre. Precisamos criticar sempre a maneira como estamos lidando com a vida. Perguntar e questionar expande nossa inteligência multifocal. Outro ponto de contato com o coaching que encontrei nessa reflexão é que se baseia em perguntas. O coach não tem as respostas, ele tem as perguntas poderosas que farão a pessoa pensar sobre soluções. As respostas estão na pessoa, não no coach. A maneira de se alcançar as metas estão na pessoa que participa da sessão.
E em minhas sessões tenho visto como o ser humano é incrível e diferente. As mesmas perguntas geram respostas completamente diferentes. Cada um com uma necessidade diferente, com um modo de solucionar diferente. Porém, todos igualmente poderosos e eficazes. Amo ouvir as respostas nas sessões. As pessoas são maravilhosas, tem maneiras maravilhosas de resolver suas questões quando confrontadas com as perguntas poderosas. O ser humano tem recursos que mal imagina. Falta só ter a pergunta certa. E são críticos consigo mesmos, sabem o que precisam para conseguirem chegar a seus objetivos. Estou encantada.
De alguma forma, cumpro uma missão de vida. Ajudo as pessoas a realizar sonhos. E formo pensadores. Estou amando.
Para sermos pensadores precisamos conviver com a dúvida. Ela sempre estará ali. No processo de coaching eu mesma tive muitas dúvidas. Achei muita coisa. E certamente o processo vai ajudando a conviver com a dúvida e até a superá-la. Tenho coachees em dúvida. E a maneira como eles lidam também é bem interessante. Nossa missão também é dar ferramentas para o coachee. Ajudá-lo nesse processo de dúvida.
E o último quesito para sermos pensadores é evitar a ansiedade por produzir respostas. Muitos coachees são ansiosos. Eu mesma tenho minhas ansiedades. Outra missão do coach é baixar essa ansiedade. Ajudar a dar o passo a passo e deixá-los seguros mostrando formas de gerar respostas. Elas com certeza vem com recursos certos. E encher nossos coachees de recursos é muito bom. Você vê pessoas empoderadas e com um norte, sabendo exatamente onde querem chegar.
Então, com a consciência de que perguntas poderosas formam bons pensadores e que bons pensadores resolvem problemas e concretizam sonhos, temos a missão de gerar essas perguntas e ensinar os coachees a usarem o recurso das perguntas poderosas.
Augusto Cury mostra os ingredientes para o pensador. Ele precisa expandir a arte da pergunta e da crítica. A pergunta é essencial em nossa vida. Precisamos nos questionar sempre. Precisamos criticar sempre a maneira como estamos lidando com a vida. Perguntar e questionar expande nossa inteligência multifocal. Outro ponto de contato com o coaching que encontrei nessa reflexão é que se baseia em perguntas. O coach não tem as respostas, ele tem as perguntas poderosas que farão a pessoa pensar sobre soluções. As respostas estão na pessoa, não no coach. A maneira de se alcançar as metas estão na pessoa que participa da sessão.
E em minhas sessões tenho visto como o ser humano é incrível e diferente. As mesmas perguntas geram respostas completamente diferentes. Cada um com uma necessidade diferente, com um modo de solucionar diferente. Porém, todos igualmente poderosos e eficazes. Amo ouvir as respostas nas sessões. As pessoas são maravilhosas, tem maneiras maravilhosas de resolver suas questões quando confrontadas com as perguntas poderosas. O ser humano tem recursos que mal imagina. Falta só ter a pergunta certa. E são críticos consigo mesmos, sabem o que precisam para conseguirem chegar a seus objetivos. Estou encantada.
De alguma forma, cumpro uma missão de vida. Ajudo as pessoas a realizar sonhos. E formo pensadores. Estou amando.
Para sermos pensadores precisamos conviver com a dúvida. Ela sempre estará ali. No processo de coaching eu mesma tive muitas dúvidas. Achei muita coisa. E certamente o processo vai ajudando a conviver com a dúvida e até a superá-la. Tenho coachees em dúvida. E a maneira como eles lidam também é bem interessante. Nossa missão também é dar ferramentas para o coachee. Ajudá-lo nesse processo de dúvida.
E o último quesito para sermos pensadores é evitar a ansiedade por produzir respostas. Muitos coachees são ansiosos. Eu mesma tenho minhas ansiedades. Outra missão do coach é baixar essa ansiedade. Ajudar a dar o passo a passo e deixá-los seguros mostrando formas de gerar respostas. Elas com certeza vem com recursos certos. E encher nossos coachees de recursos é muito bom. Você vê pessoas empoderadas e com um norte, sabendo exatamente onde querem chegar.
Então, com a consciência de que perguntas poderosas formam bons pensadores e que bons pensadores resolvem problemas e concretizam sonhos, temos a missão de gerar essas perguntas e ensinar os coachees a usarem o recurso das perguntas poderosas.
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
Você sabe lidar com dificuldades?
"Quem vivencia está síndrome (de exteriorização existencial) torna-se um passante existencial, alguém que transita pela vida sem criar raízes dentro de si. Por ter grandes dificuldades em expandir a arte de pensar, ele tem enormes dificuldades para suportar críticas, admitir suas fragilidades, superar seus fracassos e frustrações e usá-los para solidificar os alicerces da sabedoria. Tal pessoa não expande o desenvolvimento da inteligência; por isso sabe lidar com o sucesso e o apoio social, mas não sabe lidar com os invernos existenciais."
Neste trecho o psiquiatra trata de pessoas que não criam raízes em si mesmas. São pessoas superficiais, que contentam-se com o que está na superfície. A inteligência multifocal olha principalmente para dentro de si. É importante olhar menos para os outros no sentido de crítica ou de tentar reformá-los e olhar mais para nós mesmos. Sei que é difícil. Vivemos num mundo que incentiva a superficialidade e desestimula o pensar, refletir, olhar para dentro de nós mesmos. Sei que muitas vezes também falho nesse quesito, mas coloquei como meta fazer uma reflexão diária, criar raízes dentro de mim mesma ao invés de reparar no outro, na grama do outro, enfim, de querer ver a superfície do outro. Ganho mais quando vou fundo dentro de mim mesma. E tenho progredido bastante nessa meta. Estou bem satisfeita. Colhi frutos tão bons que continuo o mergulho dentro de mim mesmo. E se continuar, posso ir cada vez mais fundo. Não há limites.
E esse exercício de mergulhar em nós mesmos nos ajuda a entender as críticas, a ver que somos frágeis, que fracassamos. Assim, temos menos frustrações e aprendemos com tudo isso. Quando repito milhões de vezes no Blog a respeito de erros e falhas estou me referindo a essa resiliência de aprender com eles, de não ficar com medo de fazer algo para nos proteger. De usar críticas, falhas, erros para subir um degrau em sabedoria. Quanto mais facilidade temos na arte de pensar, tanto mais fácil será usar as adversidades como lições e crescer com elas ao invés de nos limitarmos com elas.
Augusto Cury ensinou algo sensacional. Desenvolver a inteligência multifocal nos ajuda a lidar com os invernos existenciais. Nos diferencia daquele que só sabe lidar com o sucesso e o apoio social. Deixamos de ser mimados e passamos a ser maduros. É fácil lidar com sucesso e apoio. Verdadeiros fortes são aqueles que vencem apesar de não terem sucesso no início, apesar de não terem apoio social.
Apesar de todas as dificuldades, continuamos fortes. A diferença nunca foi o externo, a diferença está no interno, no quão profundo a pessoa mergulha em si mesma e resolve problemas existenciais. Portanto, a arte do pensar é a chave para lidar com dificuldades. Mergulhe em si, entenda seus pensamentos, domine sobre isso. Então passará por qualquer dificuldade fortalecido. E cada dificuldade tornará você mais forte, e mais forte. Chegará um tempo que não reclamará da dificuldade, pois saberá se fortalecer com ela.
Neste trecho o psiquiatra trata de pessoas que não criam raízes em si mesmas. São pessoas superficiais, que contentam-se com o que está na superfície. A inteligência multifocal olha principalmente para dentro de si. É importante olhar menos para os outros no sentido de crítica ou de tentar reformá-los e olhar mais para nós mesmos. Sei que é difícil. Vivemos num mundo que incentiva a superficialidade e desestimula o pensar, refletir, olhar para dentro de nós mesmos. Sei que muitas vezes também falho nesse quesito, mas coloquei como meta fazer uma reflexão diária, criar raízes dentro de mim mesma ao invés de reparar no outro, na grama do outro, enfim, de querer ver a superfície do outro. Ganho mais quando vou fundo dentro de mim mesma. E tenho progredido bastante nessa meta. Estou bem satisfeita. Colhi frutos tão bons que continuo o mergulho dentro de mim mesmo. E se continuar, posso ir cada vez mais fundo. Não há limites.
E esse exercício de mergulhar em nós mesmos nos ajuda a entender as críticas, a ver que somos frágeis, que fracassamos. Assim, temos menos frustrações e aprendemos com tudo isso. Quando repito milhões de vezes no Blog a respeito de erros e falhas estou me referindo a essa resiliência de aprender com eles, de não ficar com medo de fazer algo para nos proteger. De usar críticas, falhas, erros para subir um degrau em sabedoria. Quanto mais facilidade temos na arte de pensar, tanto mais fácil será usar as adversidades como lições e crescer com elas ao invés de nos limitarmos com elas.
Augusto Cury ensinou algo sensacional. Desenvolver a inteligência multifocal nos ajuda a lidar com os invernos existenciais. Nos diferencia daquele que só sabe lidar com o sucesso e o apoio social. Deixamos de ser mimados e passamos a ser maduros. É fácil lidar com sucesso e apoio. Verdadeiros fortes são aqueles que vencem apesar de não terem sucesso no início, apesar de não terem apoio social.
Apesar de todas as dificuldades, continuamos fortes. A diferença nunca foi o externo, a diferença está no interno, no quão profundo a pessoa mergulha em si mesma e resolve problemas existenciais. Portanto, a arte do pensar é a chave para lidar com dificuldades. Mergulhe em si, entenda seus pensamentos, domine sobre isso. Então passará por qualquer dificuldade fortalecido. E cada dificuldade tornará você mais forte, e mais forte. Chegará um tempo que não reclamará da dificuldade, pois saberá se fortalecer com ela.
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Você investe em inteligência multifocal?
"Quem não duvida e crítica a si mesmo nunca se posiciona como aprendiz diante da vida, e, consequentemente, nunca explora com profundidade seu próprio mundo intrapsiquico. Quem aprendeu a vivenciar a arte da dúvida e da crítica na sua trajetória existencial se posiciona como aprendiz diante da vida e, por isso, tem condições intelectuais de repensar seus paradigmas socioculturais e expandir continuamente suas idéias e maturidade psicossocial. Todos os pensadores, filósofos, teóricos e cientistas que, de alguma forma, promoveram a ciência, as artes e as idéias humanistas foram, ainda que minimamente, caminhantes nas trajetórias do seu próprio ser e amantes da arte da dúvida e da crítica, enquanto produziam conhecimento sobre os fenômenos que contemplavam."
Começarei a refletir sobre o livro "Inteligência Multifocal. Análise da construção dos pensamentos e da formação de pensadores", de Augusto Jorge Cury. Muitos imaginam que ele seja um mero autor de auto ajuda. Ele é sobretudo um médico psiquiatra. E esse livro em particular é bem denso, de difícil compreensão. Eu amo ler e o faço com frequência. Como formada em Letras, li vários clássicos tanto da literatura nacional como mundial. Confesso, achei esse livro bem difícil, mesmo com certa prática em leituras. E só selecionei os trechos mais fáceis.
Por isso, o que muitos chamam de auto ajuda talvez seja uma forma de linguagem simples, de alcance de um público maior. Quem leria um livro desses? Talvez outro médico que compreenda os termos, ou alguém determinado a entender. Com certeza não é um livro para alcançar o grande público. E o autor sabe disso, pois escreveu que não tinha pretensão que esse livro fosse um best seller.
Enfim, vamos às reflexões. Um exercício para desenvolver a inteligência multifocal é duvidar e criticar. Não os outros, mas a si mesmo. A intenção é mergulhar dentro de si mesmo, algo que poucos fazem.
Quando duvidamos de nós mesmos, repensamos nossos paradigmas e expandimos nossas idéias, saímos de nossa zona de conforto. É fundamental para conseguirmos realizar sonhos. Só existem sonhos porque não concretizamos, só não concretizamos porque pensamos igual e não por isso não agimos diferente. Duvidar de si mesmo é o primeiro passo para uma mudança de vida.
Augusto Cury afirma que aqueles que promoveram a ciência foram caminhantes do seu próprio ser e amantes da arte da dúvida e da crítica. Pensar e repensar nosso próprio ser nos faz descobrir caminhos novos. É uma grande e maravilhosa descoberta, porque dentro de nós mesmos, temos várias respostas.
Quando li esse livro não tinha passado pelo processo de coaching. Olhando as mesmas afirmações de Augusto Cury com essa nossa visão, percebo que o coaching faz a pessoa caminhar em seu próprio ser. Faz desenvolver a inteligência multifocal.
Começarei a refletir sobre o livro "Inteligência Multifocal. Análise da construção dos pensamentos e da formação de pensadores", de Augusto Jorge Cury. Muitos imaginam que ele seja um mero autor de auto ajuda. Ele é sobretudo um médico psiquiatra. E esse livro em particular é bem denso, de difícil compreensão. Eu amo ler e o faço com frequência. Como formada em Letras, li vários clássicos tanto da literatura nacional como mundial. Confesso, achei esse livro bem difícil, mesmo com certa prática em leituras. E só selecionei os trechos mais fáceis.
Por isso, o que muitos chamam de auto ajuda talvez seja uma forma de linguagem simples, de alcance de um público maior. Quem leria um livro desses? Talvez outro médico que compreenda os termos, ou alguém determinado a entender. Com certeza não é um livro para alcançar o grande público. E o autor sabe disso, pois escreveu que não tinha pretensão que esse livro fosse um best seller.
Enfim, vamos às reflexões. Um exercício para desenvolver a inteligência multifocal é duvidar e criticar. Não os outros, mas a si mesmo. A intenção é mergulhar dentro de si mesmo, algo que poucos fazem.
Quando duvidamos de nós mesmos, repensamos nossos paradigmas e expandimos nossas idéias, saímos de nossa zona de conforto. É fundamental para conseguirmos realizar sonhos. Só existem sonhos porque não concretizamos, só não concretizamos porque pensamos igual e não por isso não agimos diferente. Duvidar de si mesmo é o primeiro passo para uma mudança de vida.
Augusto Cury afirma que aqueles que promoveram a ciência foram caminhantes do seu próprio ser e amantes da arte da dúvida e da crítica. Pensar e repensar nosso próprio ser nos faz descobrir caminhos novos. É uma grande e maravilhosa descoberta, porque dentro de nós mesmos, temos várias respostas.
Quando li esse livro não tinha passado pelo processo de coaching. Olhando as mesmas afirmações de Augusto Cury com essa nossa visão, percebo que o coaching faz a pessoa caminhar em seu próprio ser. Faz desenvolver a inteligência multifocal.
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