Mais um ponto de reflexão no painel de Augusto Cury é sobre a liderança do "eu" e decisões conscientes, sobre o que nos perturba e as decisões que adiamos.
O autor fala das decisões conscientes. Existe diferença entre decisões que tomamos quando estamos no piloto automático ou quando somos ameaçados e constrangidos e sobre as decisões conscientes. O simples fato de estar presente para essa diferença pode fazer uma grande diferença na primeira lei de qualidade de vida. É um ótimo exercício listar todas nossas decisões da semana e se perguntar quantas delas são conscientes e quantas são de piloto automático ou derivadas de constrangimentos ou ameaças. Existe todo tipo de ameaça, inclusive ameaça emocional, tão presente em pessoas manipuladoras.
Quanto o que mais me perturba eu não tenho dúvida e quem me acompanha deve saber. Minha luta contra isso será constante.
Quanto a decisões não sou pessoa de adiar. Ou quero ou não quero. Se decido algo, aceito. Depois me pergunto como fazer. Já fui muito indecisa. Ainda bem que mudei muito nesse quesito. Existem umas técnicas que uso, umas perguntas que me faço e então me decido. Sem demora. Grandes oportunidades são perdidas quando demoramos demais para decidir. Grandes líderes disseram que o que mais se arrependem não são de decisões erradas, mas de decisões não tomadas ou tomadas com muito atraso. Não se pode precipitar, mas também não se pode demorar. É preciso buscar esse equilíbrio, que não é fácil no início. A medida que se pratica, fica mais fácil.
Será que compensa não tomar decisão? Será que compensa adiar? Pode ser que morramos amanhã. Então é outro equilíbrio a se tentar, viver o hoje e ao mesmo tempo preparar para o amanhã como a formiga. É possível ter os dois, basta usar a criatividade e há decisões que possibilitam exatamente isso.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Toda discriminação é desinteligente
Ainda sobre o primeiro tema que é ser autor de sua própria história, Augusto Cury ensina que a discriminação é desinteligente, que você não se deve sentir inferior a ninguém.
Isso é muito importante para o autor da sua própria história. Certas pessoas nos fazem sentir inferior, mas temos que ser fortes e ver nossos pontos fortes. As pessoas são diferentes. Todos têm defeitos e qualidades. Sei que tenho inúmeros defeitos e não tento escondê - los. Sou transparente e gosto de expor e discutir meus defeitos, pois é isso que me fará crescer. E ter defeitos não me faz inferior. Isso porque também tenho pontos fortes.
Para ser autor de nossa própria história temos que desenvolver nossa auto estima e lutar contra aqueles que querem que nos sintamos inferiores. Minha luta naquele caso que sempre cito foi uma das maiores, pois em minha vida fui muito feliz de não ter sofrido discriminação. Fui muito feliz de não ter pessoas me atacando daquele jeito. As brincadeiras estavam mesmo querendo me diminuir. Sou séria, não dei liberdade para o tipo de brincadeira que fizeram e nem aceitei a insinuação de que era louca. Não era louca e nem inferior por não ter amizade íntima com o chefe. Nem a amiga dele era superior. As pessoas são iguais. Lutei. Não aceitei.
Acho mesmo que devemos lutar pela nossa auto estima. Acho mesmo que nenhum funcionário é menor porque não tem amizade íntima com o chefe. E admitir isso é um dos maiores absurdos que já vi. Por isso, toda vez que tentam me fazer inferior eu não deixo. Sei minha posição e não deixarei que me discriminem.
Tenho frases poderosas que me ajudam a lembrar que ninguém tem esse direito. Podem tentar, mas minha força de vontade de lembrar a mim mesma que a discriminação não será admitida é maior. E todos deviam fazer o mesmo. Olhar no espelho e dizer que é uma pessoa especial, com muitas qualidades que superam os defeitos. Tentem. Isso empodera uma pessoa. Toda vez que tentarem diminuir vocês, vocês estarão fortes o suficiente para não admitir. E serão autores da própria vida, com qualidade de vida.
Isso é muito importante para o autor da sua própria história. Certas pessoas nos fazem sentir inferior, mas temos que ser fortes e ver nossos pontos fortes. As pessoas são diferentes. Todos têm defeitos e qualidades. Sei que tenho inúmeros defeitos e não tento escondê - los. Sou transparente e gosto de expor e discutir meus defeitos, pois é isso que me fará crescer. E ter defeitos não me faz inferior. Isso porque também tenho pontos fortes.
Para ser autor de nossa própria história temos que desenvolver nossa auto estima e lutar contra aqueles que querem que nos sintamos inferiores. Minha luta naquele caso que sempre cito foi uma das maiores, pois em minha vida fui muito feliz de não ter sofrido discriminação. Fui muito feliz de não ter pessoas me atacando daquele jeito. As brincadeiras estavam mesmo querendo me diminuir. Sou séria, não dei liberdade para o tipo de brincadeira que fizeram e nem aceitei a insinuação de que era louca. Não era louca e nem inferior por não ter amizade íntima com o chefe. Nem a amiga dele era superior. As pessoas são iguais. Lutei. Não aceitei.
Acho mesmo que devemos lutar pela nossa auto estima. Acho mesmo que nenhum funcionário é menor porque não tem amizade íntima com o chefe. E admitir isso é um dos maiores absurdos que já vi. Por isso, toda vez que tentam me fazer inferior eu não deixo. Sei minha posição e não deixarei que me discriminem.
Tenho frases poderosas que me ajudam a lembrar que ninguém tem esse direito. Podem tentar, mas minha força de vontade de lembrar a mim mesma que a discriminação não será admitida é maior. E todos deviam fazer o mesmo. Olhar no espelho e dizer que é uma pessoa especial, com muitas qualidades que superam os defeitos. Tentem. Isso empodera uma pessoa. Toda vez que tentarem diminuir vocês, vocês estarão fortes o suficiente para não admitir. E serão autores da própria vida, com qualidade de vida.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Você tem investido em sua qualidade de vida?
Augusto Cury segue perguntando se você tem investido em sua qualidade de vida ou é uma máquina de trabalhar. E pergunta qual o valor que você dá para a sua vida e para as pessoas que ama.
Eu sempre gostei muito de trabalhar, mas sempre impus limites. Se eu tenho 8 horas diárias no meu serviço principal, então faço oito horas diárias. Jamais fiquei puxando o saco ou ficando até mais tarde para fazer bonito diante do chefe. Acho até que posso quebrar o galho quando muito necessário, mas isso é a exceção, não a regra. Há uma razão pela qual nossa carga horária é 40 horas semanais. Não há porque tentar fazer diferente. Nas minhas 8 horas minha performance é excelente. Estudo gestão de tempo não apenas para meu projeto pessoal, aplico onde quer que esteja. Oito horas excelentes vale muito mais do que 9 ou 10 horas de embromação. Já presenciei muito isso, se espremesse tudo que a pessoa fez não daria muito. Mas ficou até mais tarde... besteira, o ideal é trabalhar bem nas horas normais. E além disso, como é serviço público, quem faz isso depois compensa quando é conveniente. Então enrolou, ficou até mais tarde e compensou quando foi conveniente. Pior no sentido de eficiência e eficácia. Mais valia ter ficado as oito horas e usado bem as oito horas. Seria melhor para a sociedade como um todo que paga os impostos por esses serviços.
No meu projeto paralelo determino uma hora por dia e faço uma hora por dia. Gosto de trabalhar e gosto de dedicar esse tempo para minha atividade paralela. Isso faz bem para mim como um todo. Como faço por amor, não é cansativo, muito pelo contrário, contribui para a qualidade de vida, já que me proporciona bem estar. Esse projeto paralelo é investimento em qualidade de vida com certeza. Por um lado, é uma atividade prazerosa. Por outro lado, é uma atividade rentosa. Então uno o útil ao agradável.
Por ser atividade prazerosa, serve como um hobby. Uma maneira de sair do estresse do dia a dia. Uma maneira de conhecer pessoas, de se conectar, de se divertir. Eu associo aprendizado com prazer. Então é uma maneira de aprender, desenvolver habilidades. Sair da zona de conforto, testar meu limites, superar meus limites. Eu poderia fazer tudo isso no meu serviço principal e estava fazendo. Fiz uma pós graduação voltada para ele. Gastei com isso, mas gostei, foi um bom investimento. Mas a paga foi terrível. É um local que te golpeiam se você estuda. Fiz outro curso que também só deu dor de cabeça porque fui golpeada de novo. Gostava de me dedicar, aprender e superar meus limites. Fui golpeada. Então vi que no funcionalismo público não funciona ser bom e dedicado. Funciona ser amiga íntima do chefe. E isso não me dá prazer, estou fora.
Por ser uma atividade rentosa, posso investir em qualidade de vida deixando todo o excedente na conta da independência financeira. Ajo como se não precisasse de nada do fruto desse trabalho. Na Mary Kay pego tudo em produtos e mando o excedente para a independência financeira. É fundamental ser independente financeiramente para ter qualidade de vida. Estou longe de ser independente financeiramente mas não tenho pressa. Dar o primeiro passo que é importante. A Polishop é um projeto dedicado exclusivamente à qualidade de vida. Nem estou pensando em enviar excedentes para a conta de independência financeira.
Eu não ligo muito para para a vida como um todo. Se eu morrer amanhã tenho certeza que fiz tudo o que queria. Que levei a vida que queria dentro de minhas possibilidades. Não tenho apego algum e faço tudo como se fosse morrer amanhã. Dou valor a pessoas que amo e faço todo o possível para ajudá-las. Faço o possível para colocá - las em segundo lugar, só depois de Deus, pois o mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas. Tento um equilíbrio. Devemos sempre buscar o equilíbrio de prioridades e não só trabalhar.
Muitas pessoas conseguiram sua independência financeira e atualmente conseguem o equilíbrio de prioridades trabalhando de sua própria casa, ou dedicando a um projeto que ama. Mas dificilmente alguém consegue isso sendo assalariado. É o que Robert Kiyosaki fala sobre a corrida dos ratos. A pessoa jamais consegue sair daquele círculo vicioso e jamais atinge qualidade de vida de verdade e em todos os aspectos.
Eu sempre gostei muito de trabalhar, mas sempre impus limites. Se eu tenho 8 horas diárias no meu serviço principal, então faço oito horas diárias. Jamais fiquei puxando o saco ou ficando até mais tarde para fazer bonito diante do chefe. Acho até que posso quebrar o galho quando muito necessário, mas isso é a exceção, não a regra. Há uma razão pela qual nossa carga horária é 40 horas semanais. Não há porque tentar fazer diferente. Nas minhas 8 horas minha performance é excelente. Estudo gestão de tempo não apenas para meu projeto pessoal, aplico onde quer que esteja. Oito horas excelentes vale muito mais do que 9 ou 10 horas de embromação. Já presenciei muito isso, se espremesse tudo que a pessoa fez não daria muito. Mas ficou até mais tarde... besteira, o ideal é trabalhar bem nas horas normais. E além disso, como é serviço público, quem faz isso depois compensa quando é conveniente. Então enrolou, ficou até mais tarde e compensou quando foi conveniente. Pior no sentido de eficiência e eficácia. Mais valia ter ficado as oito horas e usado bem as oito horas. Seria melhor para a sociedade como um todo que paga os impostos por esses serviços.
No meu projeto paralelo determino uma hora por dia e faço uma hora por dia. Gosto de trabalhar e gosto de dedicar esse tempo para minha atividade paralela. Isso faz bem para mim como um todo. Como faço por amor, não é cansativo, muito pelo contrário, contribui para a qualidade de vida, já que me proporciona bem estar. Esse projeto paralelo é investimento em qualidade de vida com certeza. Por um lado, é uma atividade prazerosa. Por outro lado, é uma atividade rentosa. Então uno o útil ao agradável.
Por ser atividade prazerosa, serve como um hobby. Uma maneira de sair do estresse do dia a dia. Uma maneira de conhecer pessoas, de se conectar, de se divertir. Eu associo aprendizado com prazer. Então é uma maneira de aprender, desenvolver habilidades. Sair da zona de conforto, testar meu limites, superar meus limites. Eu poderia fazer tudo isso no meu serviço principal e estava fazendo. Fiz uma pós graduação voltada para ele. Gastei com isso, mas gostei, foi um bom investimento. Mas a paga foi terrível. É um local que te golpeiam se você estuda. Fiz outro curso que também só deu dor de cabeça porque fui golpeada de novo. Gostava de me dedicar, aprender e superar meus limites. Fui golpeada. Então vi que no funcionalismo público não funciona ser bom e dedicado. Funciona ser amiga íntima do chefe. E isso não me dá prazer, estou fora.
Por ser uma atividade rentosa, posso investir em qualidade de vida deixando todo o excedente na conta da independência financeira. Ajo como se não precisasse de nada do fruto desse trabalho. Na Mary Kay pego tudo em produtos e mando o excedente para a independência financeira. É fundamental ser independente financeiramente para ter qualidade de vida. Estou longe de ser independente financeiramente mas não tenho pressa. Dar o primeiro passo que é importante. A Polishop é um projeto dedicado exclusivamente à qualidade de vida. Nem estou pensando em enviar excedentes para a conta de independência financeira.
Eu não ligo muito para para a vida como um todo. Se eu morrer amanhã tenho certeza que fiz tudo o que queria. Que levei a vida que queria dentro de minhas possibilidades. Não tenho apego algum e faço tudo como se fosse morrer amanhã. Dou valor a pessoas que amo e faço todo o possível para ajudá-las. Faço o possível para colocá - las em segundo lugar, só depois de Deus, pois o mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas. Tento um equilíbrio. Devemos sempre buscar o equilíbrio de prioridades e não só trabalhar.
Muitas pessoas conseguiram sua independência financeira e atualmente conseguem o equilíbrio de prioridades trabalhando de sua própria casa, ou dedicando a um projeto que ama. Mas dificilmente alguém consegue isso sendo assalariado. É o que Robert Kiyosaki fala sobre a corrida dos ratos. A pessoa jamais consegue sair daquele círculo vicioso e jamais atinge qualidade de vida de verdade e em todos os aspectos.
segunda-feira, 27 de junho de 2016
A ferramenta do silêncio
Augusto Cury ainda revela um estudo que fez do mestre dos mestres, Jesus Cristo. Ele admira a sabedoria dele, por vezes Jesus não respondia. Usava a ferramenta do silêncio. Ele mostra a lição: em um clima em que ninguém pensa, a melhor resposta é não dar respostas. É procurar a sabedoria do silêncio.
É difícil chegar nesse ponto de saber quando se expressar e quando não se expressar. De maneira geral minha experiência mostrou que o silêncio é ouro. Certa vez estava em um clima em que a pessoa não queria a resposta, ele tinha as idéias pré concebidas e qualquer resposta não seria aceita. Tentei responder e foi muito ruim. Além de não compreender uma palavra do que disse, reclamou que eu respondi. Não era um diálogo. A verdade dele era incontestável embora estivesse errado, pelo que se apurou depois.
Na segunda vez que vi uma pessoa tão certa que apenas a idéia pré concebida dela era correta usei a ferramenta do silêncio. Para que responder para alguém que não quer ouvir nada além da sua própria verdade? Lógico que era uma verdade no imaginário dela, aquilo que ela acreditava não existia, não correspondia, mas de que adianta argumentar? Deixei - a com a sua idéia pré concebida e fui melhor sucedida do que quando insisti em dar uma resposta.
Sou uma pessoa muito quieta. E talvez seja melhor mesmo não responder a pessoas arbitrárias. Nunca diga nada porque cometemos erros quando estamos ansiosos. E tem pessoas tão manipulativas que te deixam nervosa para que você cometa um erro. Então o silêncio é uma boa resposta.
É difícil chegar nesse ponto de saber quando se expressar e quando não se expressar. De maneira geral minha experiência mostrou que o silêncio é ouro. Certa vez estava em um clima em que a pessoa não queria a resposta, ele tinha as idéias pré concebidas e qualquer resposta não seria aceita. Tentei responder e foi muito ruim. Além de não compreender uma palavra do que disse, reclamou que eu respondi. Não era um diálogo. A verdade dele era incontestável embora estivesse errado, pelo que se apurou depois.
Na segunda vez que vi uma pessoa tão certa que apenas a idéia pré concebida dela era correta usei a ferramenta do silêncio. Para que responder para alguém que não quer ouvir nada além da sua própria verdade? Lógico que era uma verdade no imaginário dela, aquilo que ela acreditava não existia, não correspondia, mas de que adianta argumentar? Deixei - a com a sua idéia pré concebida e fui melhor sucedida do que quando insisti em dar uma resposta.
Sou uma pessoa muito quieta. E talvez seja melhor mesmo não responder a pessoas arbitrárias. Nunca diga nada porque cometemos erros quando estamos ansiosos. E tem pessoas tão manipulativas que te deixam nervosa para que você cometa um erro. Então o silêncio é uma boa resposta.
sexta-feira, 24 de junho de 2016
O autor da sua própria história lidera a si mesmo
Cury ainda ensina que o autor da própria história lidera a si mesmo antes de liderar o mundo de fora.
Definitivamente esse é um grande desafio. Refletindo sobre o meu texto ontem descobri o quanto aquele fato me marcou. Já passou um tempo e hoje não trabalho mais com um chefe desses. Mesmo assim dependendo do assunto que estou tratando o gatilho da minha memória é ativado e lembro daquilo de forma intensa, poderia dizer que visceral. Daí surgem as grandes causas. Quando falo em assédio moral não é porque o tema é bonitinho. De fato estou nessa luta com todo o meu ser. De fato posso sofrer com qualquer um que esteja passando por esse problema. De fato não quero fingir que isso não ocorre. Quero discutir o tema. Quero que as pessoas se conscientizem. Na maioria dos casos, as forças contra o oprimido são tão fortes, que acabam fazendo o próprio oprimido pensar que ele está errado. E fazem da vida da pessoa um inferno. É preciso saber lutar com sabedoria. Mas é preciso lutar. Esse tipo de poder tem que encontrar resistência e esse é um tema que deve ser discutido pela sociedade.
Imagino que o próprio opressor seja um sofredor. E acho que esse é um desafio para o opressor. Liderar a si mesmo antes de querer liderar os outros. Ele oprime porque esse é um jeito de impor o poder. Também o opressor não tem qualidade de vida. Ele retira a qualidade de vida dos oprimidos e retira dele mesmo. Também sofre.
A representação da criatura mostrava sofrimento por não saber liderar a si mesma. Ela queria poder, a todo custo, e de fato foi dado informalmente, não regular. Mas ela sofria por esse poder não ter legitimidade. E de certa forma ela transferia para mim a culpa desse poder não ser legítimo. Porque de alguma forma meu cargo era legítimo, eu tinha passado em concurso para conseguir o que tinha. Não tinha precisado fazer amizade íntima com ninguém para ter reconhecimento. O meu trabalho era bem feito, reconhecido e legítimo. E ela se incomodava mesmo porque me consideravam exemplar e boa funcionaria.
Se ela liderasse a si mesma e fosse autora da vida dela, teria estudado. Feito cursos de gestão ou algo que a aproximasse do que ela queria, que era um cargo de confiança. Esse cargo demorou a chegar e ela culpava quem estudava e trabalhava... e a solução que lhe pareceu viável foi acabar comigo... Havia solução melhor, com certeza.
Definitivamente esse é um grande desafio. Refletindo sobre o meu texto ontem descobri o quanto aquele fato me marcou. Já passou um tempo e hoje não trabalho mais com um chefe desses. Mesmo assim dependendo do assunto que estou tratando o gatilho da minha memória é ativado e lembro daquilo de forma intensa, poderia dizer que visceral. Daí surgem as grandes causas. Quando falo em assédio moral não é porque o tema é bonitinho. De fato estou nessa luta com todo o meu ser. De fato posso sofrer com qualquer um que esteja passando por esse problema. De fato não quero fingir que isso não ocorre. Quero discutir o tema. Quero que as pessoas se conscientizem. Na maioria dos casos, as forças contra o oprimido são tão fortes, que acabam fazendo o próprio oprimido pensar que ele está errado. E fazem da vida da pessoa um inferno. É preciso saber lutar com sabedoria. Mas é preciso lutar. Esse tipo de poder tem que encontrar resistência e esse é um tema que deve ser discutido pela sociedade.
Imagino que o próprio opressor seja um sofredor. E acho que esse é um desafio para o opressor. Liderar a si mesmo antes de querer liderar os outros. Ele oprime porque esse é um jeito de impor o poder. Também o opressor não tem qualidade de vida. Ele retira a qualidade de vida dos oprimidos e retira dele mesmo. Também sofre.
A representação da criatura mostrava sofrimento por não saber liderar a si mesma. Ela queria poder, a todo custo, e de fato foi dado informalmente, não regular. Mas ela sofria por esse poder não ter legitimidade. E de certa forma ela transferia para mim a culpa desse poder não ser legítimo. Porque de alguma forma meu cargo era legítimo, eu tinha passado em concurso para conseguir o que tinha. Não tinha precisado fazer amizade íntima com ninguém para ter reconhecimento. O meu trabalho era bem feito, reconhecido e legítimo. E ela se incomodava mesmo porque me consideravam exemplar e boa funcionaria.
Se ela liderasse a si mesma e fosse autora da vida dela, teria estudado. Feito cursos de gestão ou algo que a aproximasse do que ela queria, que era um cargo de confiança. Esse cargo demorou a chegar e ela culpava quem estudava e trabalhava... e a solução que lhe pareceu viável foi acabar comigo... Havia solução melhor, com certeza.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
O autor da própria história tem domínio próprio
Augusto Cury coloca outra característica do autor da própria história. Ele não é controlado pelo ambiente, circunstâncias e conflitos internos.
Faz todo o sentido. Se você é autor da sua história, então não são circunstâncias ruins que determinam seu destino. Muitas podem ser as circunstâncias ruins, mas você pode contorná - las. Eu sempre cito a história da amiga íntima do chefe porque ela me prejudicou muito. Abriu uma representação contra mim chamando - me de louca. Como o ambiente estava a favor dela, ninguém contrariaria a amiga íntima do chefe, ela conseguiu engendrar uma história contra mim quase perfeita. E usou estas pessoas como testemunhas de que eu louca. Circunstâncias e ambientes desfavoráveis eu só tinha uma chance diante disso. Qualquer um acreditaria, como o ser humano vai por heurística, o cérebro vai no que é mais fácil acreditar. Talvez eu não tivesse chance alguma e eles até me convenceriam que eu era louca mesmo. Parece coisa de novela, mas acontece na vida real. Eu fui ser autora da minha vida. Desculpa amiguinha do chefe, não é porque você é amiguinha dele que eu vou engolir essa...
Sabia que correria um risco danado mesmo que fosse para me defender. Quem ousaria ir contra o que dizia a amiga do chefe? Com certeza ele me explodiria... desculpe-me chefe, sua amiga não é psiquiatra.
Defendi-me e solicitei que passasse com um psiquiatra. Somente um médico poderia falar sobre minha condição, de maneira alguma admitiria que uma leiga totalmente ignorante no assunto me desse um diagnóstico. E então ela perdeu a razão...
Ainda solicitei mais um laudo de especialista sobre outro assunto que ela estava colocando como se dona da verdade fosse. Foi negado. Claro. Esse laudo mostraria novamente que a ignorância por heurística fala com leigos e até convence... mas um especialista não deixaria tanta baboseira vencer.
O que foi muito difícil foi controlar a pressão. Internamente ela acabou comigo, a pressão psicológica era muito grande. Eu tentava ser forte e mostrar - me forte mas ser vítima de acusações desse calibre não é fácil.
Foi difícil mas deu certo. Nem sempre consegui o domínio próprio necessário. Estar passando pela situação é muito difícil mesmo. Por isso vou sempre lutar contra esse tipo de comportamento. Ela me lesou mas não pago o mal com o mal. Apenas me defendi e mostrei o quanto sem legitimidade estavam me atacando. Somente o que posso fazer é continuar com o trabalho de conscientização e educação contra esse tipo de comportamento e vou fazê-lo sempre. Agora isso me move.
Mas o importante é reconhecer que preciso ter domínio próprio. A partir daí tenho condições de trabalhar no sentido de melhorar nesse aspecto. Se eu não reconheço, jamais serei dona de minha própria história com estilo.
Faz todo o sentido. Se você é autor da sua história, então não são circunstâncias ruins que determinam seu destino. Muitas podem ser as circunstâncias ruins, mas você pode contorná - las. Eu sempre cito a história da amiga íntima do chefe porque ela me prejudicou muito. Abriu uma representação contra mim chamando - me de louca. Como o ambiente estava a favor dela, ninguém contrariaria a amiga íntima do chefe, ela conseguiu engendrar uma história contra mim quase perfeita. E usou estas pessoas como testemunhas de que eu louca. Circunstâncias e ambientes desfavoráveis eu só tinha uma chance diante disso. Qualquer um acreditaria, como o ser humano vai por heurística, o cérebro vai no que é mais fácil acreditar. Talvez eu não tivesse chance alguma e eles até me convenceriam que eu era louca mesmo. Parece coisa de novela, mas acontece na vida real. Eu fui ser autora da minha vida. Desculpa amiguinha do chefe, não é porque você é amiguinha dele que eu vou engolir essa...
Sabia que correria um risco danado mesmo que fosse para me defender. Quem ousaria ir contra o que dizia a amiga do chefe? Com certeza ele me explodiria... desculpe-me chefe, sua amiga não é psiquiatra.
Defendi-me e solicitei que passasse com um psiquiatra. Somente um médico poderia falar sobre minha condição, de maneira alguma admitiria que uma leiga totalmente ignorante no assunto me desse um diagnóstico. E então ela perdeu a razão...
Ainda solicitei mais um laudo de especialista sobre outro assunto que ela estava colocando como se dona da verdade fosse. Foi negado. Claro. Esse laudo mostraria novamente que a ignorância por heurística fala com leigos e até convence... mas um especialista não deixaria tanta baboseira vencer.
O que foi muito difícil foi controlar a pressão. Internamente ela acabou comigo, a pressão psicológica era muito grande. Eu tentava ser forte e mostrar - me forte mas ser vítima de acusações desse calibre não é fácil.
Foi difícil mas deu certo. Nem sempre consegui o domínio próprio necessário. Estar passando pela situação é muito difícil mesmo. Por isso vou sempre lutar contra esse tipo de comportamento. Ela me lesou mas não pago o mal com o mal. Apenas me defendi e mostrei o quanto sem legitimidade estavam me atacando. Somente o que posso fazer é continuar com o trabalho de conscientização e educação contra esse tipo de comportamento e vou fazê-lo sempre. Agora isso me move.
Mas o importante é reconhecer que preciso ter domínio próprio. A partir daí tenho condições de trabalhar no sentido de melhorar nesse aspecto. Se eu não reconheço, jamais serei dona de minha própria história com estilo.
quarta-feira, 22 de junho de 2016
O autor da sua própria história é transparente
Augusto Cury prossegue com mais características do autor da própria história. Ele é transparente. Não se esconde atrás de um sorriso forçado, posição social e conta bancária.
Concordo que poder ser você mesmo é um máximo em qualidade de vida. Com tantas convenções, temos que ser outra pessoa. Temos que seguir o que querem que façamos. Não podemos ser nós mesmos e nem transparentes. Então perdemos em qualidade de vida.
Temos que fingir que gostamos de A ou B para agradar os outros. Temos que sorrir quando algo não nos agrada. Temos que pertencer a certa classe social, mesmo que nossas contas estejam no vermelho ou nosso cartão esteja no limite, ou pior... só para pertencer, só para ser aceito...
O autor da própria história não liga para esse tipo de detalhe. Não precisa de um sorriso forçado para agradar, por exemplo, a amiga íntima do chefe. Não precisa ostentar status para que seja aceito. Não precisa fingir pertencer a certa classe social, não precisa fingir que tem tanto em sua conta bancária.
Pode ser que ele tenha a posição social e a conta bancária, mas ele não precisa se esconder atrás disso. Não é isso que vai determiná-lo como pessoa. Não é isso que vai impedir que ele continue sendo transparente e acredite naquilo que o move de verdade.
Isso é bem libertador. Isso que é qualidade de vida.
Concordo que poder ser você mesmo é um máximo em qualidade de vida. Com tantas convenções, temos que ser outra pessoa. Temos que seguir o que querem que façamos. Não podemos ser nós mesmos e nem transparentes. Então perdemos em qualidade de vida.
Temos que fingir que gostamos de A ou B para agradar os outros. Temos que sorrir quando algo não nos agrada. Temos que pertencer a certa classe social, mesmo que nossas contas estejam no vermelho ou nosso cartão esteja no limite, ou pior... só para pertencer, só para ser aceito...
O autor da própria história não liga para esse tipo de detalhe. Não precisa de um sorriso forçado para agradar, por exemplo, a amiga íntima do chefe. Não precisa ostentar status para que seja aceito. Não precisa fingir pertencer a certa classe social, não precisa fingir que tem tanto em sua conta bancária.
Pode ser que ele tenha a posição social e a conta bancária, mas ele não precisa se esconder atrás disso. Não é isso que vai determiná-lo como pessoa. Não é isso que vai impedir que ele continue sendo transparente e acredite naquilo que o move de verdade.
Isso é bem libertador. Isso que é qualidade de vida.
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