terça-feira, 2 de outubro de 2018

Você tem determinação?

"Determinação - é uma energia que faz você ter a coragem de ir em frente e não desistir perante os obstáculos.  É ter foco e clareza sobre onde quer chegar.

Empatia - é colocar-se no lugar do outro mentalmente e sentir o que o outro está sentindo numa determinada situação.  Somente pessoas maduras conseguem sentir empatia". Seja assertivo! Vera Martins

Essas duas são outras atitudes de base da assertividade.  Nem sempre é fácil assim ser determinado.  Muitas vezes queremos desistir,  pois chegamos à conclusão que não adianta, que o obstáculo é muito maior do que imaginávamos.

E algumas vezes é verdade. O obstáculo não vale a pena, gastaremos muita energia para não ter resultados.  Mas como saber o que vale nosso esforço ou não? 

Primeiramente temos que ter certeza. Às vezes o obstáculo está apenas na nossa mente. Temos um gatinho à frente e enxergamos um  leão.  Assim, precisamos esclarecer,  perguntar,  avaliar a situação. 

Se realmente não valer o esforço,  não é preciso ser determinado onde não terá solução.  Se valer a pena,  continue. O assertivo precisa ser determinado e por isso ser assertivo não é tão fácil quanto parece. Creio que a maior dificuldade está em eleger o que vale nossa energia.

O assertivo também tem a atitude de base da empatia. Quando estamos muito envolvidos em nossas próprias questões  esquecemos de prestar atenção no outro. Não é fácil também.  De fato exige muita maturidade colocar-se no lugar do outro e tentar sentir o que outro sente. É sempre um exercício que devemos praticar todos os dias. O outro têm necessidades e o assertivo tem o dever de não centralizar em si. O assertivo consegue ver além de suas próprias necessidades para contemplar o outro.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Você tem as atitudes de base da assertividade?

"Para se tornar uma pessoa assertiva,  você precisa se fortalecer com as atitudes que chamamos de base da assertividade. Sem elas, é impossível desenvolver uma comunicação em que você afirme seu eu sem mascarar o eu do outro,  do seu interlocutor... Auto estima - origina-se da imagem que você tem de si mesmo.  A qualificação da auto estima depende de você.  Depende da aceitação,  da confiança e do respeito que você tem por si mesmo." Seja assertivo! Vera Martins

Há várias atitudes de base para o comportamento assertivo.  A primeira é auto estima. Se nem você mesmo se aceita,  o que esperar dos outros?  Como também respeitar o outro?

Quem tem auto estima não precisa cair em competições.  A pessoa reconhece as qualidades dos outros, pois sabe que também têm qualidades.  Não precisa ficar comparando,  pois sabe que os seres humanos são dotados de diferentes dons e que dificilmente alguém será bom em tudo. E mesmo que pareça ser, isso tem pouco haver com você.  Essa é uma questão do outro. É uma qualidade a se admirar ao invés de se tornar uma competição.

O assertivo não precisa competir.  Ele enxerga a si mesmo com bons olhos, porque o critério para si mesmo é diferente. O que mais é importante para você?  Uma pessoa que coloca a espiritualidade em primeiro lugar não se acha melhor do que outro que tem colocado outras prioridades. A única diferença é a prioridade.  E pelos olhos de alguém espiritual está tudo certo outros o superarem em outras áreas.  E pela ótica de quem não está se importando com a espiritualidade,  ser bom em outra área é bom para ele. Portanto não há um maior ou melhor, há uma diferença de prioridades.

E se a auto estima está baseada em diferentes critérios,  podemos ter sempre a auto estima elevada num patamar aceitável e bom. Ninguém é capaz de nos rebaixar, nem precisamos rebaixar o outro. Mesmo porque Deus deu diferentes talentos porque não queria tudo igual, porque sabe que o complementar é melhor do que o igual.

Então,  para sermos assertivos temos que aprender a nos aceitar,  a confiar em nós mesmos e a respeitar a nós mesmos.

Assim, se alguém não nos aceita, isso é uma questão dessa pessoa.

Se alguém não confia em nós,  isso é uma questão da pessoa.

Se alguém não nos respeita, isso também é uma questão dessa pessoa.

De maneira alguma podemos acreditar em quem não nos aceita,  confia ou respeita em nós.  Sempre podemos melhorar,  porque crescer é preciso.  Mas a auto estima deve permanecer em um nível bom, mesmo no processo de crescimento.

E mostrar tudo isso com assertividade é parte do que podemos fazer. Sempre respeitando o outro também.  Porque afirmar o eu não significa mascarar o eu do outro.

Há situações em que não acharemos o outro correto. Não precisamos concordar sempre. As discordâncias também ampliam nossa visão.  E com certeza nós não estaremos corretos sempre. É uma questão de equilibrar.


sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Você tem medo do que os outros pensam?

"O julgamento racional é focado na "situação problema" e entende que existem muitas soluções para o mesmo problema.  Não é preciso ter medo do que os outros vão pensar.  O máximo que pode acontecer é não concordarem e tudo estará bem. A comunicação assertiva baseia-se no julgamento racional." Seja assertivo! Vera Martins

Nem sempre somos racionais,  por muitas vezes domina a emoção.  Mas para sermos assertivos precisamos buscar ser racionais e tentar não se deixar levar pelas emoções. 

Sei que muitas vezes é difícil,  que muitas vezes tropeçamos em algo que sabemos, mas faz parte e também está tudo bem, desde que façamos o esforço de retomar o rumo e focar na solução do problema. 

Uma vez detectado o problema,  há muitas soluções.  Temos que fazer esse exercício de encontrar soluções, mesmo que nossa solução possa parecer diferente ou não convencional.  Podemos, numa negociação,  expor nosso ponto de vista e propor soluções.  Muitas vezes, o outro lado nem pensou pelo nosso ponto de vista, por isso é importante expor,  mesmo que ainda assim a pessoa não compreenda o mundo com a nossa visão. 

Nossa posição é importante,  assim como nossos sentimentos em relação ao problema.  Podemos com assertividade mostrar essa visão.  Pode acontecer de os outros interpretarem mal, mas essa interpretação tem relação  com a pessoa,  não com você. Ninguém pode controlar a maneira como o outro interpreta.  E não podemos ter medo do que o outro pensa, pois isso também está fora do nosso controle. Não controlamos tudo. E que bom que é assim. O mundo é bem mais bonito com diferentes pontos de vista. Ninguém precisa partilhar do nosso.

Se não partilharem do nosso ponto de vista está tudo bem. Todos têm o direito de discordar.  O assertivo não é manipulador,  não fará de tudo para provar seu ponto. Ele apenas expõe e deixa a cargo do outro o que pensará a respeito. Sem medo do que o outro pensa.

Muitas vezes o outro interpreta baseado em emoções.  Muitas vezes nós mesmos estamos interpretando com base em emoções.  Que possamos tentar tirar essas emoções e julgar de forma racional.  Quanto mais racional, mais assertivos podemos ser.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

O que é assertividade?

"Em termos filosóficos,  entendemos assertividade como uma manifestação da possibilidade dialética da comunicação "eu ganho e você ganha", ou seja, uma comunicação criativa, transparente,  por meio da qual as pessoas expressam suas necessidades,  seus pensamentos e sentimentos de forma honesta e direta,  sem violar os mesmos direitos dos outros." Seja assertivo! Vera Martins

A assertividade é uma relação ganha-ganha.  Vivemos num mundo competitivo em quem alguém sempre tem que ser o maior e melhor. A assertividade sai desse tipo de cenário competitivo e entra no cenário do respeito mútuo,  onde todos têm direito,  não somente aquele que de alguma forma se julga o mais forte ou melhor.

Parece-nos normal que em tudo deve haver um vencedor,  aquele que subjuga o outro, aquele que é melhor do que o outro,  aquele que sabe mais do que o outro. Enfim, vence o melhor.

E na assertividade não é necessário ter esse melhor. A interação é de seres humanos com direitos e deveres e com sentimentos,  pensamentos e necessidades.

No autoritarismo é impossível expressar-se de forma criativa e transparente.  Não se pode ser um indivíduo com necessidades, pensamentos e sentimentos.  Por isso, não se atenta para as necessidades das pessoas.  Estão confortáveis? Estão com medo?  Estão se sentido seguras?  Estão se sentindo ameaçadas?  De alguma forma estão violando sua personalidade?  De alguma forma estão violando seus direitos?  Talvez até essas necessidades, pensamentos e sentimentos não sejam tão acurados,  mas o assertivo respeita os sentimentos dos outros,  não os viola.

Ele primeiro ouve essas manifestações do eu e depois toma as decisões,  seja mostrando como as preocupações do outro não procedem, seja mostrando como proceder apesar dessas preocupações.  De alguma forma o assertivo consegue pesar todas as questões e chegar a uma solução "ganha-ganha". Ele consegue respeitar o outro, sem ver apenas as suas necessidades. 

É um treino para a vida ser assertivo. Essa transparência não é tão fácil de conseguir.  Ser honesto e direto não é algo para todos. Muitos se escondem atrás das indiretas.  E a indireta é um recurso manipulativo, não assertivo.

Não faz parte da nossa cultura a assertividade.  Por isso,  o treino deve ser ainda mais intenso. Com treino, conseguimos o que queremos.  Um passo de cada vez e quando menos esperarmos,  estaremos sendo assertivos e vivendo muito melhor.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O que é preciso para ser interdependente?

"Para ser interdependente é preciso: humildade para assumir que não sabe;  flexibilidade para dosar seu poder de influência;  firmeza no posicionamento de suas ideias, sentimentos e desejos;  envolvimento e abertura para reconhecer a contribuição do outro;  não ser egoísta,  pensando somente nas próprias necessidades;  não ser rígido na aceitação das idéias do outro;  não ser autoritário,  impondo suas idéias,  necessidades e desejos;  não manipular pessoas como meio para atingir seus objetivos." Seja assertivo!  Vera Martins

Fortes e belas são pessoas interdependentes.  Elas assumem que não sabem. Algo impossível é sermos bons em tudo.  Admitir que não sabe abre caminhos para novos conhecimentos.

Dosar poder de influência nos separa dos tiranos. Firmeza em nossos posicionamentos sem usar inadequadamente o poder de influência é comportamento dos verdadeiramente grandes.  Muitos mostram força ao serem firmes de forma assertiva e não agressiva.

Quando somos flexíveis e não autoritários estamos reconhecendo a contribuição do outro. Reconhecemos que o outro também têm necessidades.  E nisso podemos enxergar nossa imperfeição. E quando enxergamos nossa imperfeição aceitamos as idéias do outro, que podem nos completar e nos ajudar a crescer.

O interdependente não usa manipulação.  Mesmo sabendo as técnicas manipulativas e reconhecendo isso no outro, o assertivo não aceita esse tipo de comportamento manipulativo. O assertivo não se deixa manipular. O assertivo não pode evitar que o outro manipule,  pois está fora do seu controle a atitude do outro, mas ele permanece firme no seu posicionamento.

O manipulador tenta tornar todas as pessoas dependentes dele, quando o comportamento saudável é ser interdependente. Por isso,  vale muito treinarmos  a fazer o que é preciso para sermos interdependentes. É bom para nossa qualidade de vida em geral. O manipulador acha que tem qualidade de vida, mas infelizmente é apenas obstinado, mesmo que aparentemente não queira demonstrar que está manipulando.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Você tem uma relação de interdependência?

"Uma relação de interdependência é saudável,  porque as duas partes têm consciência de seus papéis e sabem no que,  quando e como afetam positiva e negativamente a outra parte.  Uma pessoa com postura interdependente admite,  com naturalidade,  quando depende de alguém,  assim como assume sua independência,  sem nunca perder de vista o todo e as partes com  quem convive... enfim,  ser interdependente é assumir com humildade a dependência ou independência e aceitar a mesma coisa no outro,  ou seja,  um dependendo do outro e influenciando os seus objetivos de forma recíproca." Seja assertivo! Vera Martins

Ser assertivo é respeitar o outro e a sua independência ao mesmo tempo que também aceita sua dependência.  Cada um tem um papel diferente e temos que aceitar esses diferentes papéis.  Não é necessário que todos assumam os mesmos papéis.  Seria até um caos se assim fosse.

Assim, dependemos do outro o tempo todo.  Não há problema algum nisso,  isso nos faz ampliar muito nosso mundo. Não precisamos ser independentes o tempo todo.  Mesmo pessoas em funções de chefia não precisam ser autoritários para serem assertivos.  Em parte,  são independentes para tomar certas decisões e isso contribui para a ordem. Em parte, são dependentes do outro,  para que tudo seja executado,  afinal não podemos estar em todos os lugares ao mesmo tempo e é necessário delegar.

Esse equilíbrio entre dependência e independência mostra força.  Muitas pessoas autoritárias acreditam  que a força encontra-se no não depender de ninguém.  Os verdadeiramente fortes tem esse dom de equilibrar e ser interdependentes.

E pessoas assertivas são admiráveis.  Pessoas interdependentes são admiráveis.  Estamos nesse mundo de passagem e nessa minha passagem tenho encontrado pessoas admiráveis.  Que bom que é assim. Com elas aprendemos muito e também podemos depender dessas pessoas admiráveis. 

Ser assertivo não é estar certo,  é assumir nossa interdependência.  É essa abertura. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Conseguimos conviver com a imperfeição humana?

"Conviver com a imperfeição humana facilita as escolhas positivas e conscientes e permite uma comunicação humana com menos preconceitos e julgamentos irracionais.  A beleza humana está na busca da perfeição de braços dados com a imperfeição." Seja Assertivo!  Vera Martins

Para sermos assertivos precisamos começar a aceitar a imperfeição humana. Sei o quanto é difícil.  Eu mesma exijo muito de mim e também espero muito do outro. E é essa expectativa que nos faz sofrer tanto.

Ocorre que o outro é o que é.  Nada podemos fazer em relação ao outro. Embora em nossos momentos emocionais esquecemos de pensar com a razão.  E a razão é que o outro está fora de nosso círculo de influência. Ele é o que é,  com todas as imperfeições dele.

Claro que podemos ajudar a melhorar. Assim como agradeço a todos que me ajudam a melhorar.  Esse ajudar o outro a ver o que inicialmente ele não via é buscar a perfeição de braços dados com a imperfeição. 

Dentro do processo de assertividade podemos sempre aceitar nossa imperfeição e buscar o aperfeiçoamento.  Estamos todos evoluindo,  todos os dias. Que bom que é assim. Caso contrário estaríamos estagnados no mesmo lugar. Só crescemos quando aceitamos também essa ajuda em relação à nossa imperfeição.