"Os introvertidos tem que gastar energia extra para prestar atenção ao que está sendo dito na reunião. Para eles, concentrar-se no mundo exterior é como um utilitário: 'Consome muita gasolina'. Sobra muito pouco para falar. Chamar a atenção sobre si mesmo ao falar é algo que realmente os deixa esgotados. Se vierem a falar, será em um tom de voz baixo, sem contato visual e de modo hesitante. Os colegas podem nem prestar atenção ou podem não achar que eles pareçam entender do assunto." A vantagem do tímido. Marti Olsen Laney
Gestão de energia é essencial para a produtividade. Usando a Lei de Pareto, 20% responsável por 80% de sua produtividade está em usar bem as energias. Muitas vezes as pessoas que dizem não ter tempo na verdade o tem, é que estão muito cansadas para usar o tempo que resta. E energia é obtida e gasta de maneiras diferentes, dependendo do estilo da pessoa. O introvertido recarrega as energias sozinho. E gasta muita energia em momentos como reuniões. Vale a pena investir em conhecimento sobre energia e gestão de energia.
O introvertido quase nem fala e quando fala é em tom baixo e hesitante. Eu já passei por essa situação várias vezes, muitas vezes fui ignorada. Então aprendi a quase nem falar. Não culpo quem ignorou. Meu diálogo interno é que não ouviram. E está tudo bem. Os colegas pensam que o introvertido não sabe do assunto, talvez pela hesitação. No entanto, os introvertidos são detalhistas, podem saber muito a fundo sobre o assunto. Mas não discorrem sobre isso, por perceberem que foram ignorados. E eles se acostumam com isso. Pelo menos eu estou tão acostumada que não insisto.
Comigo já aconteceu de eu realmente precisar falar, pois havia consequências se não falasse. A pessoa totalmente ignorou. Eu aumentei o tom de voz. Imagina uma introvertida falando mais alto, surpreendeu. Mas não adiantou. Não entrou na cabeça da pessoa. E o que mais foi lembrado é que falei alto. Então desisti de falar. Mesmo sendo importante, prefiro a escrita.
Uma segunda vez precisava falar e já nem tentei. Se aumentasse o tom, a pessoa ficaria tão surpresa que não prestaria atenção no conteúdo, mas no tom. Escrevi. E o resultado foi melhor. De alguma maneira o que tenho nas mãos é a capacidade de escrita.
Sim, é um limite, o introvertido sempre perde para quem domina a fala, faz cena, faz drama. Nem adianta tentar. É como um rolo compressor sobre o introvertido. E sabemos disso. Não admira que não nos defendemos e ainda se aproveitam do fato de termos dificuldades em expressar. Por mais que tenhamos a verdade, a mentira com dramaturgia faz mais efeito.
Moisés passou pelo mesmo. Ele já previa que não acreditariam nele: "Então respondeu Moisés: Mas se não crerem em mim, nem ouvirem minha voz, e disserem: O Senhor não te apareceu." Exodo 4:1. Moisés já tinha experiências de vida, sabia que não ouviam a voz dele, não acreditavam nele. Um introvertido sempre é arrasado pelo dominante.
"Perguntou-lhe o Senhor: O que é isso na tua mão? E ele respondeu: Uma vara" Exodo 4:2 Deus não disse que seria fácil. Que acreditariam em Moisés, que era só ir lá e dominar o pedaço. Deus usou outra estratégia. Para que Moisés ganhasse a confiança que certamente lhe faltava, Deus pediu para ele avaliar o que tinha nas mãos. Deus estava disposto a fornecer uma âncora a Moisés. Algo que fosse do dia a dia de Moisés, que ele dominava o uso. Moisés era bom em usar a vara. A vara era um instrumento com o qual Moisés se sentia confortável e relaxado em usar.
"Toma, pois, esta vara na mão, com a qual hás de fazer os sinais" Êxodo 4:17. Deus ordenou que Moisés usasse a vara para fazer sinais. A vara não teria mais um uso convencional. Moisés faria um uso extraordinário da vara.
Todos têm algo na mão. E quando falta auto confiança, Deus manda usar o que tem em mãos, algo com que se sinta confortável e relaxado. O que seja. Tenha a percepção do que é e use. E faça um uso além do convencional, faça um uso extraordinário do que tem em mãos e veja maravilhas se operarem.
terça-feira, 14 de agosto de 2018
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Você consegue perceber seus momentos de tensão?
"Falar geralmente aumenta a tensão que os introvertidos sentem ao estar em uma atividade de grupo. Isso torna ainda mais difícil serem articulados. Os introvertidos não costumam se expressar com facilidade, a menos que se sintam relaxados e à vontade. Se houve conflito no grupo ou se a estimulação aumentar por algum outro motivo, eles podem ficar ainda mais "travados": ficam procurando palavras que não conseguem encontrar. Depois de isso acontecer algumas vezes, eles já prevêem aquela terrível sensação de ansiedade e relutam em falar"
A vantagem do tímido. Marti Olsen Laney
Momento de tensão... Quem já não passou por isso? Por mais que a pessoa seja extrovertida, houve algum momento em que se sentiu travado. Multiplique isso pela vida inteira. Desde que a pessoa se conhece por gente ela não se sente a vontade em situação de grupo. Tentou e as experiências não foram boas.
Sabe aqueles 20% responsáveis por 80% problemas e mal estar? Para os introvertidos são as situações de grupo. É aquele pouco que mais causa problemas para ele do que paz. E os 20% responsáveis por 80% dos resultados positivos e bem estar são situações tranquilas consigo mesmos. O oposto do extrovertido.
Isso não significa que o introvertido é um imprestável, que deve ser assediado, exterminado, que se justificam maldades contra o introvertido. Que se pode mentir para prejudicar o introvertido.
Deus não condena o introvertido e até chamou um para um cargo proeminente, de liderança. Claro que esse introvertido não quis. Não queria liderança alguma, não queria se expor, estava relutante em falar. Sabia que seria só tensão ao invés de paz.
Quem não conhece Moisés? Figura famosa. Quase todos ouviram falar, pelo menos. Quem conhece Arão? Alguns. Apenas os leitores um pouco mais assíduos da Bíblia ou quem assistiu um filme ou uma novela a respeito.
"Então disse Moisés ao Senhor: Ah! Senhor! Eu nunca fui eloquente, nem antes nem depois que falaste ao seu servo. Sou pesado de boca e pesado de língua. Disse-lhe o Senhor: Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor?" Êxodo 4:10-11
Deus chamou Moisés para falar com o faraó e com o povo para libertá-lo da escravidão. Para Moisés foi tenso. Ele se lembrou de todas as suas más experiência quando teve que falar. Um introvertido que sentia o peso de ter que falar. Deus ensinou que ele fez o introvertido assim como fez o mudo. E olhando pelo lado positivo, Moisés não estava numa situação tão má assim. Pelo menos ele ouvia, falava e via. Não falava eloquentemente mas falava. Deus criou assim. Deus fez assim. Portanto, não é pecado e ninguém tem direito de assediar por isso.
"Ele, porém, disse: Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar. Então se acendeu a ira do Senhor contra Moisés, e disse: Não é Arão, o levita, teu irmão? Eu sei que ele fala muito bem. Ele também te sai ao encontro e, vendo-te, se alegrará em seu coração. Tu lhe falarás e porás as palavras na sua boca; eu serei com tua boca, e com a dele, ensinando o que haveis de fazer. Ele falará por ti ao povo, e te será por boca, e tu lhe serás por Deus." Êxodo 4:13-16
Quem disse que o introvertido quer liderança e está disputando com alguém? Ele é o que falará para colocar outro para isso. Os inseguros, ao ver alguém se destacando, podem se sentir ameaçados, mas um introvertido não é ameaça, mesmo que se destaque, não quer liderança, pode ficar com o extrovertido. É um favor ao introvertido deixá-lo tranquilo consigo mesmo.
Mas Deus ficou bravo. Deus não falou que era frescura de Moisés, não falou que era escolha dele. Deus aceitou que Moisés não falava bem, mas que a liderança continuaria com ele. Deus só arrumou uma estratégia. Era plano de Deus que um introvertido ficasse conhecido como o libertador do povo de Israel da escravidão no Egito.
Deus sabia que o irmão de Moisés falava bem, era extrovertido. Então por que não deixou o imprestável introvertido de lado e colocou o extrovertido como líder? Porque o introvertido não é imprestável e nem merecer de assédio. Ele não peca e nem faz mal algum por ser introvertido.
Culturalmente e socialmente falando, é vantagem ser extrovertido. Mas espiritualmente falando, Deus não faz acepção se é extrovertido ou introvertido. Deus está vendo caráter e viu algo nesse introvertido do Moisés.
Deus também não descartou o extrovertido, ensinou a trabalhar em parceria. Essa é a estratégia de Deus. Não é estratégia de Deus assediar o introvertido, mas propor um complemento.
Pena que culturalmente existe esse preconceito velado. Ninguém assume, mas no fundo têm esse tipo de preconceito contra os introvertidos. Deus quebrou esse paradigma e nós só poderemos quebrá-lo depois que assumirmos nosso preconceito. Uma vez que possamos admitir que tratamos mal o introvertido porque ele trava em alguns momentos, porque ele é pesado de boca e pesado de língua, podemos encontrar várias estratégias para tirar o melhor dele. E Deus criou o introvertido com muitas qualidades. Embora só se vejam os defeitos. É uma questão de visão. Deus enxergou o potencial de Moisés.
A vantagem do tímido. Marti Olsen Laney
Momento de tensão... Quem já não passou por isso? Por mais que a pessoa seja extrovertida, houve algum momento em que se sentiu travado. Multiplique isso pela vida inteira. Desde que a pessoa se conhece por gente ela não se sente a vontade em situação de grupo. Tentou e as experiências não foram boas.
Sabe aqueles 20% responsáveis por 80% problemas e mal estar? Para os introvertidos são as situações de grupo. É aquele pouco que mais causa problemas para ele do que paz. E os 20% responsáveis por 80% dos resultados positivos e bem estar são situações tranquilas consigo mesmos. O oposto do extrovertido.
Isso não significa que o introvertido é um imprestável, que deve ser assediado, exterminado, que se justificam maldades contra o introvertido. Que se pode mentir para prejudicar o introvertido.
Deus não condena o introvertido e até chamou um para um cargo proeminente, de liderança. Claro que esse introvertido não quis. Não queria liderança alguma, não queria se expor, estava relutante em falar. Sabia que seria só tensão ao invés de paz.
Quem não conhece Moisés? Figura famosa. Quase todos ouviram falar, pelo menos. Quem conhece Arão? Alguns. Apenas os leitores um pouco mais assíduos da Bíblia ou quem assistiu um filme ou uma novela a respeito.
"Então disse Moisés ao Senhor: Ah! Senhor! Eu nunca fui eloquente, nem antes nem depois que falaste ao seu servo. Sou pesado de boca e pesado de língua. Disse-lhe o Senhor: Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor?" Êxodo 4:10-11
Deus chamou Moisés para falar com o faraó e com o povo para libertá-lo da escravidão. Para Moisés foi tenso. Ele se lembrou de todas as suas más experiência quando teve que falar. Um introvertido que sentia o peso de ter que falar. Deus ensinou que ele fez o introvertido assim como fez o mudo. E olhando pelo lado positivo, Moisés não estava numa situação tão má assim. Pelo menos ele ouvia, falava e via. Não falava eloquentemente mas falava. Deus criou assim. Deus fez assim. Portanto, não é pecado e ninguém tem direito de assediar por isso.
"Ele, porém, disse: Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar. Então se acendeu a ira do Senhor contra Moisés, e disse: Não é Arão, o levita, teu irmão? Eu sei que ele fala muito bem. Ele também te sai ao encontro e, vendo-te, se alegrará em seu coração. Tu lhe falarás e porás as palavras na sua boca; eu serei com tua boca, e com a dele, ensinando o que haveis de fazer. Ele falará por ti ao povo, e te será por boca, e tu lhe serás por Deus." Êxodo 4:13-16
Quem disse que o introvertido quer liderança e está disputando com alguém? Ele é o que falará para colocar outro para isso. Os inseguros, ao ver alguém se destacando, podem se sentir ameaçados, mas um introvertido não é ameaça, mesmo que se destaque, não quer liderança, pode ficar com o extrovertido. É um favor ao introvertido deixá-lo tranquilo consigo mesmo.
Mas Deus ficou bravo. Deus não falou que era frescura de Moisés, não falou que era escolha dele. Deus aceitou que Moisés não falava bem, mas que a liderança continuaria com ele. Deus só arrumou uma estratégia. Era plano de Deus que um introvertido ficasse conhecido como o libertador do povo de Israel da escravidão no Egito.
Deus sabia que o irmão de Moisés falava bem, era extrovertido. Então por que não deixou o imprestável introvertido de lado e colocou o extrovertido como líder? Porque o introvertido não é imprestável e nem merecer de assédio. Ele não peca e nem faz mal algum por ser introvertido.
Culturalmente e socialmente falando, é vantagem ser extrovertido. Mas espiritualmente falando, Deus não faz acepção se é extrovertido ou introvertido. Deus está vendo caráter e viu algo nesse introvertido do Moisés.
Deus também não descartou o extrovertido, ensinou a trabalhar em parceria. Essa é a estratégia de Deus. Não é estratégia de Deus assediar o introvertido, mas propor um complemento.
Pena que culturalmente existe esse preconceito velado. Ninguém assume, mas no fundo têm esse tipo de preconceito contra os introvertidos. Deus quebrou esse paradigma e nós só poderemos quebrá-lo depois que assumirmos nosso preconceito. Uma vez que possamos admitir que tratamos mal o introvertido porque ele trava em alguns momentos, porque ele é pesado de boca e pesado de língua, podemos encontrar várias estratégias para tirar o melhor dele. E Deus criou o introvertido com muitas qualidades. Embora só se vejam os defeitos. É uma questão de visão. Deus enxergou o potencial de Moisés.
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
Um corpo só de boca seria normal?
"Gostam de trabalhar em problemas longos e complexos e prestam bastante atenção aos detalhes; precisam entender exatamente por que estão executando alguma atividade; não gostam de intromissão e nem de interrupções; precisam pensar e refletir antes de falar e agir; trabalham sozinhos de bom grado; podem ficar relutantes em delegar; preferem ficar em sua baia ou sala a se socializar; não gostam de atrair a atenção a si mesmos; trabalham bem sob pouca supervisão; podem ter dificuldade em lembrar nomes e rostos." A vantagem do tímido. Marti Olsen Laney
Entendo que os extrovertidos ficarão pasmos com a lista de características de Olsi. O que para eles parece castigo, para os introvertidos é diversão. Ora, por que alguém teria uma diversão totalmente diferente da maioria? Por que alguém acharia bom o que para outros parece castigo?
Poderíamos novamente recorrer à Bíblia. Havia algumas diferenças entre os primeiros cristãos e então eles foram instruídos a pensarem nos seres humanos como um corpo. Um corpo inteiro só de boca seria anormal. Alguns cristãos queriam que todos fossem iguais e queriam forçar sua visão de mundo aos outros. Se Deus criou com características diferentes é porque há um propósito, mesmo que os cristãos da época não estivessem entendendo. Como entenderemos Deus se nossa capacidade é limitada? Nós não conseguimos alcançar muitas coisas. É por isso que a Bíblia está aí, para nos guiarmos, para podermos captar aquilo que a nós parece tão difícil entender.
A metáfora do corpo ensina que um corpo precisa de boca, ninguém está dizendo que não é importante. No entanto, precisa de ouvido, que também é importante. Não é questão de desfazer do diferente, mas entender o papel de cada um. Todos importantes, porém diferentes. Porque a boca faz mais barulho, pode parecer que o ouvido é irrelevante. Mas não é só isso, até o dedinho do pé cumpre uma função. Quantas vezes não são desprezadas pessoas consideradas tão pequeninas como um dedinho do pé? E pensar que contribui para a base, para a sustentação do corpo. Assim é com qualquer outra parte.
Alguns poderiam argumentar que ser introvertido é uma escolha. E uma má escolha. Nesse livro, a autora é uma introvertida e estudou a fundo a questão, pois sentia que não se encaixava. Era como se as outras partes reclamassem do ouvido. Achassem que o ouvido não tem importância alguma e deveria ser exterminado. Ela ensina que a introversão não é uma escolha, o cérebro do introvertido tem uma estrutura diferente. É herdado e é biologicamente diferente: "a fisiologia de seu cérebro os predispõe a agir de uma maneira que pode contribuir para o fato de serem ignorados... Você se lembra daquela longa via neural no cérebro deles?" Ela explica que até a liberação de hormônios é feita de forma diferente para os introvertidos.
Assim, podemos afirmar que parte é DNA mesmo, outra parte é aprendido, é contribuição do meio em que a pessoa foi criada. Então, parte é escolha, parte é determinado. É possível que haja introvertidos talhados pela educação. E é possível que haja introvertidos que possuem um cérebro diferente mesmo. Mas a maior das apostas é dizer que somos os dois. Se é herdado, os pais são introvertidos e criaram e ensinaram os filhos assim. Essa deve ser a explicação para que numa família alguns filhos continuam a ser introvertidos enquanto outros, ao ter outras interações, se abrem mais.
Lembro-me de minha tia contar que desde que era bebê eu estranhava pessoas diferentes e chorava. Não aceitava outro colo que não de meus pais. Eu nem tenho lembrança disso. Mas como pode um bebê fazer escolhas? Eu não fiz o exame para ver se tenho a longa via neural no meu cérebro mas acredito que minha introversão seja herdada.
No que diz respeito a minhas escolhas, teve uma época que tentei me encaixar, achando que havia algo errado comigo, então imitava os extrovertidos. Fazia de tudo para parecer um deles, mas no fundo sabia que estava usando uma máscara. Não era minha essência, não me sentia bem. Era como se lutasse contra mim mesma. É um conflito querer ser alguém que não é. À medida que fui amadurecendo comecei a me amar como sou e a me questionar como posso contribuir para o mundo da maneira que sou, sem conflitos interiores. A questão do introvertido é como tornar o que o mundo extrovertido chama de fraqueza em fortaleza. Como fazer algo que aparentemente é ruim ser algo bom. É apenas mudar a visão. É como se o ouvido simplesmente deixasse de ouvir as queixas da boca que exigia que ele fosse boca e se assumisse como ouvido e assertivamente dissesse que o ouvido também tem sua função no mundo.
E quando mudamos nossa visão acerca de nós mesmos, nos aceitando e nos amando, conseguindo ver nossas qualidades e importância no mundo, então mudamos tudo. Pelo menos para nós. Talvez o mundo extrovertido ainda nos criticara, mas se nosso diálogo interior não nos condena, mas nos aceita, então conseguimos viver sem conflito interno. E achamos paz, muita paz. Não importa o quanto de barulho haja lá fora, o quanto nos criticam e não nos compreendem. E no quanto insistem que devemos usar uma máscara de extrovertidos e mudar nossa essência.
Entendo que os extrovertidos ficarão pasmos com a lista de características de Olsi. O que para eles parece castigo, para os introvertidos é diversão. Ora, por que alguém teria uma diversão totalmente diferente da maioria? Por que alguém acharia bom o que para outros parece castigo?
Poderíamos novamente recorrer à Bíblia. Havia algumas diferenças entre os primeiros cristãos e então eles foram instruídos a pensarem nos seres humanos como um corpo. Um corpo inteiro só de boca seria anormal. Alguns cristãos queriam que todos fossem iguais e queriam forçar sua visão de mundo aos outros. Se Deus criou com características diferentes é porque há um propósito, mesmo que os cristãos da época não estivessem entendendo. Como entenderemos Deus se nossa capacidade é limitada? Nós não conseguimos alcançar muitas coisas. É por isso que a Bíblia está aí, para nos guiarmos, para podermos captar aquilo que a nós parece tão difícil entender.
A metáfora do corpo ensina que um corpo precisa de boca, ninguém está dizendo que não é importante. No entanto, precisa de ouvido, que também é importante. Não é questão de desfazer do diferente, mas entender o papel de cada um. Todos importantes, porém diferentes. Porque a boca faz mais barulho, pode parecer que o ouvido é irrelevante. Mas não é só isso, até o dedinho do pé cumpre uma função. Quantas vezes não são desprezadas pessoas consideradas tão pequeninas como um dedinho do pé? E pensar que contribui para a base, para a sustentação do corpo. Assim é com qualquer outra parte.
Alguns poderiam argumentar que ser introvertido é uma escolha. E uma má escolha. Nesse livro, a autora é uma introvertida e estudou a fundo a questão, pois sentia que não se encaixava. Era como se as outras partes reclamassem do ouvido. Achassem que o ouvido não tem importância alguma e deveria ser exterminado. Ela ensina que a introversão não é uma escolha, o cérebro do introvertido tem uma estrutura diferente. É herdado e é biologicamente diferente: "a fisiologia de seu cérebro os predispõe a agir de uma maneira que pode contribuir para o fato de serem ignorados... Você se lembra daquela longa via neural no cérebro deles?" Ela explica que até a liberação de hormônios é feita de forma diferente para os introvertidos.
Assim, podemos afirmar que parte é DNA mesmo, outra parte é aprendido, é contribuição do meio em que a pessoa foi criada. Então, parte é escolha, parte é determinado. É possível que haja introvertidos talhados pela educação. E é possível que haja introvertidos que possuem um cérebro diferente mesmo. Mas a maior das apostas é dizer que somos os dois. Se é herdado, os pais são introvertidos e criaram e ensinaram os filhos assim. Essa deve ser a explicação para que numa família alguns filhos continuam a ser introvertidos enquanto outros, ao ter outras interações, se abrem mais.
Lembro-me de minha tia contar que desde que era bebê eu estranhava pessoas diferentes e chorava. Não aceitava outro colo que não de meus pais. Eu nem tenho lembrança disso. Mas como pode um bebê fazer escolhas? Eu não fiz o exame para ver se tenho a longa via neural no meu cérebro mas acredito que minha introversão seja herdada.
No que diz respeito a minhas escolhas, teve uma época que tentei me encaixar, achando que havia algo errado comigo, então imitava os extrovertidos. Fazia de tudo para parecer um deles, mas no fundo sabia que estava usando uma máscara. Não era minha essência, não me sentia bem. Era como se lutasse contra mim mesma. É um conflito querer ser alguém que não é. À medida que fui amadurecendo comecei a me amar como sou e a me questionar como posso contribuir para o mundo da maneira que sou, sem conflitos interiores. A questão do introvertido é como tornar o que o mundo extrovertido chama de fraqueza em fortaleza. Como fazer algo que aparentemente é ruim ser algo bom. É apenas mudar a visão. É como se o ouvido simplesmente deixasse de ouvir as queixas da boca que exigia que ele fosse boca e se assumisse como ouvido e assertivamente dissesse que o ouvido também tem sua função no mundo.
E quando mudamos nossa visão acerca de nós mesmos, nos aceitando e nos amando, conseguindo ver nossas qualidades e importância no mundo, então mudamos tudo. Pelo menos para nós. Talvez o mundo extrovertido ainda nos criticara, mas se nosso diálogo interior não nos condena, mas nos aceita, então conseguimos viver sem conflito interno. E achamos paz, muita paz. Não importa o quanto de barulho haja lá fora, o quanto nos criticam e não nos compreendem. E no quanto insistem que devemos usar uma máscara de extrovertidos e mudar nossa essência.
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Auto conhecimento: O que os introvertidos precisam saber sobre si mesmos?
"Gostam de tranquilidade para se concentrar; importam-se com seu trabalho e o lugar onde trabalham; podem ter dificuldade em se comunicar; podem saber mais do que deixam transparecer; podem ser calados e distantes; precisam que lhe perguntem sobre opinião e idéias (não as emitirão simplesmente" A vantagem do tímido. Marti Olsen Larry
Uma das maneiras de ser manipulado é não se conhecer o suficiente. Portanto, cada um é responsável por se conhecer. Agora, passei a focar no introvertido, pois um dos mais assediados são os calados. O bully é um covarde. Como existe certo prazer associado à prática, ele vai escolher aquele que julgar indefeso. E aquele que é calado e isolado é um excelente alvo. Não tem muito em que se apoiar, portanto precisa trocar esse apoio externo por muita força interna.
Para os extrovertidos também vale a leitura, pois apesar de serem a minoria, há introvertidos na vida das pessoas, sejam pais, filhos, irmãos, cônjuges, colegas de trabalho, amigos, sócios, clientes, chefes, subordinados. Enfim, muitos conflitos se originam de expectativas não preenchidas. E o extrovertido vai ter expectativas de acordo com seu ponto de vista. Simplesmente não compreende o introvertido, não pode se colocar sob o ponto de vista do outro.
O introvertido é um concentrado, mas gosta de tranquilidade. O extrovertido já precisa de pessoas ao redor. O extrovertido pensa que o introvertido sofre quando está sozinho, quando na mente do introvertido é dessa tranquilidade que ele precisa. O extrovertido recarrega energias com outras pessoas, o introvertido vê suas energias drenadas quando exposto à agitação.
O introvertido importa-se muito com seu trabalho, mais do que com seu próprio bem estar e quer estar seguro no seu ambiente. O lugar precisa ser bom. E bom significa ser tranquilo. O extrovertido importam-se mais com a conexão com as pessoas, precisa desse contato. Não é um certo ou errado, são diferenças.
O introvertido pode ter dificuldade de comunicação. Eu tenho muito, principalmente se for pessoalmente. Prefiro a escrita ao falar. E mesmo assim me atrapalho na comunicação. Tenho consciência que este é um ponto a melhorar, embora seja difícil. Não é que o introvertido não queira se comunicar. Ele tem dificuldade. Eu me considero super disciplinada e quando coloco uma meta, dificilmente desisto. E esta é uma meta que estou consistentemente trabalhando. Sei que é uma meta de longo prazo e que jamais serei expert em comunicação. É um limite, por isso precisamos nos aceitar e ter paciência. Aos poucos podemos melhorar. Comunicação é de extrema importância. Então os extrovertidos são abençoados, pois para eles é muito simples. Mas isso não pode justificar ser cruel com quem tem dificuldade. E crueldade é por exemplo o que a Sra Drama fez com a colega, representação mais a segunda maldade. Expressar opinião é aceitável, discordar é aceitável, mas pouca justificativa há para ser cruel.
Os introvertidos podem saber mais do que deixam transparecer. Eu achei bem estranho que no curso de pós graduação, um dos alunos, que era médico, me procurou após uma apresentação. Ele estava realmente impressionado. Ele comentou como podia uma pessoa calada no curso todo ter feito uma apresentação daquelas. Talvez achassem que eu estivesse perdida no curso, pois era Perícia Criminal e eu era a única formada em Letras ali. Recebi realmente muitos elogios. Acho que por dois motivos: achavam que ficaria nervosa por ser timida e achavam que não tinha conteúdo. Mas se treinarmos lidar com a timidez, ela não é limite, podemos fazer belas apresentações.
Os introvertidos podem parecer calados e distantes. Na história de ontem, todos ficaram com pena de Ernani. Em outros casos, podem achar que o introvertido é metido, exibido, arrogante. Que eles rejeitam os outros. Que eles não querem conversar com os outros por qualquer motivo que a cabeça dos extrovertidos podem encontrar. E os casos em que acham os introvertidos arrogantes é quando não são dignos de pena, pois estão funcionando bem obrigado, e têm várias conquistas. Não é porque tem conquistas que é fácil se comunicar. No meu caso, considero-me com várias conquistas e mesmo assim sou calada e distante. Não tenho nada contra ninguém, é simplesmente meu jeito de ser. No caso da colega, provavelmente Sra Drama tinha elaborado na mente dela explicações para a colega ser calada e distante. A colega também não é o tipo que inspira pena, por ser muito bem sucedida. Sra Drama por várias vezes tentou falar da colega aos chefes anteriores e só ouvia elogios. Isso dá um nó na cabeça e a pessoa tenta encontrar uma explicação. Pelo jeito, a explicação que a Sra Drama elaborou na cabeça dela foi bem ruim. A verdade é que o introvertido é calado mesmo. Não tem nada a ver com os outros, tem a ver com o introvertido mesmo.
O introvertido não vai emitir opiniões. Ele não vai se intrometer no que não é chamado. Ele prefere guardar para si sua visão. No caso da Sra Drama ela estava inconformada porque a colega não havia contado coisas que ela era louca para saber. Quem lia a representação tinha a nítida impressão que na cabeça de Sra Drama era um crime não ter contado a vida inteira para ela. O introvertido simplesmente não irá contar sua vida inteira e até sentirá certa invasão caso a pessoa fique sondando muito.
Cada cabeça, um mundo. Na cabeça da Sra Drama foi um favor ter convidado a colega para certos eventos. Na cabeça da colega foi um favor ter ido a lugares que não eram tranquilos, só aceitou por educação. Sra Drama aproveitou para sondar sobre tudo. Talvez isso ela chamaria de atenção, a colega já achou invasão. Talvez Sra Drama tenha interpretado o desconforto com certos assuntos como distância e rejeição à atenção. A colega não pretendia rejeitá-la, apenas sente desconforto com certas questões. Interpretação é um mapa, na maioria das vezes esse mapa não corresponde ao território. E nada justifica crueldade por causa do que se formulou na cabeça, pela própria interpretação dos fatos.
Uma das maneiras de ser manipulado é não se conhecer o suficiente. Portanto, cada um é responsável por se conhecer. Agora, passei a focar no introvertido, pois um dos mais assediados são os calados. O bully é um covarde. Como existe certo prazer associado à prática, ele vai escolher aquele que julgar indefeso. E aquele que é calado e isolado é um excelente alvo. Não tem muito em que se apoiar, portanto precisa trocar esse apoio externo por muita força interna.
Para os extrovertidos também vale a leitura, pois apesar de serem a minoria, há introvertidos na vida das pessoas, sejam pais, filhos, irmãos, cônjuges, colegas de trabalho, amigos, sócios, clientes, chefes, subordinados. Enfim, muitos conflitos se originam de expectativas não preenchidas. E o extrovertido vai ter expectativas de acordo com seu ponto de vista. Simplesmente não compreende o introvertido, não pode se colocar sob o ponto de vista do outro.
O introvertido é um concentrado, mas gosta de tranquilidade. O extrovertido já precisa de pessoas ao redor. O extrovertido pensa que o introvertido sofre quando está sozinho, quando na mente do introvertido é dessa tranquilidade que ele precisa. O extrovertido recarrega energias com outras pessoas, o introvertido vê suas energias drenadas quando exposto à agitação.
O introvertido importa-se muito com seu trabalho, mais do que com seu próprio bem estar e quer estar seguro no seu ambiente. O lugar precisa ser bom. E bom significa ser tranquilo. O extrovertido importam-se mais com a conexão com as pessoas, precisa desse contato. Não é um certo ou errado, são diferenças.
O introvertido pode ter dificuldade de comunicação. Eu tenho muito, principalmente se for pessoalmente. Prefiro a escrita ao falar. E mesmo assim me atrapalho na comunicação. Tenho consciência que este é um ponto a melhorar, embora seja difícil. Não é que o introvertido não queira se comunicar. Ele tem dificuldade. Eu me considero super disciplinada e quando coloco uma meta, dificilmente desisto. E esta é uma meta que estou consistentemente trabalhando. Sei que é uma meta de longo prazo e que jamais serei expert em comunicação. É um limite, por isso precisamos nos aceitar e ter paciência. Aos poucos podemos melhorar. Comunicação é de extrema importância. Então os extrovertidos são abençoados, pois para eles é muito simples. Mas isso não pode justificar ser cruel com quem tem dificuldade. E crueldade é por exemplo o que a Sra Drama fez com a colega, representação mais a segunda maldade. Expressar opinião é aceitável, discordar é aceitável, mas pouca justificativa há para ser cruel.
Os introvertidos podem saber mais do que deixam transparecer. Eu achei bem estranho que no curso de pós graduação, um dos alunos, que era médico, me procurou após uma apresentação. Ele estava realmente impressionado. Ele comentou como podia uma pessoa calada no curso todo ter feito uma apresentação daquelas. Talvez achassem que eu estivesse perdida no curso, pois era Perícia Criminal e eu era a única formada em Letras ali. Recebi realmente muitos elogios. Acho que por dois motivos: achavam que ficaria nervosa por ser timida e achavam que não tinha conteúdo. Mas se treinarmos lidar com a timidez, ela não é limite, podemos fazer belas apresentações.
Os introvertidos podem parecer calados e distantes. Na história de ontem, todos ficaram com pena de Ernani. Em outros casos, podem achar que o introvertido é metido, exibido, arrogante. Que eles rejeitam os outros. Que eles não querem conversar com os outros por qualquer motivo que a cabeça dos extrovertidos podem encontrar. E os casos em que acham os introvertidos arrogantes é quando não são dignos de pena, pois estão funcionando bem obrigado, e têm várias conquistas. Não é porque tem conquistas que é fácil se comunicar. No meu caso, considero-me com várias conquistas e mesmo assim sou calada e distante. Não tenho nada contra ninguém, é simplesmente meu jeito de ser. No caso da colega, provavelmente Sra Drama tinha elaborado na mente dela explicações para a colega ser calada e distante. A colega também não é o tipo que inspira pena, por ser muito bem sucedida. Sra Drama por várias vezes tentou falar da colega aos chefes anteriores e só ouvia elogios. Isso dá um nó na cabeça e a pessoa tenta encontrar uma explicação. Pelo jeito, a explicação que a Sra Drama elaborou na cabeça dela foi bem ruim. A verdade é que o introvertido é calado mesmo. Não tem nada a ver com os outros, tem a ver com o introvertido mesmo.
O introvertido não vai emitir opiniões. Ele não vai se intrometer no que não é chamado. Ele prefere guardar para si sua visão. No caso da Sra Drama ela estava inconformada porque a colega não havia contado coisas que ela era louca para saber. Quem lia a representação tinha a nítida impressão que na cabeça de Sra Drama era um crime não ter contado a vida inteira para ela. O introvertido simplesmente não irá contar sua vida inteira e até sentirá certa invasão caso a pessoa fique sondando muito.
Cada cabeça, um mundo. Na cabeça da Sra Drama foi um favor ter convidado a colega para certos eventos. Na cabeça da colega foi um favor ter ido a lugares que não eram tranquilos, só aceitou por educação. Sra Drama aproveitou para sondar sobre tudo. Talvez isso ela chamaria de atenção, a colega já achou invasão. Talvez Sra Drama tenha interpretado o desconforto com certos assuntos como distância e rejeição à atenção. A colega não pretendia rejeitá-la, apenas sente desconforto com certas questões. Interpretação é um mapa, na maioria das vezes esse mapa não corresponde ao território. E nada justifica crueldade por causa do que se formulou na cabeça, pela própria interpretação dos fatos.
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
As semelhanças nos unem?
"Sempre quieto, inofensivo, à parte, Ernani costumava comer seu lanche sozinho, num canto da sala. Ele não participava das brincadeiras que fazíamos após o almoço, sendo que, ao terminar a refeição, sempre sentava sozinho debaixo de uma árvore mais distante. Devido a esse comportamento, Ernani era o alvo natural das brincadeiras e piadas do grupo. Ora ele encontrava um sapo na marmita, ora um rato morto em seu chapéu. E o que achávamos mais incrível é que ele sempre aceitava aquilo sem ficar bravo." O silêncio pode significar muito. Site www.contandohistorias.com.br
Essa é uma história em que havia havia um líder numa empresa de engenharia chamado Mauro que gostava de fazer brincadeiras. E o diferente era o alvo das brincadeiras. Ernani levava numa boa, mas a diferença era o que separava. Como Ernani não se encaixava no padrão, ele era assediado. Ou era a vítima de bullying. Será apenas mais uma historinha? Creio que não, está no site para nos fazer refletir acerca das diferenças e das semelhanças. E também da nossa falta de conhecimento sobre pessoas. E também do quanto julgamos quem é diferente ou não compreendemos. E também sobre o assédio praticado contra pessoas diferentes, seja por característica pessoal, raça, religião, partido político e a lista pode continuar...
Concordo que não precisamos gostar e nem concordar com todos, mas dependendo da brincadeira, é preciso repensar. Aliás, não é preciso se divertir às custas do diferente. O máximo que se pode fazer é permitir que a pessoa seja. O máximo que se pode fazer é talvez conversar, expor se o diferente incomoda tanto assim. Mas será que incomoda mesmo ou é apenas um preconceito?
Nesse texto há uma redenção. Ernani estava prestes a ser vítima de outra brincadeira quando explicou o motivo de ser distante. Todos imediatamente se arrependeram e passaram a ajudar Ernani. Será que na vida real há redenções assim?
Eu acredito que as histórias da Bíblia sejam mais acuradas. É muito bom que haja redenção. Vimos várias na Bíblia, mas há aquelas sem redenção, como a da mulher que assedia José e o denuncia como se ele tivesse assediado-a. Há a história de Herodias, que pede a cabeça de João Batista numa bandeja. Infelizmente na vida real há várias histórias sem redenção.
Esperamos muito pela redenção. E a redenção ocorre quando não enfatizamos as diferenças, mas enfatizamos as semelhanças. Somos todos seres humanos criados por Deus. Por que ser intolerante?
Há introvertidos maus e bons, assim como há extrovertidos maus e bons. O que nos une deveria ser a luta contra o mal. Deveria ser a luta pelos valores. Devemos primeiramente encontrar o que nos une. Por isso uma missão numa empresa é tão importante para unir. Qual a missão da instituição? Quem está contribuindo para a missão e quem está dissolvendo e picando a missão por causa de uma diversão particular? Ou um interesse particular?
O tema do assédio é uma das lutas do Blog. E é bom para o assediado saber que ele não está sozinho, que outras pessoas passaram pela mesma situação. Que hoje elas se encontram firmes, restituídas, que superaram e entenderam que o problema era o assediador. E como encontrá-lo quando não há redenção e o algoz se faz de vítima? Entender os mecanismos do algoz, como ele consegue manipular para chegar lá. E também entender a vítima, o que ela faz para ser alvo de assédio. E também empoderar a vítima, mostrar que ela não precisa ficar deprimida, revoltada, mas pode ser forte e capaz.
Se você já foi vítima de assédio, saiba que é forte e capaz.
Essa é uma história em que havia havia um líder numa empresa de engenharia chamado Mauro que gostava de fazer brincadeiras. E o diferente era o alvo das brincadeiras. Ernani levava numa boa, mas a diferença era o que separava. Como Ernani não se encaixava no padrão, ele era assediado. Ou era a vítima de bullying. Será apenas mais uma historinha? Creio que não, está no site para nos fazer refletir acerca das diferenças e das semelhanças. E também da nossa falta de conhecimento sobre pessoas. E também do quanto julgamos quem é diferente ou não compreendemos. E também sobre o assédio praticado contra pessoas diferentes, seja por característica pessoal, raça, religião, partido político e a lista pode continuar...
Concordo que não precisamos gostar e nem concordar com todos, mas dependendo da brincadeira, é preciso repensar. Aliás, não é preciso se divertir às custas do diferente. O máximo que se pode fazer é permitir que a pessoa seja. O máximo que se pode fazer é talvez conversar, expor se o diferente incomoda tanto assim. Mas será que incomoda mesmo ou é apenas um preconceito?
Nesse texto há uma redenção. Ernani estava prestes a ser vítima de outra brincadeira quando explicou o motivo de ser distante. Todos imediatamente se arrependeram e passaram a ajudar Ernani. Será que na vida real há redenções assim?
Eu acredito que as histórias da Bíblia sejam mais acuradas. É muito bom que haja redenção. Vimos várias na Bíblia, mas há aquelas sem redenção, como a da mulher que assedia José e o denuncia como se ele tivesse assediado-a. Há a história de Herodias, que pede a cabeça de João Batista numa bandeja. Infelizmente na vida real há várias histórias sem redenção.
Esperamos muito pela redenção. E a redenção ocorre quando não enfatizamos as diferenças, mas enfatizamos as semelhanças. Somos todos seres humanos criados por Deus. Por que ser intolerante?
Há introvertidos maus e bons, assim como há extrovertidos maus e bons. O que nos une deveria ser a luta contra o mal. Deveria ser a luta pelos valores. Devemos primeiramente encontrar o que nos une. Por isso uma missão numa empresa é tão importante para unir. Qual a missão da instituição? Quem está contribuindo para a missão e quem está dissolvendo e picando a missão por causa de uma diversão particular? Ou um interesse particular?
O tema do assédio é uma das lutas do Blog. E é bom para o assediado saber que ele não está sozinho, que outras pessoas passaram pela mesma situação. Que hoje elas se encontram firmes, restituídas, que superaram e entenderam que o problema era o assediador. E como encontrá-lo quando não há redenção e o algoz se faz de vítima? Entender os mecanismos do algoz, como ele consegue manipular para chegar lá. E também entender a vítima, o que ela faz para ser alvo de assédio. E também empoderar a vítima, mostrar que ela não precisa ficar deprimida, revoltada, mas pode ser forte e capaz.
Se você já foi vítima de assédio, saiba que é forte e capaz.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Você investe em auto conhecimento?
"No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência tem gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o 'sistema' tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos." Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiatica
Aqui é enfatizado que o sistema nos controla, nós não exercemos controle sobre nós mesmos. O conhecimento sobre neurobiologia e psicologia faz com que o sistema nos controle. Como nós não investimos nesse tipo de ciência não percebemos que somos controlados e nem conseguimos nos controlar. Por outro lado, se tivéssemos esse tipo de conhecimento, poderíamos exercer mais controle sobre nós mesmos, isto é, poderíamos ser autores de nossos próprios livros.
A realidade é que a maioria das pessoas não escreve seus livros. As pessoas pensam que o acaso está escrevendo, quando na verdade é o sistema que escreve.
Falando sobre controle, poderíamos destacar o que nos motiva a agir e o que nos inibe de agir. Se soubéssemos, teríamos maior controle sobre nossas ações. Claro que se fôssemos refletir bem sobre o assunto, sobre controle de si mesmo, teríamos que usar mais uma série de reflexões. Assim, vamos ficar no essencial por enquanto.
Muitas vezes o sistema usa nossos medos. Conhecê-los é essencial para agirmos. Cada um tem um medo diferente porque cada história de vida é diferente. Mas auto conhecimento sobre medos faria uma grande diferença. Muitos têm medo de falhar, de não conseguir, por isso nem tentam. No caso da Polishop que eu dei exemplo ontem, a pessoa poderia ter medo de não conseguir resolver, e por isso desistir da cobrança. A falta de persistência é um medo.
Muitas vezes o sistema usa as motivações, as recompensas. Saber as nossas 'fomes' nos ajuda muito. Fome de atenção, carinho, dinheiro, comida, elogios, sexo, conhecimento, trabalho, reconhecimento. Tudo isso nos faz agir de acordo com o manipulador. Então se tivéssemos auto conhecimento saberíamos lidar com nossas fomes e estar satisfeitos para não cairmos em ciladas. No meu caso, vencer um desafio é uma recompensa. Eu insisto até encontrar a solução porque encontro a recompensa de resolver algo difícil. Gosto de desafios. Eles não me param, eles me motivam.
Óbvio que o mesmo pode ser usado para o bem. No site UNIDOS CONTRA A CORRUPÇÃO há uma proposta de maior participação popular. Para incentivar denúncias de corrupção, pensam em proteger o anonimato do denunciante e também recompensar com dinheiro. O ser humano não denuncia a corrupção por temer represálias. O ser humano que não teme represálias não denuncia porque não é da conta dele, não vai ganhar nada com isso. Há várias propostas que valem a leitura. Só se combate corrupção se conseguimos entendê-la. O brasileiro médio não tem idéia de como ocorre a corrupção, não tem idéia do que é licitação; criar obstáculo para vender a solução... enfim não somos culpados pela corrupção, mas somos responsáveis por ela à medida que nos contentamos em ser médios, nos contentamos em votar de qualquer jeito, quando não temos iniciativa e tampouco assinamos uma campanha tão interessante e apartidária como o Unidos contra a corrupção.
Nos não nos unimos pela semelhanças, que é o desejo por um país melhor. Nós preferimos nos faccionar pelas diferenças, que são os partidos políticos. Tem gente brigando pelo seu partido em vez de se unir contra a corrupção. Até quando estaremos dormindo? Enganados? Os corruptos querem mesmo a desunião, pois assim praticarão a corrupção enquanto o povo está distraído brigando e vendo as diferenças.
No nosso estudo de caso Sra Drama usou o medo (é amiga íntima do chefe) e a recompensa (quem está com ela tem privilégios). Talvez quem foi manipulado nem percebeu. Conhecemos pouco de nós mesmos. Estamos no piloto automático.
Ela mesma pode ser vítima do sistema. Talvez nem tem consciência dos atos manipulativos. Para ela pode ser o normal, o que sempre fez e deu certo. Pode ter crescido num lar manipulativo. Pode ter nem entendido suas verdadeiras motivações. Talvez ela não conheça a si própria e prefira negar que foi ego. Por isso, nada melhor que um perito em pessoas para a análise. Sim, com conhecimento de biologia (médico) e psicologia ou psiquiatria. Talvez Sra Drama nem tenha consciência do mal que o drama lhe faz. Se investisse em auto conhecimento teria paz. Talvez ache que com um salário maior poderia comprar mais, fazer mais uma cirurgia, ter mais o ego feliz. Talvez.
Aqui é enfatizado que o sistema nos controla, nós não exercemos controle sobre nós mesmos. O conhecimento sobre neurobiologia e psicologia faz com que o sistema nos controle. Como nós não investimos nesse tipo de ciência não percebemos que somos controlados e nem conseguimos nos controlar. Por outro lado, se tivéssemos esse tipo de conhecimento, poderíamos exercer mais controle sobre nós mesmos, isto é, poderíamos ser autores de nossos próprios livros.
A realidade é que a maioria das pessoas não escreve seus livros. As pessoas pensam que o acaso está escrevendo, quando na verdade é o sistema que escreve.
Falando sobre controle, poderíamos destacar o que nos motiva a agir e o que nos inibe de agir. Se soubéssemos, teríamos maior controle sobre nossas ações. Claro que se fôssemos refletir bem sobre o assunto, sobre controle de si mesmo, teríamos que usar mais uma série de reflexões. Assim, vamos ficar no essencial por enquanto.
Muitas vezes o sistema usa nossos medos. Conhecê-los é essencial para agirmos. Cada um tem um medo diferente porque cada história de vida é diferente. Mas auto conhecimento sobre medos faria uma grande diferença. Muitos têm medo de falhar, de não conseguir, por isso nem tentam. No caso da Polishop que eu dei exemplo ontem, a pessoa poderia ter medo de não conseguir resolver, e por isso desistir da cobrança. A falta de persistência é um medo.
Muitas vezes o sistema usa as motivações, as recompensas. Saber as nossas 'fomes' nos ajuda muito. Fome de atenção, carinho, dinheiro, comida, elogios, sexo, conhecimento, trabalho, reconhecimento. Tudo isso nos faz agir de acordo com o manipulador. Então se tivéssemos auto conhecimento saberíamos lidar com nossas fomes e estar satisfeitos para não cairmos em ciladas. No meu caso, vencer um desafio é uma recompensa. Eu insisto até encontrar a solução porque encontro a recompensa de resolver algo difícil. Gosto de desafios. Eles não me param, eles me motivam.
Óbvio que o mesmo pode ser usado para o bem. No site UNIDOS CONTRA A CORRUPÇÃO há uma proposta de maior participação popular. Para incentivar denúncias de corrupção, pensam em proteger o anonimato do denunciante e também recompensar com dinheiro. O ser humano não denuncia a corrupção por temer represálias. O ser humano que não teme represálias não denuncia porque não é da conta dele, não vai ganhar nada com isso. Há várias propostas que valem a leitura. Só se combate corrupção se conseguimos entendê-la. O brasileiro médio não tem idéia de como ocorre a corrupção, não tem idéia do que é licitação; criar obstáculo para vender a solução... enfim não somos culpados pela corrupção, mas somos responsáveis por ela à medida que nos contentamos em ser médios, nos contentamos em votar de qualquer jeito, quando não temos iniciativa e tampouco assinamos uma campanha tão interessante e apartidária como o Unidos contra a corrupção.
Nos não nos unimos pela semelhanças, que é o desejo por um país melhor. Nós preferimos nos faccionar pelas diferenças, que são os partidos políticos. Tem gente brigando pelo seu partido em vez de se unir contra a corrupção. Até quando estaremos dormindo? Enganados? Os corruptos querem mesmo a desunião, pois assim praticarão a corrupção enquanto o povo está distraído brigando e vendo as diferenças.
No nosso estudo de caso Sra Drama usou o medo (é amiga íntima do chefe) e a recompensa (quem está com ela tem privilégios). Talvez quem foi manipulado nem percebeu. Conhecemos pouco de nós mesmos. Estamos no piloto automático.
Ela mesma pode ser vítima do sistema. Talvez nem tem consciência dos atos manipulativos. Para ela pode ser o normal, o que sempre fez e deu certo. Pode ter crescido num lar manipulativo. Pode ter nem entendido suas verdadeiras motivações. Talvez ela não conheça a si própria e prefira negar que foi ego. Por isso, nada melhor que um perito em pessoas para a análise. Sim, com conhecimento de biologia (médico) e psicologia ou psiquiatria. Talvez Sra Drama nem tenha consciência do mal que o drama lhe faz. Se investisse em auto conhecimento teria paz. Talvez ache que com um salário maior poderia comprar mais, fazer mais uma cirurgia, ter mais o ego feliz. Talvez.
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
De quem é a culpa?
"Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se auto desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição de sua ação. E, sem ação, não há revolução!" Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiatica
O Sistema econômico acaba por massacrar o pequeno. E faz o pequeno achar que a culpa é dele. Culpa não resolve se ficarmos parados nos lamentando na culpa. Nós somos os responsáveis pelo nosso resultado. Mas isso é diferente de sermos culpados.
Um exemplo são as grandes empresas. Aconteceu comigo com a Polishop. Registrei no Blog minha indignação. Eles extraviaram um pedido meu e a estratégia foi colocar a culpa em mim. Cada vez era uma estratégia diferente, mas sempre tentando me culpar. Uma hora era que estava ausente no dia da entrega, o detalhe é que tem portaria 24 horas e mesmo se o porteiro tivesse se ausentado é possível chamar o apartamento direto e eu estava em casa. Tentavam culpar-me por não estar presente. Outra hora era porque um formulário não estava preenchido corretamente. Outra hora afirmaram ter entregue. Tentavam me culpar por ter recebido! Eu então pedi comprovante com assinatura de recebimento. Se o extravio fosse no condomínio, era só comparar assinaturas, horário, gravação de câmera de segurança e eu deixaria de cobrar a Polishop, passaria a cobrar o condomínio. É muito simples. Só acabou a sina quando acionei o Procon. Eu não aceitei a culpa, embora aceitei a responsabilidade pelo resultado. Nunca mais comprei para receber por transportadora ou correio. Agora vou direto no officce. Queria desistir do negócio, mas pensei bem e não achei justo, pois algumas clientes gostaram dos produtos. Eu mesma gosto. E tinha pagado caro no kit de empreendedor. Havia como evitar o problema sem desistir do negócio. Agora não recomendo mais compras por transportadora e aceito minha responsabilidade com a atitude de nunca mais comprar pela Internet. Até em outras empresas, vou direto no local, pago e já levo. Há como pegar o kit do empreendedor direto no Officce também. Bem resolvido. Para tudo há solução.
Do jeito que as empresas dão trabalho e invertem a culpa, muitos desistem. Eu não caio nessa! Sempre luto até o fim. É questão de cidadania. Não podemos desistir porque os poderosos estão colocando obstáculos. Temos que continuar a lutar por nossos direitos. Afinal, tinha comprado e pago a vista.
No nosso estudo de caso, Sra Drama usou bastante o recurso da culpa. Claro que a colega não aceitou culpa. Responsabilidade é uma coisa, culpa é outra totalmente diferente. Ela sugeria que a culpa era da colega por ser louca. Culpa dela por ouvir o que não foi dito, ver o que não aconteceu. Culpa porque Sra Drama tinha sido maravilhosa no ponto de vista da Sra Drama. Óbvio que todos no seu ponto de vista se vêem como certos. Sra Drama tentou transferir essas convicções para a colega. Poderia Sra Drama manipular a colega e fazê-la acreditar que ela era louca e via e ouvia a mais? E era tudo culpa da colega, que ela teria que aceitar como um cordeiro tudo o que Sra Drama dizia e as maldades que fazia?
Óbvio que não. A colega parece bastante passiva. Parece que não tem boca para nada. Parece que não consegue se defender. Não podemos ir por aparências.
De fato a colega não tem boca para nada. Não se importa em ficar se defendendo. Por anos nunca o fez. Sempre calada. Assim é a natureza da colega. Calada, introvertida. Não que estivesse fazendo algo tão difícil. Mas estar calada não significa admitir culpa. Apenas não fazia questão. Tinha outras prioridades.
Até quando eram apenas comentários, que não eram de fato prejudiciais estava tudo bem. Mas quando há uma representação e prejuízo, já é outra coisa. Sra Drama tinha ido longe demais. Aí é preciso não aceitar. Aí é preciso lutar. Aí é preciso se defender. Não importa quanto seja passiva, calada, introvertida. Existe um limite e temos que ver quando alguém ultrapassa e aí estar pronto para se defender.
Ninguém tem o direito de atacar, mas todos têm o dever de não ficar deprimido e nem ter suas ações inibidas. É preciso ação, dependendo da linha que ultrapassam. Para tudo deve haver um limite. E podemos nos defender honestamente, com integridade. E isso fez a colega. A perícia é uma das coisas mais íntegras que existe. O perito é imparcial. Não está de lado algum, apenas vê o que está a sua frente de maneira imparcial.
O perito é como o Procon. Se um consumidor pede algo absurdo, é lógico que não pode acionar o Procon. Mas quando tem provas de que tentou resolver com a empresa, que usou todos os recursos, que pediu comprovante de entrega e a empresa é que não comprovou. Então pode acionar.
É lógico que ninguém aciona o Procon se não tiver certeza que foi lesado. Assim como não há porque pedir perícia sabendo que está errado. E é preciso não aceitar a culpa de manipulação. Se a culpa é verdadeira, aí sim devemos aceitá-la e fazer diferente das próximas vezes. Se na perícia o médico psiquiatra dissesse que a colega era louca, ela aceitaria. Se na perícia do caso em questão o perito desse razão a Sra Drama, aí a colega aceitaria. Aí sim se mostraria aceitável.
É preciso ficar bem atento para a culpa, pois também é técnica muito usada por quem quer manipular. Diria que depois do apelo emocional vem a culpa, em termos de mais usados. Portanto, atenção redobrada quando alguém tenta colocar uma culpa que não condiz com a realidade. Questione a culpa. Questione e busque outras fontes de informação. Sra Drama não é fonte que se confie nesses quesitos. Assim como uma grande empresa não é fonte que se confie, pois ela visa o lucro e nem está aí com o pequeno consumidor.
Poucos são os que questionam as práticas das grandes empresas. Quando estive no Procon, conversei com outros reclamantes e comparei as estratégias para enrolar o cliente e são semelhantes. Pior é que muitos caem e desistem de reivindicar seus direitos.
Quando o cliente vai fazer a sua revolução? O Procon está aí para ajudar o cliente. Pena que poucos usam. Há mais lesados que os dispostos a reclamar. É por isso que continuam a fazer isso.
O Sistema econômico acaba por massacrar o pequeno. E faz o pequeno achar que a culpa é dele. Culpa não resolve se ficarmos parados nos lamentando na culpa. Nós somos os responsáveis pelo nosso resultado. Mas isso é diferente de sermos culpados.
Um exemplo são as grandes empresas. Aconteceu comigo com a Polishop. Registrei no Blog minha indignação. Eles extraviaram um pedido meu e a estratégia foi colocar a culpa em mim. Cada vez era uma estratégia diferente, mas sempre tentando me culpar. Uma hora era que estava ausente no dia da entrega, o detalhe é que tem portaria 24 horas e mesmo se o porteiro tivesse se ausentado é possível chamar o apartamento direto e eu estava em casa. Tentavam culpar-me por não estar presente. Outra hora era porque um formulário não estava preenchido corretamente. Outra hora afirmaram ter entregue. Tentavam me culpar por ter recebido! Eu então pedi comprovante com assinatura de recebimento. Se o extravio fosse no condomínio, era só comparar assinaturas, horário, gravação de câmera de segurança e eu deixaria de cobrar a Polishop, passaria a cobrar o condomínio. É muito simples. Só acabou a sina quando acionei o Procon. Eu não aceitei a culpa, embora aceitei a responsabilidade pelo resultado. Nunca mais comprei para receber por transportadora ou correio. Agora vou direto no officce. Queria desistir do negócio, mas pensei bem e não achei justo, pois algumas clientes gostaram dos produtos. Eu mesma gosto. E tinha pagado caro no kit de empreendedor. Havia como evitar o problema sem desistir do negócio. Agora não recomendo mais compras por transportadora e aceito minha responsabilidade com a atitude de nunca mais comprar pela Internet. Até em outras empresas, vou direto no local, pago e já levo. Há como pegar o kit do empreendedor direto no Officce também. Bem resolvido. Para tudo há solução.
Do jeito que as empresas dão trabalho e invertem a culpa, muitos desistem. Eu não caio nessa! Sempre luto até o fim. É questão de cidadania. Não podemos desistir porque os poderosos estão colocando obstáculos. Temos que continuar a lutar por nossos direitos. Afinal, tinha comprado e pago a vista.
No nosso estudo de caso, Sra Drama usou bastante o recurso da culpa. Claro que a colega não aceitou culpa. Responsabilidade é uma coisa, culpa é outra totalmente diferente. Ela sugeria que a culpa era da colega por ser louca. Culpa dela por ouvir o que não foi dito, ver o que não aconteceu. Culpa porque Sra Drama tinha sido maravilhosa no ponto de vista da Sra Drama. Óbvio que todos no seu ponto de vista se vêem como certos. Sra Drama tentou transferir essas convicções para a colega. Poderia Sra Drama manipular a colega e fazê-la acreditar que ela era louca e via e ouvia a mais? E era tudo culpa da colega, que ela teria que aceitar como um cordeiro tudo o que Sra Drama dizia e as maldades que fazia?
Óbvio que não. A colega parece bastante passiva. Parece que não tem boca para nada. Parece que não consegue se defender. Não podemos ir por aparências.
De fato a colega não tem boca para nada. Não se importa em ficar se defendendo. Por anos nunca o fez. Sempre calada. Assim é a natureza da colega. Calada, introvertida. Não que estivesse fazendo algo tão difícil. Mas estar calada não significa admitir culpa. Apenas não fazia questão. Tinha outras prioridades.
Até quando eram apenas comentários, que não eram de fato prejudiciais estava tudo bem. Mas quando há uma representação e prejuízo, já é outra coisa. Sra Drama tinha ido longe demais. Aí é preciso não aceitar. Aí é preciso lutar. Aí é preciso se defender. Não importa quanto seja passiva, calada, introvertida. Existe um limite e temos que ver quando alguém ultrapassa e aí estar pronto para se defender.
Ninguém tem o direito de atacar, mas todos têm o dever de não ficar deprimido e nem ter suas ações inibidas. É preciso ação, dependendo da linha que ultrapassam. Para tudo deve haver um limite. E podemos nos defender honestamente, com integridade. E isso fez a colega. A perícia é uma das coisas mais íntegras que existe. O perito é imparcial. Não está de lado algum, apenas vê o que está a sua frente de maneira imparcial.
O perito é como o Procon. Se um consumidor pede algo absurdo, é lógico que não pode acionar o Procon. Mas quando tem provas de que tentou resolver com a empresa, que usou todos os recursos, que pediu comprovante de entrega e a empresa é que não comprovou. Então pode acionar.
É lógico que ninguém aciona o Procon se não tiver certeza que foi lesado. Assim como não há porque pedir perícia sabendo que está errado. E é preciso não aceitar a culpa de manipulação. Se a culpa é verdadeira, aí sim devemos aceitá-la e fazer diferente das próximas vezes. Se na perícia o médico psiquiatra dissesse que a colega era louca, ela aceitaria. Se na perícia do caso em questão o perito desse razão a Sra Drama, aí a colega aceitaria. Aí sim se mostraria aceitável.
É preciso ficar bem atento para a culpa, pois também é técnica muito usada por quem quer manipular. Diria que depois do apelo emocional vem a culpa, em termos de mais usados. Portanto, atenção redobrada quando alguém tenta colocar uma culpa que não condiz com a realidade. Questione a culpa. Questione e busque outras fontes de informação. Sra Drama não é fonte que se confie nesses quesitos. Assim como uma grande empresa não é fonte que se confie, pois ela visa o lucro e nem está aí com o pequeno consumidor.
Poucos são os que questionam as práticas das grandes empresas. Quando estive no Procon, conversei com outros reclamantes e comparei as estratégias para enrolar o cliente e são semelhantes. Pior é que muitos caem e desistem de reivindicar seus direitos.
Quando o cliente vai fazer a sua revolução? O Procon está aí para ajudar o cliente. Pena que poucos usam. Há mais lesados que os dispostos a reclamar. É por isso que continuam a fazer isso.
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