quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Auto conhecimento: O que os introvertidos precisam saber sobre si mesmos?

"Gostam de tranquilidade para se concentrar;  importam-se com seu trabalho e o lugar onde trabalham; podem ter dificuldade em se comunicar;  podem saber mais do que deixam transparecer; podem ser calados e distantes;  precisam que lhe perguntem sobre opinião e idéias (não as emitirão simplesmente" A vantagem do tímido.  Marti Olsen Larry

Uma das maneiras de ser manipulado é não se conhecer o suficiente.  Portanto,  cada um é responsável por se conhecer.  Agora, passei a focar no introvertido, pois um dos mais assediados são os calados.  O bully é um covarde.  Como existe certo prazer associado à prática,  ele vai escolher aquele que julgar indefeso.  E aquele que é calado e isolado é um excelente alvo. Não tem muito em que se apoiar,  portanto precisa trocar esse apoio externo por muita força interna.

Para os extrovertidos também vale a leitura, pois apesar de serem a minoria, há introvertidos na vida das pessoas,  sejam pais,  filhos, irmãos,  cônjuges,  colegas de trabalho, amigos, sócios,  clientes, chefes, subordinados.  Enfim, muitos conflitos se originam de expectativas não preenchidas.  E o extrovertido vai ter expectativas de acordo com seu ponto de vista. Simplesmente não compreende o introvertido, não pode se colocar sob o ponto de vista do outro.

O introvertido é um concentrado,  mas gosta de tranquilidade.  O extrovertido já precisa de pessoas ao redor.   O extrovertido pensa que o introvertido sofre quando está sozinho, quando na mente do introvertido é dessa tranquilidade que ele precisa.  O extrovertido recarrega energias com outras pessoas,  o introvertido vê suas energias drenadas quando exposto à agitação.

O introvertido importa-se muito com seu trabalho,  mais do que com seu próprio bem estar e quer estar seguro no seu ambiente.  O lugar precisa ser bom. E bom significa ser tranquilo.  O extrovertido importam-se mais com a conexão com as pessoas, precisa desse contato.  Não é um certo ou errado, são diferenças.

O introvertido pode ter dificuldade de comunicação.  Eu tenho muito, principalmente se for pessoalmente.  Prefiro a escrita ao falar. E mesmo assim me atrapalho na comunicação.  Tenho consciência que este é um ponto a melhorar,  embora seja difícil.  Não é que o introvertido não queira se comunicar.  Ele tem dificuldade.  Eu me considero super disciplinada e quando coloco uma meta, dificilmente desisto. E esta é uma meta que estou consistentemente trabalhando.  Sei que é uma meta de longo prazo e que jamais serei expert em comunicação.  É um limite,  por isso precisamos nos aceitar e ter paciência.  Aos poucos podemos melhorar. Comunicação é de extrema importância.  Então os extrovertidos são abençoados,  pois para eles é muito simples.  Mas isso não pode justificar ser cruel com quem tem dificuldade.  E crueldade é por exemplo o que a Sra Drama fez com a colega, representação mais a segunda maldade. Expressar opinião é aceitável,  discordar é aceitável,  mas pouca justificativa há para ser cruel.

Os introvertidos podem saber mais do que deixam transparecer.  Eu achei bem estranho que no curso de pós graduação,  um dos alunos, que era médico, me procurou após uma apresentação.  Ele estava realmente impressionado.  Ele comentou como podia uma pessoa calada no curso todo ter feito uma apresentação daquelas. Talvez achassem que eu estivesse perdida no curso, pois era Perícia Criminal e eu era a única formada em Letras ali. Recebi realmente muitos elogios.  Acho que por dois motivos: achavam que ficaria nervosa por ser timida e achavam que não tinha conteúdo. Mas se treinarmos lidar com a timidez, ela não é limite, podemos fazer belas apresentações.

Os introvertidos podem parecer calados e distantes. Na história de ontem, todos ficaram com pena de Ernani.  Em outros casos, podem achar que o introvertido é metido,  exibido, arrogante.  Que eles rejeitam os outros. Que eles não querem conversar com os outros por qualquer motivo que a cabeça dos extrovertidos podem encontrar. E os casos em que acham os introvertidos arrogantes é quando não são dignos de pena, pois estão funcionando bem obrigado, e têm várias conquistas. Não é porque tem conquistas que é fácil se comunicar.  No meu caso, considero-me com várias conquistas e mesmo assim sou calada e distante.  Não tenho nada contra ninguém, é simplesmente meu jeito de ser. No caso da colega,  provavelmente Sra Drama tinha elaborado na mente dela explicações para a colega ser calada e distante. A colega também não é o tipo que inspira pena, por ser muito bem sucedida.  Sra Drama por várias vezes tentou falar da colega aos chefes anteriores e só ouvia elogios. Isso dá um nó na cabeça e a pessoa tenta encontrar uma explicação.  Pelo jeito,  a explicação que a Sra Drama elaborou na cabeça dela foi bem ruim. A verdade é que o introvertido é calado mesmo. Não tem nada a ver com os outros,  tem a ver com o introvertido mesmo.

O introvertido não vai emitir opiniões.  Ele não vai se intrometer no que não é chamado.  Ele prefere guardar para si sua visão.  No caso da Sra Drama ela estava inconformada porque a colega não havia contado coisas que ela era louca para saber. Quem lia a representação tinha a nítida impressão que na cabeça de Sra Drama era um crime não ter contado a vida inteira para ela. O introvertido simplesmente não irá contar sua vida inteira e até sentirá certa invasão caso a pessoa fique sondando muito.

Cada cabeça,  um mundo.  Na cabeça da Sra Drama foi um favor ter convidado a colega para certos eventos.  Na cabeça da colega foi um favor ter ido a lugares que não eram tranquilos,  só aceitou por educação.  Sra Drama aproveitou para sondar sobre tudo. Talvez isso ela chamaria de atenção,  a colega já achou invasão. Talvez Sra Drama tenha interpretado o desconforto com certos assuntos como distância e rejeição à atenção.  A colega não pretendia rejeitá-la,  apenas sente desconforto com certas questões.  Interpretação é um mapa, na maioria das vezes esse mapa não corresponde ao território. E nada justifica crueldade por causa do que se formulou na cabeça,  pela própria interpretação dos fatos.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

As semelhanças nos unem?

"Sempre quieto,  inofensivo, à parte,  Ernani costumava comer seu lanche sozinho,  num canto da sala. Ele não participava das brincadeiras que fazíamos após o almoço,  sendo que,  ao terminar a refeição,  sempre sentava sozinho debaixo de uma árvore mais distante.  Devido a esse comportamento,  Ernani era o alvo natural das brincadeiras e piadas do grupo.  Ora ele encontrava um sapo na marmita,  ora um rato morto em seu chapéu.  E o que achávamos mais incrível é que ele sempre aceitava aquilo sem ficar bravo." O silêncio pode significar muito. Site www.contandohistorias.com.br

Essa é uma história em que havia havia um líder numa empresa de engenharia chamado Mauro que gostava de fazer brincadeiras.  E o diferente era o alvo das brincadeiras.  Ernani levava numa boa, mas a diferença era o que separava. Como Ernani não se encaixava no padrão, ele era assediado. Ou era a vítima de bullying.  Será apenas mais uma historinha? Creio que não,  está no site para nos fazer refletir acerca das diferenças e das semelhanças.  E também da nossa falta de conhecimento sobre pessoas. E também do quanto julgamos quem é diferente ou não compreendemos. E também sobre o assédio praticado contra pessoas diferentes,  seja por característica pessoal, raça,  religião,  partido político e a lista pode continuar...

Concordo que não precisamos gostar e nem concordar com todos, mas dependendo da brincadeira,  é preciso repensar. Aliás,  não é preciso se divertir às custas do diferente. O máximo que se pode fazer é permitir que a pessoa seja. O máximo que se pode fazer é talvez conversar,  expor se o diferente incomoda tanto assim. Mas será que incomoda mesmo ou é apenas um preconceito?

Nesse texto há uma redenção.  Ernani estava prestes a ser vítima de outra brincadeira quando explicou o motivo de ser distante. Todos imediatamente se arrependeram e passaram a ajudar Ernani. Será que na vida real há redenções assim? 

Eu acredito que as histórias da Bíblia sejam mais acuradas. É muito bom que haja redenção.  Vimos várias na Bíblia,  mas há aquelas sem redenção, como a da mulher que assedia José e o denuncia como se ele tivesse assediado-a.  Há a história de Herodias,  que pede a cabeça de João Batista numa bandeja. Infelizmente na vida real há várias histórias sem redenção.

Esperamos muito pela redenção.  E a redenção ocorre quando não enfatizamos as diferenças,  mas enfatizamos as semelhanças.  Somos todos seres humanos criados por Deus. Por que ser intolerante? 

Há introvertidos maus e bons,  assim como há extrovertidos maus e bons. O que nos une deveria ser a luta contra o mal. Deveria ser a luta pelos valores.  Devemos primeiramente encontrar o que nos une. Por isso uma missão numa empresa é tão importante para unir. Qual a missão da instituição?  Quem está contribuindo para a missão e quem está dissolvendo e picando a missão por causa de uma diversão particular? Ou um interesse particular?

O tema do assédio é uma das lutas do Blog. E é bom para o assediado saber que ele não está sozinho,  que outras pessoas passaram pela mesma situação.  Que hoje elas se encontram firmes, restituídas,  que superaram e entenderam que o problema era o assediador.  E como encontrá-lo quando não há redenção e o algoz se faz de vítima?  Entender os mecanismos do algoz,  como ele consegue manipular para chegar lá.  E também entender a vítima,  o que ela faz para ser alvo de assédio.  E também empoderar a vítima,  mostrar que ela não precisa ficar deprimida, revoltada,  mas pode ser forte e capaz.

Se você já foi vítima de assédio,  saiba que é forte e capaz. 

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Você investe em auto conhecimento?

"No transcorrer dos últimos 50 anos,  os avanços acelerados da ciência tem gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes.  Graças à biologia,  à neurobiologia e à psicologia aplicada,  o 'sistema' tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano,  tanto de forma física como psicologicamente.  O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo.  Isto significa que,  na maioria dos casos,  o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos." Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiatica

Aqui é enfatizado que o sistema nos controla, nós não exercemos controle sobre nós mesmos. O conhecimento sobre neurobiologia e psicologia faz com que o sistema nos controle. Como nós não investimos nesse tipo de ciência não percebemos que somos controlados e nem conseguimos nos controlar. Por outro lado,  se tivéssemos esse tipo de conhecimento, poderíamos exercer mais controle sobre nós mesmos, isto é, poderíamos ser autores de nossos próprios livros.

A realidade é que a maioria das pessoas não escreve seus livros. As pessoas pensam que o acaso está escrevendo,  quando na verdade é o sistema que escreve.

Falando sobre controle,  poderíamos destacar o que nos motiva a agir e o que nos inibe de agir. Se soubéssemos,  teríamos maior controle sobre nossas ações.  Claro que se fôssemos refletir bem sobre o assunto, sobre controle de si mesmo, teríamos que usar mais uma série de reflexões. Assim, vamos ficar no essencial por enquanto.

Muitas vezes o sistema usa nossos medos.  Conhecê-los é essencial para agirmos. Cada um tem um medo diferente porque cada história de vida é diferente.  Mas auto conhecimento sobre medos faria uma grande diferença.  Muitos têm medo de falhar, de não conseguir,  por isso nem tentam. No caso da Polishop que eu dei exemplo ontem,  a pessoa poderia ter medo de não conseguir resolver,  e por isso desistir da cobrança.  A falta de persistência é um medo.

Muitas vezes o sistema usa as motivações,  as recompensas.  Saber as nossas 'fomes' nos ajuda muito. Fome de atenção,  carinho, dinheiro, comida, elogios, sexo,  conhecimento,  trabalho, reconhecimento.   Tudo isso nos faz agir de acordo com o manipulador.  Então se tivéssemos auto conhecimento saberíamos lidar com nossas fomes e estar satisfeitos para não cairmos em ciladas. No meu caso, vencer um desafio é uma recompensa.  Eu insisto até encontrar a solução porque encontro a recompensa de resolver algo difícil.  Gosto de desafios. Eles não me param,  eles me motivam.

Óbvio que o mesmo pode ser usado para o bem. No site UNIDOS CONTRA A CORRUPÇÃO há uma proposta de maior participação popular. Para incentivar denúncias de corrupção, pensam em proteger o anonimato do denunciante e também recompensar com dinheiro. O ser humano não denuncia a corrupção por temer represálias.  O ser humano que não teme represálias não denuncia porque não é da conta dele,  não vai ganhar nada com isso. Há várias propostas que valem a leitura. Só se combate corrupção se conseguimos entendê-la.  O brasileiro médio não tem idéia de como ocorre a corrupção,  não tem idéia do que é licitação; criar obstáculo para vender a solução... enfim não somos culpados pela corrupção,  mas somos responsáveis por ela à medida que nos contentamos em ser médios,  nos contentamos em votar de qualquer jeito,  quando não temos iniciativa e tampouco assinamos uma campanha tão interessante e apartidária como o Unidos contra a corrupção.

Nos não nos unimos pela semelhanças,  que é o desejo por um país melhor. Nós preferimos nos faccionar pelas diferenças,  que são os partidos políticos. Tem gente brigando pelo seu partido em vez de se unir contra a corrupção.  Até quando estaremos dormindo? Enganados?  Os corruptos querem mesmo a desunião,  pois assim praticarão a corrupção enquanto o povo está distraído brigando e vendo as diferenças.

No nosso estudo de caso Sra Drama usou o medo (é amiga íntima do chefe) e a recompensa (quem está com ela tem privilégios). Talvez quem foi manipulado nem percebeu. Conhecemos pouco de nós mesmos.  Estamos no piloto automático.

Ela mesma pode ser vítima do sistema. Talvez nem tem consciência dos atos manipulativos.  Para ela pode ser o normal, o que sempre fez e deu certo. Pode ter crescido num lar manipulativo. Pode ter nem entendido suas verdadeiras motivações. Talvez ela não conheça a si própria e prefira negar que foi ego. Por isso,  nada melhor que um perito em pessoas para a análise.  Sim, com conhecimento de biologia (médico) e psicologia ou psiquiatria.  Talvez Sra Drama nem tenha consciência do mal que o drama lhe faz. Se investisse em auto conhecimento teria paz. Talvez ache que com um salário maior poderia comprar mais, fazer mais uma cirurgia,  ter mais o ego feliz. Talvez.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

De quem é a culpa?

"Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça,  por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades,  ou de seus esforços.  Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se auto desvalida e culpa-se,  o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição de sua ação.  E, sem ação,  não há revolução!" Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiatica

O Sistema econômico acaba por massacrar o pequeno. E faz o pequeno achar que a culpa é dele. Culpa não resolve se ficarmos parados nos lamentando na culpa. Nós somos os responsáveis pelo nosso resultado.  Mas isso é diferente de sermos culpados. 

Um exemplo são as grandes empresas. Aconteceu comigo com a Polishop.  Registrei no Blog minha indignação.  Eles extraviaram um pedido meu e a estratégia foi colocar a culpa em mim. Cada vez era uma estratégia diferente,  mas sempre tentando me culpar.  Uma hora era que estava ausente no dia da entrega, o detalhe é que tem portaria 24 horas e mesmo se o porteiro tivesse se ausentado é possível chamar o apartamento direto e eu estava em casa. Tentavam culpar-me por não estar presente. Outra hora era porque um formulário não estava preenchido corretamente.  Outra hora afirmaram ter entregue. Tentavam me culpar por ter recebido!  Eu então pedi comprovante com assinatura de recebimento.  Se o extravio fosse no condomínio,  era só comparar assinaturas,  horário,  gravação de câmera de segurança e eu deixaria de cobrar a Polishop, passaria a cobrar o condomínio.  É muito simples. Só acabou a sina quando acionei o Procon. Eu não aceitei a culpa, embora aceitei a responsabilidade pelo resultado. Nunca mais comprei para receber por transportadora ou correio. Agora vou direto no officce.  Queria desistir do negócio,  mas pensei bem e não achei justo, pois algumas clientes gostaram dos produtos. Eu mesma gosto.  E tinha pagado caro no kit de empreendedor.  Havia como evitar o problema sem desistir do negócio.  Agora não recomendo mais compras por transportadora e aceito minha responsabilidade com a atitude de nunca mais comprar pela Internet.  Até em outras empresas, vou direto no local, pago e já levo. Há como pegar o kit do empreendedor direto no Officce também.  Bem resolvido. Para tudo há solução.

Do jeito que as empresas dão trabalho e invertem a culpa,  muitos desistem.  Eu não caio nessa!  Sempre luto até o fim. É questão de cidadania. Não podemos desistir porque os poderosos estão colocando obstáculos. Temos que continuar a lutar por nossos direitos.  Afinal, tinha comprado e pago a vista.

No nosso estudo de caso, Sra Drama usou bastante o recurso da culpa. Claro que a colega não aceitou culpa. Responsabilidade é uma coisa, culpa é outra totalmente diferente.  Ela sugeria que a culpa era da colega por ser louca. Culpa dela por ouvir o que não foi dito, ver o que não aconteceu. Culpa porque Sra Drama tinha sido maravilhosa no ponto de vista da Sra Drama. Óbvio que todos no seu ponto de vista se vêem como certos. Sra Drama tentou transferir essas convicções para a colega. Poderia Sra Drama manipular a colega e fazê-la acreditar que ela era louca e via e ouvia a mais? E era tudo culpa da colega, que ela teria que aceitar como um  cordeiro tudo o que Sra Drama dizia e as maldades que fazia?

Óbvio que não.  A colega parece bastante passiva. Parece que não tem boca para nada. Parece que não consegue se defender. Não podemos ir por aparências. 

De fato a colega não tem boca para nada. Não se importa em ficar se defendendo.  Por anos nunca o fez. Sempre calada. Assim é a natureza da colega.  Calada, introvertida.  Não que estivesse fazendo algo tão difícil.  Mas estar calada não significa admitir culpa. Apenas não fazia questão.  Tinha outras prioridades. 

Até quando eram apenas comentários,  que não eram de fato prejudiciais estava tudo bem. Mas quando há uma representação e prejuízo, já é outra coisa. Sra Drama tinha ido longe demais. Aí é preciso não aceitar.  Aí é preciso lutar. Aí é preciso se defender. Não importa quanto seja passiva, calada, introvertida.  Existe um limite e temos que ver quando alguém ultrapassa e aí estar pronto para se defender.

Ninguém tem o direito de atacar, mas todos têm o dever de não ficar deprimido e nem ter suas ações inibidas. É preciso ação, dependendo da linha que ultrapassam. Para tudo deve haver um limite. E podemos nos defender honestamente,  com integridade.  E isso fez a colega.  A perícia é uma das coisas mais íntegras que existe. O perito é imparcial.  Não está de lado algum, apenas vê o que está a sua frente de maneira imparcial.

O perito é como o Procon.  Se um consumidor pede algo absurdo, é lógico que não pode acionar o Procon. Mas quando tem provas de que tentou resolver com a empresa, que usou todos os recursos, que pediu comprovante de entrega e a empresa é que não comprovou. Então pode acionar. 

É lógico que ninguém aciona o Procon se não tiver certeza que foi lesado. Assim como não há porque pedir perícia sabendo que está errado. E é preciso não aceitar a culpa de manipulação.  Se a culpa é verdadeira, aí sim devemos aceitá-la e fazer diferente das próximas vezes. Se na perícia o médico psiquiatra dissesse que a colega era louca, ela aceitaria. Se na perícia do caso em questão o perito desse razão a Sra Drama, aí a colega aceitaria. Aí sim se mostraria aceitável.

É preciso ficar bem atento para a culpa, pois também é técnica muito usada por quem quer manipular.  Diria que depois do apelo emocional vem a culpa, em termos de mais usados.  Portanto,  atenção redobrada quando alguém tenta colocar uma culpa que não condiz com a realidade. Questione a culpa. Questione e busque outras fontes de informação.  Sra Drama não é fonte que se confie nesses quesitos.  Assim como uma grande empresa não é fonte que se confie, pois ela visa o lucro e nem está aí com o pequeno consumidor. 

Poucos são os que questionam as práticas das grandes empresas. Quando estive no Procon,  conversei com outros reclamantes e comparei as estratégias para enrolar o cliente e são semelhantes.  Pior é que muitos caem e desistem de reivindicar seus direitos.

Quando o cliente vai fazer a sua revolução?  O Procon está aí para ajudar o cliente.  Pena que poucos usam. Há mais lesados que os dispostos a reclamar. É por isso que continuam a fazer isso.



sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Você é complacente com a mediocridade?

"Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido,  vulgar e inculto" Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiatica

Essa foi um pouco forte. Reproduzi o texto porque não é absurdo. Se tirarmos nossos preconceitos com a linguagem direta e forte, podemos obter bastante conhecimento dessa estratégia de estimular o público a ser complacente na mediocridade.

Mediocridade é ser médio.  Não chega a ser ruim, mas também não é bom. Se ficarmos felizes com sermos medianos, então somos mais facilmente enganados.  Devemos estar um pouco mais críticos,  críticos acima da média, para evitarmos sermos enganados e levados por qualquer vento.

Então vamos nos ater às modas. Algumas modas nos incentivam à média.  Ou até para abaixo da média.  Por que não olhamos as modas com olhar crítico?  Por que seguimos cegamente.  Se todos começarem a usar algo ridículo,  vamos também usar. Se todos começarem a cantar algo ridículo,  vou também cantar. Se todos comerem algo que faz mal, vou também comer. Há certo tempo, era moda, status fumar,  e aí muitos começaram a fumar. Hoje é moda o narguile e muitos estão fumando narguile.  Estamos fazendo isso com senso crítico como uma sociedade?

Várias coisas mais decentes,  dignas,  cultas saíram de moda. As pessoas até olham feio para quem ainda se atem a certos valores. As pessoas olham com preconceito por não seguirem as modas.

Dedicar-se ao trabalho saiu de moda. A moda é aproveitar-se.  Se o gato sai, os ratos fazem a festa. Talvez aí estivesse uma das raivas da Sra Drama. A colega trabalhava, e bastante, independente de reconhecimento ou não,  independente de estarem chefes presentes ou não. Será que o volume de trabalho da colega fez ressaltar o que a Sra Drama não sabia de gestão de tempo?  Pois só reclamava que era coisa demais.  A colega fazia,  não reclamava e dava tempo... Trabalhar saiu de moda.  E Sra Drama se incomodava com os muitos relatórios da colega...

Por que temos esse tipo de pensamento?  Porque nos ensinaram. Ensinaram que fazer um trabalho mediano está bom. Ainda mais no setor público.  E aprendemos essa lição.  Eu, também como funcionária pública,  vim com uma visão sonhadora, e hoje caí na real. Tive também que aprender certas lições.  Tive também que me moldar. Já me disseram várias vezes que parecia funcionária de empresa privada...

Mas o que mantém ainda assim acima da média?  Um sonho,  uma crença,  algo interno. Decai muito do que era. Mas ainda acredito muito. Ainda sonho muito. E é esse sonho que me mantém.  Poderia ser mediana ou abaixo da média.  Mas aí vem aquele caso... aquela causa... Como não se apaixonar por uma causa?

Até de graça eu tenho causas.  O blogue é uma causa.  O que me faz escrever é acreditar...

Estudar saiu de moda. Está na moda ser esperto, ganhar na esperteza. E foi o que Sra Drama fez. Mas a colega insistiu. Vamos nos deter mais nessas questões,  vamos estudá-las e analisá-las.  Nada de olhar por cima e ativar gatilhos mentais, nada de ter preguiça de pensar.  Vamos consultar quem estudou. Vamos ler com cuidado,  vamos ver as inconsistências. 

A sociedade não quer mais estudar. Mas sair do nosso ponto A e alcançar um ponto B exige estudo. Não precisa estudo formal, mas um que nos tira da média.  É por isso que também fui para o empreendedorismo.  Não exige estudo formal. Muitos se deram bem sem nem ter completado instrução primária.  Foi um outro tipo de estudo,  mais prático,  mais fundado em tentar e aprender. Mas não deixa de ser estudo. E quem venceu,  independente de estudo formal ou informal,  foi aquele que saiu da mediocridade. 

Não podemos acreditar que sermos médios adianta. Já passei em concursos públicos e hoje tenho um cargo público.  Mas não foi a custo de um estudo mais ou menos ou medíocre.  O mesmo vejo agora no empreendedorismo,  que para mim é um curso, também não é para a média,  para o mais ou menos. Os certificados internacionais também não vieram com estudo mais ou menos. Não é assim.

Não podemos acreditar no discurso da mediocridade.  Se o fizermos, estaremos empacados.  Escravizados no mesmo lugar. E é isso que querem. Nos manter no mesmo lugar ou até para baixo.


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

O quanto buscamos conhecer?

"Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. 'A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível,  de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores'". (Armas silenciosas para guerras tranquilas) Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiatica

Por que a qualidade da educação pública é tão ruim?  Quem tem o interesse de deixar sucateado e impossível de melhorar? Sim, acertou. As classes mais abastadas que não querem um povo crítico, um povo capaz de demandar seus direitos.  A classe inferior deve permanecer ignorante para continuar a ser explorada.

Já fui professora de escola pública e era impossível lecionar. Eram desde condições físicas e estruturais até a mentalidade dos próprios alunos. Eu era professora de escola particular e de idiomas com certificados internacionais,  tenho o CPE de Cambridge.  Meus colegas professores também eram de ótima qualidade. Portanto,  não faltava qualificação de professores,  faltavam condições de trabalho.  Aconteceu o que?  Muitos talentosos deixaram o ensino público.  Prestaram outros concursos e hoje saíram daquela loucura.  Havia boa intenção da direção e da escola,  mas de fato era difícil.  Hoje tenho colegas professores concursados em locais mais tranquilos do que uma sala de aula. E que remuneram melhor.

Mesmo que você vá com sonhos de modificar aquela situação,  de fazer a diferença,  os sonhos morrem diante do sucateamento.  Eu desisti de escola. O sonho de fazer a diferença como professora,  de dar qualidade de ensino particular e de idiomas em escola pública morreu. Tínhamos que apenas fingir que ensinavamos,  sabíamos que apenas os alunos dispostos a aprender aprendiam. E geralmente tinha excelentes alunos da mesma família.  Sabia que era a família que fazia a diferença,  como os pais educaram aqueles alunos para florescerem apesar das dificuldades todas. Esses pais ensinaram seus filhos a saírem da ignorância.

E assim é.  A maioria da população não faz questão de educação.  Não faz questão de compreender o que as leva a permanecer controlada e escrava.

Sim. É preciso conhecimento nas áreas citadas na primeira série de reflexões sobre a manipulação.  E é preciso conhecer como se opera a manipulação para não ser manipulado. Mas a maioria da população está dormindo. Num sono profundo.

Sra Drama utiliza o método da ignorância e mediocridade. Como ela dissemina suas estórias enviesadas?  Contando com pessoas que ignoram técnicas manipulativas.  Contando com pessoas que não tem conhecimento sobre psicologia e comportamento humano. Contando com pessoas que não questionam, que não vão conferir se o dito espalhado é verdade ou não.  Enfim, contando com a ingenuidade.

Somos ingênuos e estamos dormindo. E os espertos estão se aproveitando disso.

É certo que no caso só teve acesso aos autos a própria Sra Drama, o amigo íntimo dela e o terceiro. Até para a colega não quiseram dar acesso.  Foi uma luta conseguir. Portanto,  o que as pessoas sabiam era o que ela contava ser. E pessoas ingênuas acreditam no que ouvem sem buscar conhecimento,  sem ver se era verdade ou não.

Por que perícia?  Porque é buscar conhecimento.  É ir atrás de quem sabe. Não de quem se diz saber sem ter título algum na área.  Um povo que não sabe nem de psiquiatria pode falar sobre isso?  Um povo que não sabe sobre questões técnicas do problema principal pode falar sobre aquilo?  Óbvio que não.  Mas ao manipulador é muito útil que o povo se mantenha na ignorância e na mediocridade sobre os assuntos que ele quer fazê-los repetir como papagaios.


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Predomina o emocional ou o racional?

"Escolhas de Sofia.  Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional,  e por fim ao sentido crítico dos indivíduos.  Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias,  desejos, medos e temores,  compulsões, ou induzir comportamentos" Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiatica

Essa é uma das técnicas manipulativas mais utilizadas e as que têm um efeito realmente eficaz. Eu assumo que muitas vezes caio nessa, embora seja muito mais racional do que emocional. Imagina as pessoas que são predominantemente emocionais?  Como não são manipulados por quem usa essa técnica?

Devemos tomar cuidado redobrado com as situações ou pessoas que nos provocam pena, que se dizem coitadas,  enfim, que usam da emoção.  Por isso a gestão de pensamentos é tão importante.  Toda vez que sentir uma emoção,  pare,  pense,  analise esse pensamento e veja onde ele levaria se você estivesse no piloto automático.

Mas como você já sabe várias técnicas manipulativas e não está no piloto automático,  você conclui que isso levaria a uma ação.  Você é capaz de avaliar essa ação.  Se é algo que você escolhe ou algo que escolheram para você fazer.

Nem todos que nos provocam pena ou alguma outra emoção nos estão manipulando.  Também não podemos ficar super cuidadosos assim. Por isso,  a gestão de pensamento ajudará muito. Pense na reação à emoção e julgue se é boa ou não,  fortalecedora ou enfraquecedora,  se leva a um progresso ou retrocesso, se condiz ou não com seus valores. Valores que você escolheu para você. Se essa reação à emoção prejudica alguém inocente.

Com a gestão dos pensamentos,  somos muito mais senhores de nossas escolhas.

Essa é a técnica número 1 da Sra Drama. Já mencionei bastante como ela utilizou a emoção e tirou o sentido crítico das pessoas.  Ela é expert nessa. Sem dúvida,  um talento.  Pena, muita pena que usa tão mal. Já pensou se ela usasse essa capacidade de emocionar para o bem da sociedade?  Para causas sociais?