terça-feira, 10 de outubro de 2017

Estimulamos a inteligência?

"Aprender a se doar psicossocialmente sem esperar a contrapartida do retorno.  Aprender a expor e não impor as ideias.  Ter consciência de que um verdadeiro líder expõe suas ideias,  pois sua força está na sua inteligência,  mas uma pessoa autoritária as impõe,  pois sua força está nas mais diversas formas de agressividade.  Aprender a apreciar a inteligência do outro e procurar estimulá-la,  provocá-la, promovê-la.  Procurar realizar o debate de ideias com as pessoas circundantes (alunos, funcionários,  amigos,  familiares) procurando compreender o alcance de suas ideias,  respeitá-las e utilizá-las.  Aprender a arte de ouvir.  Ouvir aberta e despreconceituosamente o outro é não ouvir apenas o que se quer ouvir."

O psiquiatra tem mais dicas.  Geralmente a decepção não vem do outro, vem das nossas expectativas,  por isso quando fizermos algo,  deve ser para nos sentirmos bem, para a satisfação pessoal,  não esperando o retorno. Quanto mais esperamos retorno,  mais decepcionados ficamos. Se fizermos pelo nosso bem estar, se a recompensa é interna,  então seremos felizes só pelo fato de fazermos algo a alguém.  Essa é a verdadeira doação. Isso estimula nossa inteligência,  passamos a ver a vida de outra forma.

Outra forma de estimular a inteligência é não impor. É muito fácil impor pela força.  Mais inteligente é expor idéias.  Também temos que não esperar nada. Para que esperar que todos concordem?  Isso é quase impossível.  Expor é sensacional,  mas muitas pessoas não se expressam com medo da rejeição. Muitos que se expressam não têm medo por ter a força pela agressividade e encurrala os outros para que todos concordem.  Quanto mais diversidade de ideias,  mais completo o quadro. Sempre lembro-me da história do elefante e dos cegos. Cada um apalpou uma parte e descreveu o elefante de acordo com a parte que sentiu. Estão certos ou errados? Eu diria que estão com uma visão parcial do todo. Então se tivermos a chance de ampliar a visão, que o façamos,  pois estaremos estimulando nossa inteligência ao invés de nos fechando apenas para a parte que conseguimos enxergar.

Eu gosto do coaching,  estou aprendendo muito, pois ele considera o todo, pelo menos o método que sigo. E as perguntas servem para estimular, promover e provocar a inteligência dos coachees.  É uma oportunidade única de estar diante de si. De responder a perguntas que talvez jamais passariam pela cabeça.  É um encontro consigo mesmo, de uma forma profunda e eficaz. Eu fico impressionada como as metas às vezes são as mesmas para diferentes pessoas,  mas a maneira que cada um encontra de buscar a solução é diferente.  É um exercício mental maravilhoso.

No coaching eu não ensino nada, só ouço.  E é um exercício silenciar a nós mesmos e ouvir atentamente o outro. Essa consciência também é dada na segunda sessão,  quando tratamos das defesas emocionais. A pessoa fica consciente que muitas vezes ela não está ouvindo o outro, mas selecionando o que quer ouvir.  O processo de comunicação é bem complicado, há vários mal entendidos e brigas com pessoas próximas ou sócios simplesmente por causa de defesas. Não estão atacando, mas temos um ímpeto de defesa que acaba prejudicando a meta. Conscientizamos que essa defesa não é inteligente.  É inteligente ouvir. Ouvir estimula muito mais a inteligência.





segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Ser ou ter?

"No binômio entre o 'ter' e o 'ser', optar pelo 'ser' sem abandonar o 'ter'. Conseguir distinguir os princípios da 'matemática da emoção' dos princípios da matemática financeira.  Ter não é premissa fundamental para ser', é possível ter pouco e até ser pobre e, ao mesmo tempo,  ser um poeta da existência.  Ser um amante da honestidade intelectual: criticar a simulação e a omissão.  Ser fiel ao seu pensamento.  Vacinar-se contra a paranóia de ser o número 1 e contra a competição selvagem,  desumanistica e desinteligente.  Assumir sua condição psicossocial com dignidade e procurar expandir suas possibilidades intelectuais."

Augusto Cury aconselha a priorizar o 'ser'. Terá diferença ser rico e ter muito dinheiro? No primeiro caso a pessoa é,  está ligado ao funcionamento da mente. No segundo caso a pessoa tem, portanto pode perder se não é rico mentalmente.  Por isso muitos que recebem herança ou ganham na loteria perdem tudo. Eles não são,  apenas tinham. Creio  que o autor está se referindo a 'ser' no sentido de preocupar-se primeiro com o caráter,  depois com a conta bancária.  Concordo com ele.  E concordo plenamente que uma coisa não exclui a outra, devemos saber apenas priorizar o mais importante.  Se meu emprego correr risco,  eu precisar fazer algo imoral para continuar nele, é melhor ter ou ser? Ser íntegro e não ter emprego?  Ora, é óbvio que devemos lutar pelos dois, mas antes vem a integridade.

Dentro do 'ser' está a honestidade.  Não é necessário simular nada. Não é necessário omitir fatos. As vezes sou criticada por ser extremamente direta e transparente.  Talvez tenha que passar por um filtro para escolher as palavras,  é algo a melhorar,  mas antes essa grande transparência,  falar exatamente o que sinto, à simulação e à omissão.  Porque continuamos honestos, mesmo que um pouco desajeitados ao nos expressar. Admito ter que melhorar muito a comunicação e está nas minhas metas, pois geralmente sou objetiva e direta até demais. Sou muito fiel ao que acredito,  por isso não tenho preço,  fui bastante prejudicada por não me 'vender'. Agora lido melhor com isso,  é um grande aprendizado.  Há maneiras melhores de sermos assertivos e fiéis ao que acreditamos do que já usei no passado.  Mas mesmo assim,  vendo minhas reações passadas sei que sempre fui fiel ao 'ser', não me importando que corresse o risco de perder o 'ter'.

E muitos desses problemas ocorreram por causa de competitividade.  Pessoas disputavam reputação de número 1. E para isso chegaram  até a usar meios um tanto questionáveis.  Eu sempre estudei porque amo estudar, não estava competindo. Sempre trabalhei bem porque amo trabalhar,  não estava competindo. Eu SOU estudiosa  e trabalhadora. Fazia pelo SER. Hoje sabendo como funcionam as coisas, também mudei muito. A competitividade é horrível,  faz as pessoas usarem meios muito baixos. Espero que mais e mais pessoas aprendam que é desnecessário competir, Deus tem espaço para todos. Ninguém precisa ser melhor do que outro, bom seria que colaborassem um com o outro, que agregassem valor ao outro, que conhecessem o ganha-ganha.  Infelizmente a mentalidade das pessoas ainda é de escassez, não de abundância.

Hoje eu trabalho por independência financeira exatamente por causa do que ocorreu comigo. Meu objetivo não é 'ter', é 'ser' independente para me defender e poder firmar o 'ser'. Não acredito que outra pessoa como essa que me ensinou, pois passei a pensar em independência financeira, apareça na minha vida, mas foi um grande aprendizado que me levou a mudar vários conceitos.  Ser independente não tem relação alguma com ter muito. É apenas o suficiente para viver com qualidade de vida.  Então quanto mais baixas nossas despesas mensais, mais rápido teremos o suficiente para o mês,  independente de estar trabalhando ou não,  porque o conceito é que o dinheiro trabalhe por nós.  Quem tem despesas mensais baixas atinge logo, quem tem despesas mensais altas, demora um pouco mais para atingir e ser livre.

Ser livre,  eis o que mais podemos querer.  Creio que é melhor do que ter o melhor emprego do mundo, melhor do que ter a melhor casa, o melhor carro... ser livre resume bem a independência financeira. Vejo ainda muitas pessoas sacrificando o 'ser' para ter,  ter o emprego,  a casa, o carro, as roupas, os sapatos...

Será felicidade sacrificar o 'ser'? Bom, cada um tem um termômetro e uma necessidade diferente.


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Somos prevenidos?

"Analisar as variáveis para atingir seus objetivos e procurar prever as intempéries e os obstáculos que surgirão.  Trabalhar as dores,  perdas,  frustrações e utilizá-las como alicerces da maturidade da inteligência.  Reconhecer e repensar com inteligência e dignidade as fragilidades,  os erros, os fracassos e as limitações.  Ter consciência de que sábio não é aquele que nunca erra e fracassa, mas aquele que amadurece diante deles. Desenvolver a arte da contemplação do belo não apenas diante dos grandes eventos da existência,  mas principalmente diante dos pequenos estímulos da rotina diária."

O psiquiatra segue nos conselhos.  Sempre que decidirmos por um objetivo,  haverá obstáculos,  como tudo na vida. Então podemos tentar prever esses obstáculos.  Assim, estamos mais prontos emocionalmente para um resultado diferente do planejado.  Precisamos ter consciência de que nem sempre sairá como planejado.  Aliás,  acontece muito. É importante planejar,  ter visão estratégica,  mas ao mesmo tempo, é importante estar prevenido e ter o plano B,  caso tudo saia errado. Quem já mentalizar o plano B não terá frustrações. Ou sofrerá menos. Todas as pessoas prevenidas sabem que é possível um resultado ruim ou desfavorável, a diferença é que a mente estará pronta, pois estava nos planos secundários,  então também terá uma segunda solução.

A pessoa prevenida sofre menos dores com as perdas. Ela entende que essas perdas e dores vieram para lapidá-la como a um diamante.  Elas vão deixá-la melhor,  mais preparada,  enfim, consegue ver o lado positivo da questão.

Quando somos prevenidos,  conseguimos viver melhor o presente e amar o processo. Amar cada pequena vitória e momento simples da vida diária.  A arte da contemplação do belo nos faz admirar os animais, as árvores,  plantas, flores.  Todas essas pequeninas coisas valem muito. No entanto,  se estamos ansiosos diante da vida, preocupados com o que haveremos de vestir ou comer, não conseguimos admirar o belo, nossas preocupações e correria diárias nos sequestram.

Então,  vamos ser prevenidos para termos uma vida tranquila. Qualidade de vida também se obtém com prevenção.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Como atingir as metas?

"Ter prazer nos desafios intelectuais,  sociais e profissionais.  Não permitir que o medo trave a capacidade de pensar,  impeça a leitura ampla da memória.  Estabelecer metas existenciais,  intelectuais e sócio profissionais.  Procurar conquistar a disciplina,  a paciência e a perseverança como joias preciosas da inteligência para atingir suas metas."

Augusto Cury fornece algumas dicas necessárias para atingimento de metas. São poucas as pessoas que conseguem atingir seus grandes sonhos, porque exige aquele algo a mais. A primeira dica é o prazer no desafio.  Diante do desafio, não podemos correr amedrontados e procurar um local seguro e confortável,  não precisamos da zona de conforto para atingir metas. São os desafios que farão com que a pessoa tenha um aperfeiçoamento no que faz. O desafio é fascinante,  faz descobrir aquele talento escondido, faz expandir nossos músculos de boa vontade. Eu amo desafios e propositadamente coloco-me em situações desafiantes,  que me obriguem a fazer o extra. Mary Kay e Polishop são um exemplo de como me coloquei em uma situação de desafio. Para mim é um hobby com um grande desafio, esse hobby também tem a função de ajudar-me a conseguir independência financeira e é um curso de vendas na prática.  Estou feliz com os resultados,  por isso não parei. Foram as vendas que me levaram ao coaching e isso é maravilhoso,  isso indica movimento.  Como hobby,  dedico apenas uma hora por dia às vendas, atualmente tenho dedicado menos, mas o resultado que me trouxe é grande. Consistentemente os resultados vão se somando. Um desafio bem bacana, eu me divirto bastante.  Definitivamente é prazeroso.  Ninguém precisa se matar em uma segunda atividade. Precisa apenas saber lidar com a gestão de tempo. Eu fiz e sei que qualquer um pode,  é um desafio encantador.

A segunda dica é saber lidar com o medo.  Nossa memória tem guardadas várias informações importantes que,  se acessadas convenientemente,  podem dar soluções maravilhosas. Quando estamos com medo,  esse acesso fica travado. Gosto do coaching pois as perguntas poderosas fazem com que a pessoa acesse esses recursos maravilhosos que ela tem na memória.  E que sem um desafio ou perguntas a pessoa não a acessaria.

A terceira dica é ter metas em várias áreas da vida.  Nós somos um todo,  e quanto mais equilibrados, melhor desempenho temos. Geralmente as metas recaem no profissional e financeiro,  entretanto creio que se cuidarmos do existencial,  a probabilidade de não ser vencido pelo medo é maior. Ou temos fé ou temos medo.  Quem resolve problemas existenciais tem fé, o que muda completamente o quadro. Como consultoras em vendas tanto Mary Kay como Polishop tive a oportunidade de conhecer várias pessoas.  Aquelas que têm fé conseguiram passar muito melhor por situações adversas até graves. Elas plantam flores na memória apesar da situação difícil ao invés de jogar lixo e entulhar a memória. Conheci também pessoas com problemas existenciais que sucumbiram apenas com um sinal, nem tiveram contato com o problema,  jogaram lixo na memória.  Ainda não teem a visão sistêmica.

E a última dica é ter disciplina,  paciência e perseverança.  Minha experiência lidando com pessoas nas vendas mostrou-me que empreendedores sem essas três qualidades acabaram falindo. Vi muitas pessoas falirem. A todas faltaram as três ou uma dessas características.  Agora como coach a experiência é a mesma. A pessoa traça uma meta mas não se disciplina para conseguir,  então pensa em  desistir. Não tem paciência,  quer um método milagroso e muito menos tem perseverança.  É como aqueles que fazem diversas dietas milagrosas,  conseguem por um período e voltam a engordar. Não mudaram a mentalidade,  não tiveram a disciplina para agregar um novo hábito.  Não tiveram a disciplina de esperar os resultados advindos de consistência de ações.  Não perseveraram.  São pessoas que vão estar sempre em altos e baixos.  Engordara e encontrará novamente um método milagroso, emagrecera,  não será consistente,  voltará a engordar. Meu desafio aqui é fazê-las entender a importância das três características.

Elas ainda não entenderam que as três características são uma joia que se conquistada poderão ser aplicadas para qualquer outra meta que desejam alcançar.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Como estamos na arte da crítica?

"Aprender a arte da crítica.  Criticar com liberdade a si mesmo e ao mundo que o circunda.  Usar a arte da pergunta e da dúvida como trilhos da arte da crítica.  Aprender a se proteger emocionante filtrando os estímulos estressantes e trabalhando as contrariedades existenciais."

O método para proteger nossa memória DCD de Augusto Cury consiste em duvidar, criticar e determinar. Aprendemos a duvidar de nós mesmos, sabendo que não temos temos a verdade essencial, aquilo que pensamos não é a verdade, apenas nossa percepção.  Em seguida, passamos a criticar. Quão avançados somos quando sabemos criticar a nós mesmos. Nas minhas sessões de coaching, tive oportunidade de fazer auto crítica,  as perguntas são realmente profundas e poderosas. É uma oportunidade imperdivel,  pois no piloto automático passamos a não nos criticar e até chegar ao absurdo de não admitir críticas alheias,  o que é contraproducente para um crescimento em todos os sentidos.

Muitas pessoas também vão com a maioria, o tal efeito manada, e não conseguem criticar o mundo que as circundam. Numa sociedade de ideias prontas e empacotadas trazidas pela TV e outros meios de comunicação são poucos os que conseguem criticar o mundo de forma profunda. De novo o piloto automático e poucas oportunidades de uma  reflexão profunda.

As nossas críticas devem sobretudo visar proteger nossa emoção.  Quem realmente aprender a técnica vai passar a prestar atenção aos pensamentos e filtrar os pensamentos que prejudicam nossa memória e emoções.  Critique tudo que possa impedi-lo de viver o melhor de sua vida. Uma das defesas emocionais discutidas na segunda sessão de coaching é: "Uvas verdes?  Não queria mesmo...". Para se protegerem, com medo de não alcançar o objetivo,  a maioria das pessoas nega o que quer no seu íntimo.  Elas simplesmente dizem que não querem, porque se autossabota com medo.  Então vive frustrada, pois não vive a melhor vida que poderia viver. Será que não está na hora de criticar essa auto defesa?  Esse bloqueio que te separa do seu maior sonho?

A primeira sessão trata da definição de metas,  pois claro que não queremos as mesmas coisas. Cada pessoa é única.  O que é felicidade para um, é infelicidade para o outro. Se após descobrir o que deseja, a pessoa se autossabota,  é uma tristeza.  Ela precisará aprender a criticar todos esses pensamentos de autossabotagem e conhecer as defesas e bloqueios emocionais. Então será felicidade para a pessoa.  Saber a arte da crítica é construir felicidade.


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Como estamos na arte da dúvida?

"Desenvolver a arte da dúvida e a utilizar como princípio da sabedoria: duvidar de si mesmo,  dos seus paradigmas socioculturais,  de sua rigidez intelectual e das convenções do conhecimento."

O autor insiste na arte da dúvida pois faz parte da técnica DCD.  Como visto, dificilmente chegamos à verdade essencial,  por isso temos que duvidar de nós mesmos.  Muitas vezes temos certezas que são prejudiciais à nós mesmos.  E temos que sempre levantar a hipótese de que estamos errados.  Só crescemos quando duvidamos de nós.  Só conquistamos mais em qualquer area da vida quando duvidamos de nós mesmos.

Existem paradigmas na sociedade. Aprendemos ao longo da vida e muitas são crenças limitantes.  Devemos começar a duvidar desses paradigmas,  dessas crenças.  Há muito além do que nosso próprio mundo.  Eu gosto muito de pesquisar e de ler porque eu quebro vários paradigmas,  várias crenças.  Muitas vezes descubro que minhas verdades não são de fato verdades. Em relação à cultura,  gosto muito de ler em inglês por ter acesso a muitas culturas,  portanto não me fecho apenas à cultura do Brasil. Aprendo o que estão pensando no mundo todo.  Inglês abre portas para quem é curioso. Eu sou bastante curiosa.

Devemos duvidar de nossa rigidez intelectual.  Não é porque aprendi de uma forma, que tem que ser dessa forma. Em português, eu gostava particularmente de linguística,  porque saía da rigidez da gramática.  E assim há outras visões em todas as areas.  Não podemos ser engessados.  Que sejamos mais criativos.

Nós vemos o tempo todo novas descobertas científicas,  nós vemos teorias serem substituídas ou aperfeiçoadas.  Isso ocorre devido à flexibilidade,  devido alguém que duvidou das convenções.

Vamos treinar a arte da dúvida.  Todo o dia temos diversas oportunidades.  Tenho certeza que cresceremos muito no processo.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Como fazer a gestão dos pensamentos?

"Ter consciência de que pensar é um processo inevitável e impossível de ser interrompido,  apenas direcionado.  Saber que o mundo das ideias é a maior fonte de terror emocional.  Portanto, é imperativo aprender a administrar o fenômeno do auto fluxo e permitir que ele gere ideias fixas de conteúdo negativo."

O cientista Augusto Cury ensina que não podemos interromper os pensamentos.  Pensamos o tempo todo, entretanto pouco prestamos atenção no que pensamos e no quanto os pensamentos negativos podem ser prejudiciais para nossa vida. Portanto, a primeira ação efetiva é passar a estar presente, sair do piloto automático e prestar atenção aos pensamentos.

Ele segue alertando que o mundo das ideias é um terror emocional.  Temos medo de sermos julgados,  medo de errar, falhar. Medo das pessoas nos enganarem.  Medo da derrota.  Medo do desafio. Medo da perda. Medo da ofensa.  Medo da crítica.  Medo das agressões internas. Medo de passar vergonha. Medo de sermos ridicularizados.

Gerir esses medos é fundamental.  Prestar atenção a que tipos de pensamento temos e se ele é realista nos faz mais donos de nossa própria história.  A maioria dos medos ocorre apenas na nossa imaginação.  A maioria do que tememos não vai acontecer.

Temos a tendência ao negativo,  ao pensar o pior. Por isso,  gerir os pensamentos ajuda a desafiar os medos e a não ser prisioneiros dos pensamentos.  Quando prestamos atenção aos pensamentos começamos a perceber o negativo.

Augusto Cury ensina a técnica DCD.  Se eu tenho medo de ser ridicularizado, primeiro devo duvidar desse pensamento.  É verdade que as pessoas me achariam ridículo? Depois critique, mesmo que alguns poucos achem isso, a opinião deles realmente afeta minha identidade,  isto é,  me torno ridículo por causa da opinião de alguns ou tenho amor próprio?  Por último determine.  Não sou afetado pela opinião alheia pois minha identidade é inabalável.  Talvez essas pessoas não alcancem o que estou fazendo,  mas isso não me faz ridículo,  talvez complexo, mas não ridículo.

Pronto. O pensamento negativo se foi e no lugar de gravar na memória um lixo emocional e insegurança,  gravei segurança e auto estima elevada.

Talvez tenha que fazer alguns ajustes. Diminuir a complexidade e tornar a comunicação acessível, mas nada me torna ridículo se eu não permito. Nós só somos dominados pelos medos se permitirmos.  A gestão de pensamento é isso,  não permitir e ressignificar.  Dar um significado positivo ao pensamento que no início era um terror emocional.