quinta-feira, 9 de junho de 2016

Comece a ser assertivo em situações amenas

Margarita cita outro estudioso que diz que as  pessoas em geral têm dificuldade em serem assertivas porque foram ensinadas a procurar por aprovação e a agradar os outros. Então ela aconselha a começar a ser assertivo aos poucos, em situações mais facilmente administráveis.  Ela até aconselha a não começar a ser assertivo com o chefe, mas em outras situações da vida.

Parece-me bem sensato o conselho dela. A aprovação pode ser boa se não for contra valores seus. O problema é quando se está num grupo que toma atitudes com as quais você não concorda, mas faz o mesmo apenas porque quer ser aprovado pelas pessoas desse grupo. As vezes não tem como escolher, o ideal seria estar em grupo com mentalidade semelhante. Nos casos em que não há escolha, devemos começar a ser assertivos nem que seja aos poucos, sem deixar tão claro assim que discorda das atitudes do grupo. Se forem pessoas respeitosas, vão compreender que você pensa diferente e respeitar seus limites. Se não forem respeitosas podem praticar bullying. Então, por isso deve-se começar aos poucos. Nem sempre é fácil suportar bullying de um  grupo. E se não respeitarem essa diferença e praticarem bullying talvez o ideal seria pensar em uma retirada,  nem que também seja aos poucos, pois até que ponto vale aniquilar seus valores só para pertencer?

Passei por uma situação em que a amiga íntima do chefe praticava bullying com qualquer pessoa que contrariasse sua vontade. Ela interferia em tudo, do serviço à vida íntima das pessoas. E todos tinham que fazer exatamente o que ela queria. Comecei a ser assertiva aos poucos. Entendo que no serviço público é inadmissível dar poder a alguém só por ser amiga íntima. Isso não existe no papel, não deveria acontecer embora ocorra na prática.  Também fui assertiva e não me arrependo. Se fosse uma empresa dele, ele daria poder a quem ele quisesse,  mas no serviço público o limite dela no serviço é o cargo para o qual passou no concurso. Ela não deve querer interferir na vida das pessoas. E a amizade deles é algo particular deles, cujo limite é da porta para fora. Não deve dar poder a quem legalmente não tem só porque eles viajam juntos e ele frequenta a casa dela. Existem limites sim. Só que a maioria das pessoas morrem de medo por ser ela amiga íntima dele. Ou querem ficar amigos só para ter o privilégio de ser amigo da amiga íntima do chefe. Para mim ela é igual  a todos, não é melhor porque tem amizade íntima com chefe. E não recebe tratamento diferenciado da minha parte por causa disso. E se ele respeitasse o princípio da impessoalidade também não deveria fazer isso.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

6 Maneiras de ser Assertivo com pessoas que te intimidam

Essas reflexões baseiam-se no texto de Margarita Tartakovsky,  editora do blog Psych Central.  Por vários motivos as pessoas têm dificuldade em ser assertivas. No entanto,  isso é essencial para sua  auto expressão, para que sejam livres,  para que possam ser elas mesmas. A cultura brasileira tem certa aversão à Assertividade,  pois crescemos em um ambiente em que alguns têm que dominar e outros têm que ser submissos. E a maioria das pessoas se vêem na condição de submisso. E a maioria das pessoas não é assertiva.

A primeira maneira citada por Margarita é ter claro seus valores.  Não é possível ser assertivo se a pessoa não parou para refletir sobre o que elas pensam, sentem, necessitam e querem.  Algumas perguntas podem ajudar no processo de Assertividade: O que estou sentindo agora? Que sinais meu corpo estão transmitindo que eu preciso prestar atenção?  O que importa mais em minha vida? Quais foram os melhores dias de minha vida até agora? O que estas experiências tem em comum?

Ela cita um estudioso no assunto que recomenda fazer uma lista de sentimentos.  Para ter claro os valores,  leia uma lista de valores e escolha três que mais importam para você e coloque anotações na geladeira, no espelho,  no computador e pondere se eles estão de acordo com você.

Em vários momentos na minha vida fui assertiva. Nem sempre é fácil,  é um exercício que praticamos diariamente. Houve uma situação no trabalho em que uma pessoa estava fazendo um trabalho em conjunto comigo e simplesmente disse que não deveríamos continuar aquele trabalho.  Só que ela não tinha responsabilidade pelo relatório,  eu que teria que assinar atestando que não deveríamos continuar. Isso significava que eu e ela ficaríamos sem trabalho por um tempo, pois aquilo era trabalhoso. Ela disse isso a uma das chefes e eu teria que confirmar,  simples assim.

Como eu me senti? O trabalho deveria continuar porque era irresponsável assinar dizendo que não deveríamos continuar.  Talvez fosse fácil para ela que não teria que assinar.

Meu corpo não deu bons sinais. Certamente não fiquei confortável com a idéia de colocar um a informação falsa no relatório.

Para mim importa mais um trabalho feito com responsabilidade a ficar numa boa sem ter o que fazer. Aliás,  nunca me importei com trabalho,  gosto de trabalhar.

Eu consigo associar prazer ao trabalho.

Enfim, essa experiência mostrou-me que deveria ser assertiva.  Ela com certeza não entendeu e ficou chateada comigo. Houve um mal estar porque ela tinha dito a chefe algo que meus valores não permitiram confirmar. Se eu confirmasse aquilo estaria aniquilando meus próprios valores.

Somos funcionários públicos e pode até ser uma cultura do funcionalismo público o que ela fez, quem sou eu para julgar, mas não bate com meus valores. Fui assertiva e não me arrependo. O trabalho continuou e foi um sucesso tremendo.  A sensação de dever cumprido é muito melhor do que de não ter o que fazer. Sei que ganhamos o mesmo fazendo ou não fazendo. Então cada um se porta de acordo com o que acredita.

Fui assertiva porque sabia quais eram meus valores. E vou continuar defendendo-os.  Ponto.


terça-feira, 7 de junho de 2016

A vida não é uma vela que se gasta

Termino as reflexões sobre o livro "Milagres que acontecem" com essa frase de Mary Kay Ash. Essa é uma consciência que nosso brilho jamais se extingue. Mary Kay compara a vida a uma tocha esplêndida que ela queria passar as futuras gerações. E de fato isso aconteceu. Mary Kay faleceu mas continua viva na memória de muitas pessoas.

Que nossa vida não seja uma vela que se apaga, mas uma tocha que continuamente brilha. E nossa tocha continuará viva se fizermos com que ela esteja sempre acesa.

Mary Kay falava em não descansar em glória.  Ela sempre queria um novo objetivo, uma nova meta.  E isso definitivamente não é ganância,  é um espírito inquieto, que não se acomoda. Não é a vela que se apaga e sim a tocha que brilha sempre.

Acredito mesmo que ela poderia estar muito feliz com tudo que conquistava. Como não era vela que se apaga, ela fazia sempre mais e até hoje brilha como uma tocha.


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Mary Kay reconhecida pela revista Forbes

A revista Forbes incluiu Mary Kay como uma das 20 empresas de maior história empresarial de todos os tempos, em 1996. Ela foi a única mulher da lista.

Quem diria que depois de se aposentar uma mulher poderia entrar para a história dessa maneira? Ela venceu dois preconceitos. Da idade e de gênero.

Não acredito que ela tenha feito para entrar para a  historia. Acredito que ela simplesmente foi realizando o que sentia que deveria realizar e os reconhecimentos foram consequência.

Assim deveria ser nosso trabalho.  Se não focarmos no fim, mas fizermos com amor cada parte da nossa caminhada, poderemos colher bons frutos como consequência. Acredito que muitas vezes não realizamos porque queremos muito o fim, ao invés de saborear cada pequena vitória como se fosse a nossa grande vitória.  Ao invés de amar cada pequeno passo. Eu comparo a uma escalada. Chegar no topo é o fim, contemplar a bela visão do alto é o fim. Mas não teria graça alguma se o desafio em si da escalada não fosse emocionante,   se a cada pequeno degrau não ficássemos felizes, enfim,  se escalar por si mesmo não fosse bom e divertido. Vamos amar o desafio da escalada e então terá válido a pena, chegando ou não no topo.

Certa vez ouvi Roberto Justos falando que podemos almejar grandes coisas e lutar por elas. Se não chegarmos lá,  pelo menos atingiremos muito mais do que se não almejamos grande. Eu concordo. Não importa chegar onde se almeja, importa que quem vai a luta,  sempre atinge mais do que quem não vai. Atingimos o intangível muitas vezes, um dos maiores ganhos é o conhecimento. Eu gosto do desafio porque ele sempre expande minha visão.  Sempre me faz pensar em soluções.  Então sempre ganho em conhecimento e esse ativo para mim é muito importante.

Ler a biografia de Mary Kay me faz pensar que nem sempre todas as pessoas da empresa agem igual. Ela deixou diretrizes,  mas cada pessoa é uma pessoa. Impossível controlar atos alheios, somente os nossos.  Os atos dela a levaram a ser reconhecida pela Forbes.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Mary Kay descrita por um professor da Harvard Business School

John P. Kortner,  professor especializado em liderança nessa faculdade,  observou que Mary Kay era uma líder extraordinária em uma época em que muitas das pessoas que dirigiam corporações eram apenas competentes. Essa observação foi feita ao "The Dalas Morning News", depois da morte de Mary Kay. Essa é uma das muitas faculdades que utilizam o livro de Mary Kay como material de leitura.

Muitas das consultoras não sabem o quanto é importante estudar sobre a carreira e também sobre os ensinamentos da líder da empresa. Após sua morte, Mary Kay deixou um legado impressionante e até hoje é lembrada constantemente.

Até faculdades usam seus ensinamentos como material de apoio, tal a visão que Mary Kay teve em uma época em que as mulheres nem eram reconhecidas.  Hoje ainda existe certo preconceito, imagina nos anos sessenta.

Por isso,  vale muito a pena parar e analisar esse plano de carreira e valorizar a líder que foi Mary Kay.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Mary Kay descrita por Zig Ziglar

O palestrante motivacional era muito próximo a Mary Kay e a descreveu como a personificação total do sonho americano.  Ela fez que sonhos se tornassem realidade para muitas mulheres. Era uma mulher muito sábia.  Era uma pessoa que entendia os outros. Era muito sensível quanto a dar reconhecimento às pessoas.

Ouço muitas pessoas falarem que um negócio como da empresa Mary Kay não dá certo, porque essas pessoas viram muitas consultoras que não conseguiram. Muitas vezes nossos resultados dependem do nosso ponto de vista. Sim, é verdade que muitas não foram bem sucedidas.  Entretanto,  muitas são bem sucedidas. Muitas tiveram diversos sonhos realizados.  Muitas pessoas ao redor do mundo conseguiram.

Então qual seria o fator que faz com que umas sejam melhor adaptadas do que outras? Acredito que o primeiro fator é gostar do que se faz. E Mary Kay em sua sabedoria já ensinava isso. Descubra o que você ama. Pessoas que não amam o que fazem não são bem sucedidas em qualquer lugar. Em qualquer profissão.  Vamos comparar com um curso de formação superior. Quantos concorrem ao curso de medicina?  Quantos efetivamente passam no vestibular? Quantos desistem no meio do caminho por que não era aquilo que queriam? Quantos desistem no meio do caminho por que o curso exige demais e eles não querem pagar aquele preço?  Quantos desistem por que efetivamente é caro fazer um curso de medicina e não tem condições financeiras de continuar? Quantos de fato se formam? Quantos formados efetivamente exercem a profissão? E depois de formados, quantos conseguem se colocar no mercado? Quantos são efetivamente bons? Quantos não sofrem em hospitais públicos?  Tudo na vida tem um funil e apenas os persistentes seguem.  Fácil nada é.  Fazer Mary Kay exige uma mente empreendedora e poucos pensam como empreendedores.

Se a mentalidade da pessoa é de um assalariado, difícil será  adaptação.  Então já estamos com o segundo fator que é a persistência e o terceiro fator, que é a mudança do padrão mental. Não é fácil mudar padrões mentais, não pensamos de uma maneira porque queremos, somos o resultado de uma vida, de como nos criaram, dos ambientes que frequentamos, dos livros que lemos, enfim, somos resultados do que nos motiva.

Nunca acreditei em palestrantes nem em livros motivacionais, mas certamente se seguirmos os conselhos, teremos mais resultados do que se não seguirmos nada. De certa forma, livros e mensagens motivacionais nos faz entrar em ação.  E é nesse meio de caminho que aprendemos como realizar nossos sonhos. Como ser persistentes e como mudar nossa mentalidade. Só o amar o que faz não se pode adquirir nem em livros e nem em mensagens. Isso é para cada um descobrir. Se não experimentar algo novo,  talvez nunca descubra. Talvez continue a trabalhar com estresse, talvez com assédio de todo tipo.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Progresso é melhor que ansiedade

Mary Kay mostra em seu livro que Deus levou anos para prepará-la para o trabalho que tinha para ela. Ela fala em anos de experiência, tentativas e erros.  Em trabalho duro, dissabores necessários para que ela pudesse ser guiada a criar a Companhia.

Muitas vezes somos extremamente ansiosos, queremos resultados rápidos,  não queremos obstáculo nem dificuldade alguma. Queremos apenas o palco. Quem vê os seminários luxuosos e toda a grandiosidade dos eventos da empresa, vê apenas o palco de Mary Kay Ash. Ler seu livro mostra os bastidores, mostra que ela não conseguiu aquilo que se vê de uma hora para outra. Foi toda uma vida. Que ela abriu a empresa após a aposentadoria e com  orçamento limitado. Que toda a família trabalhou duro no início.  Fizeram coisas que muitas pessoas não teriam coragem, tem vezes que queremos resultados sem pagar o preço.  E ao ler o livro, notamos que não foi fácil para a família,  que eles lutaram.

Então,  uma das grandes lições que vejo em quase todas as biografias é que sempre houve progresso. É fácil narrar cinco anos em algumas linhas. Mas viver os cinco anos é ter paciência de plantar e colher, é ter paciência de prezar todo e qualquer progresso.

Não devemos ser ansiosos. Podemos sim sonhar grande, mas precisamos da paciência de esperar. E saber que cada movimento rumo ao objetivo é um  progresso, por mais que você não veja a reta final por enquanto.  Que o importante é saber que você não está parado. Está em constante movimento, progredindo sempre. Sem ansiedade de chegar ao objetivo. Atingir um grande sonho é consequência de pequenas atitudes todos os dias. Então a palavra de hoje é progresso. Só de saber que há progresso é suficiente.