terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Gaste sua energia sabiamente

No blog Psychcentral há o texto "5 coisas que pessoas mentalmente fortes fazem diferente" de Claire Dorotik.  Gostei muito das idéias e as trouxe para discutir no meu blog pois tenho certeza que me ajudará,  já que tenho que ser mentalmente mais forte do que sou.

A primeira dica é o título desse texto. Gastar a energia sabiamente é não criticar, atacar e culpar os outros, pois esse é um mau investimento de energia. A pessoa que faz isso está colocando sua felicidade no comportamento de outra pessoa. Ao invés de mudar a si mesmo, está tentando mudar os outros. Nós só temos controle sobre nós mesmos.

As pessoas que gastam a energia sabiamente praticam ações que retornam para elas mesmas, trabalham por uma meta, aprendendo com as falhas e fazendo esforços para aperfeiçoar a si mesmo.

Esses dois parágrafos anteriores são palavras da autora. E eu estou parcialmente forte mentalmente. Ainda tenho um longo caminho pela frente. Acredito mesmo que podemos mudar a nós mesmos à medida que nos conscientizamos e gastamos tempo entendendo a nós mesmos. Consciência é meio caminho andado.

Estou ciente que muitas vezes coloco minha felicidade na mão dos outros e isso é péssimo para mim. Fico triste com certos acontecimentos quando na verdade não deveria. Não pretendo criticar nem atacar ninguém quando uso os exemplos de minha vida como estudo de caso. Mas de fato essas circunstâncias me afetaram mais do que deveriam porque não estou ainda mentalmente forte.  Sei que devo mudar a mim mesma e a forma como vejo os acontecimentos e não posso deixar isso estragar meu dia, ou minha semana. Infelizmente ainda estraga. Então meu primeiro passo é detectar quando isso acontece, quando conseguem estragar meu bom humor e me conscientizar que isso nada tem a ver comigo, mas com o estado de espírito da outra pessoa e sobre isso nada tenho a fazer. Não posso deixar isso me afetar nem me abalar. Fácil de dizer.  Mas se eu continuar tentando vou conseguir.

Digo que estou na parcialmente forte porque sei que estraga meu dia, mas trabalho em mim, nas minhas ações. Então nessa parte estou bem. Estou cada vez mais focada em mudar a mim e me concentrar nas minhas próprias ações.  Por exemplo no caso em que insinuam que estou mentindo nada tenho a fazer, tenho a focar em minhas ações,  que é não responder a esse tipo de provocação e deixar com que quem me acusa prove isso. O que no caso era impossível. No caso da pessoa usar de golpe baixo ainda teria que focar nas minhas ações,  que era provar o contrário.  A pessoa conseguiu tirar o foco e colocar a atenção para algo que não correspondia a verdade,  então meu foco foi mostrar que agi corretamente. Ficou evidente a falta de congruência na alegação.  Estava trabalhando em minhas ações e delas tinha certeza. Que tipo de golpe a pessoa dá é um problema dela. Não a critiquei, foquei no que fiz e como fiz e porque fiz. Posso até descrever as ações da pessoa,  descrever não é necessariamente criticar.  Se soa como crítica é porque de fato a ação não foi legal.

Mas enfim, tenho mesmo que trabalhar nessa parte de mim para ser mentalmente forte.  Estou agora colocando minha energia em algo bacana, leve, interessante que é praticamente um hobby.  Algo que me faz feliz. E é Mary Kay. Tenho minhas metas, meus sonhos, minhas pequenas felicidades do dia a dia. Acho que estou gastando bem minha energia em Mary Kay. Pelo menos essas tristezas são nem amenizadas quando sei que o que falta em um existe em outro. Talvez ainda não seja o ideal das pessoas mentalmente fortes. Estou trabalhando nisso e um dia poderei afirmar que sou mentalmente forte, que essas coisas não me afetam. Que pena que afetam. Não queria que fosse assim.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Ouse ser sério

O autor aponta que há constantes exemplos de falsidade,  desonestidade, deslealdade, incompetência,  corrupção e mentira que o mundo nos dá.  É preciso acreditar,  sem hesitação,  que, sendo sérios,  venceremos sempre e seremos vistos como diferentes da maioria, que ainda pensa em ganhar levando vantagem sobre os outros.

Não poderia concordar mais. Essa é exatamente a minha visão.  O profissional vencedor é sério.  E quem não é sério para mim é uma farsa, como já disse várias vezes.  Podem enganar muitos, mas não deixam de ser farsas. Podem parecer vencedores,  mas parecer jamais é ser.

É certo que sendo sérios seremos atacados. É certo que sendo sérios seremos segregados, mas vale muito a pena acreditar e querer seguir o caminho da seriedade. Quem precisa levar vantagem sobre o outro não quer trabalhar, não quer estudar, não quer pagar o preço.  E o profissional vencedor é aquele que paga o preço,  não precisa levar vantagem. Ele tem na medida em que trabalhou e construiu. Ele não tem preguiça de fazer o que é necessário.

Ousei ser séria por várias vezes em minha vida. Sofri algumas vezes mas a certeza de dormir uma noite tranquila e em paz está acima de tudo. A certeza de não ser comprado,  não ser seduzido por vaidades está acima de tudo. A certeza de não ser "dobrado" por uma ameaça,  tudo isso é seriedade e é acreditar que outras pessoas também serão sérias.  Outras pessoas também querem dormir uma noite com a consciência em paz,  outras pessoas não serão compradas, outras pessoas não serão seduzidas por um privilégio,  não serão "dobradas" por uma ameaça.  Tudo isso é seriedade e eu acredito que não sou a única pessoa séria.  Pelo menos é isso que a experiência tem me mostrado.  O mundo tem pessoas sem seriedade, mas também tem pessoas que ousam ser sérias.  E hoje em dia isso é realmente uma ousadia. E hoje em dia realmente é uma diferença muito grande, muito grande mesmo. E eu ADMIRO demais pessoas honestas e sérias.  São raras, mas são a diferença que esse mundo precisa.

E eu acredito mesmo que ainda podemos fazer a diferença.  Eu acredito. Eu sonho com um mundo melhor. Vocês podem me chamar de sonhadora,  mas acredito mesmo. Talvez acreditem que sou ingênua demais e que isso chega a ser um delírio,  mas é aí?  Cada um acredita em algo e acreditar é uma força muito grande. Acreditar faz toda a diferença.  Acreditar me levou onde estou hoje e me levará adiante. Tenho certeza absoluta.

Eu acredito. O mundo é dos espertos.  Mas os raros que são sérios tem o céu como limite, não apenas esse mundo.  Será que o céu é o limite? Deus contemplará os sérios e o céu não será limite, pois Deus não vê como o homem vê e estar aprovado por Deus que tudo vê é muito melhor do que aprovado pelo homem que só consegue ver o que alcança.  Eu ouso ser séria.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Confira

O autor insta a não ter vergonha de verificar as informações que recebe, de perguntar em caso de dúvida,  de questionar uma ordem que tem todo o jeito de que vai dar errado, expondo o porquê dessa análise. Ser humilde para assumir que a memória é falível e que todos estão sujeitos a errar. Ser competente para garantir a veracidade de uma informação e a correta execução de um serviço.

Concordo plenamente. A falta de comunicação e de conferência é uma das maiores causadoras de problemas. É verdade que nem todas as informações são corretas, as pessoas mentem ou se enganam, então verificar informações é de suma importância.  Nos lugares que trabalhei houve conferência e verificação e isso fazia parte das rotinas, era isso que fazia o bom funcionamento. Então passei a trabalhar num local em que o ser se achava extremamente acima de tudo.  Então ele achava que não precisava conferir. Ele falou, estava dito. Tudo deveria se conformar ao que ele falava. Então um dia ele veio me dar uma bronca por algo que não conferiu. Não estava acostumada a trabalhar com seres acima de tudo e simplesmente questionei a bronca. Era simples. Bastava o ser acima de tudo conferir. Mas ao invés de conferir me condenou por ter questionado.  Bastava perguntas. Só que faltava humildade para voltar atrás e se desculpar por uma bronca que eu não merecia. Aliás,  nem precisava dar bronca, conversar numa boa resolveria da mesma maneira. E ouvir. Ouvir também resolveria bastante, mas resolveu não ouvir nada e continuar a dar broncas. E eu continuei a me defender. Então aprendi que não adianta explicar nada para quem não quer ouvir, porque a verdade dele bastava.

De novo houve um caso semelhante com outro ser acima da verdade. Desta vez esse ser me atacou pessoalmente, insinuando que eu estava mentindo. Não acho que ela devia acreditar em tudo.  Mas novamente: é tão fácil conferir. Conferir bastava.  Fazer algumas perguntas, falar numa boa. Esse ser foi pior do que o outro. Humilhou e ameaçou porque estava vidrada em algo que acreditava ser a verdade. Claro que desta vez não abri a boca para me defender. Seria muito pior. O ser não ouviria por nada e ainda me acusaria porque respondi, porque questionei.  Seria totalmente surda para algo que não estava de acordo com  o que acreditava. Bateria boca comigo. Ficaríamos ambas nervosas. Bastava ela gritar e ficar nervosa. Eu não.  Ela é que deveria conferir antes de humilhar e ameaçar.  Ela que deveria conferir antes de insinuar que eu estava mentindo. Por quantas bobagens as pessoas machucam e acabam com as outras. Que triste. Esse episódio só pode ser classificado como o triste. E nesse episódio já tinha aprendido bastante.

Garantir a veracidade da informação é competência.  Claro que estou falando de exceções.  Nem todo ser se acha acima da verdade e trabalhei com muitos outros com a mesma posição que eram bem humildes. É uma pena que alguns acham que a posição deles lhes dão o direito de não conferir e então humilhar e ameaçar.  Eu acho que deveria ser muito pelo contrário.  A posição deles é de exemplo. Eles deveriam ser exemplos de líderes,  liderar pelo exemplo, ser polidos e educados,  exterminar todo tipo de assédio moral ao invés de praticá - lo.  Enfim, ainda existem muitos que lideram pelo exemplo e isso é muito bom.

Em Mary Kay as Diretoras devem liderar pelo exemplo, foi assim que Mary Kay Ash ensinou e o plano de negócios é feito de tal maneira que quem não lidera pelo exemplo não cresce. As Diretoras começam como Consultoras e continuam sendo Consultoras ao longo do trajeto. Elas sabem cada dificuldade da nova Diretora por terem passado pelos mesmos caminhos. Então é muito mais fácil ser empático.




quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Seja diferente

O autor segue afirmando que pessoas diferentes são mais positivas, acreditam em si próprias,  conseguem enxergar oportunidades nas crises. Elas participam mais. Comprometem - se mais. Terminam o que começam.  Dão atenção aos detalhes em tudo o que fazem. São polidas e educadas e além da boa intenção,  têm muita sensibilidade e empatia para colocar - se no lugar dos outros.

A medida que fui ficando mais madura,  fui ficando mais auto confiante, hoje vejo oportunidades onde não via. Existem muitas oportunidades que deixamos de pegar porque ficamos esperando as condições perfeitas. Uma das minhas grandes descobertas é que não existe condição perfeita, não tenho que ficar esperando até que... devo começar agora e me aperfeiçoar no processo. Tudo na vida é assim.  Vamos aperfeiçoando e quando lembramos de como começamos podemos ver que o desenvolvimento foi gradativo e foi na prática mesmo. Ninguém se desenvolve esperando um dia estar perfeito. Quem hoje faz bem alguma coisa, começou desajeitado.

Começar imperfeito não significa começar sem compromisso. Pessoas sem compromisso não vão sair do lugar. Comece. Então participe de todo o processo de desenvolvimento e comprometa-se a se desenvolver. Preste atenção aos detalhes do seu negócio.  Inicie algo e termine, não deixe pela metade. Em Mary Kay eu comecei sem ao menos saber sobre Maquiagem.  Tive o compromisso de participar de reuniões e workshops para aprender. Ainda assisto a muitos vídeos no YouTube.  Continuo aprendendo a cada dia. Sei muito mais do que sabia e sei que tenho muito mais a aprender. Comprometi-me a dedicar uma hora e estou cumprindo. Que seja pouco, mas tenha compromisso com isso. Os detalhes do meu negócio são simples. O produto é excelente, eu só preciso demonstrar. A venda é consequência.  Há outros detalhes como noções de administração financeira, gestão do negócio,  e tudo isso estou aprendendo com a prática.

Temos que ser polidas e educadas com nossas clientes. Temos que ter a boa intenção de atender a uma necessidade delas. Somos resolvedoras de problema. Se ela diz que a pele é muito oleosa, aconselhamos os produtos adequados. Se diz que as manchas incomodam,  mostramos qual o melhor tratamento. Se querem um produto anti idade, verificamos o mais adequado.  Enfim, temos que ser empáticas,   pois devemos nos colocar no lugar da cliente e tratá-la como gostaríamos de ser tratadas.

Para aumentar a qualidade de meu trabalho, continuo a estudar os produtos, tanto a ficha, como o  uso deles em mim, pois é muito mais fácil indicar e falar de resultados de algo que eu usei e sei os efeitos. E a cada novo produto que experimento meu encantamento aumenta. Assim, coloco - me sempre no lugar da cliente,  não tento empurrar algo que eu mesma não usaria. Sou Consultora Mary Kay pois uso e aprovo.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Ande o quilômetro extra

O livro que propõe sugestões para o profissional vencedor ensina que pessoas que não andam o quilômetro extra vivem no trânsito congestionado, onde estão todos os comuns, os medíocres.  Vivem dando trombadas nas outras pessoas e podem ficar paradas no congestionamento, chegando sempre tardes sempre atrasadas. E como são atrasadas, são nervosas, facilmente irritáveis,  com baixa criatividade e nenhum poder de inovação.


Acredito que devemos dar o nosso melhor e isso inclui andar o quilômetro extra. Sobretudo devemos saber onde andar o quilômetro extra, porque às vezes estamos dando o nosso melhor e não há reconhecimento, muito pelo contrário,  há apenas mais cobranças e punições irracionais. Se esse é o caso, isso não significa abandonar o local que não te reconhece, mas também é perda de tempo dar o seu melhor onde são incapazes de reconhecer, porque você estará apenas perdendo o seu tempo. Nesse caso, dê o normal, o que todos dão,  o quilômetro extra pode ser colocado em um projeto paralelo.

Foi o meu caso, sempre fui uma funcionária excelente, sempre elogiada, no entanto houve casos inexplicáveis que me prejudicaram.  Talvez ter sido excelente foi o problema todo, aqueles quilômetros extras não ajudaram,  prejudicaram.  E não foi apenas uma vez. Quilômetro extra, elogios,  prejudicada. Segunda vez: quilômetro extra, elogios,  prejudicada. Terceira vez: quilômetro extra, elogios, prejudicada. Realmente, seria até burrice de minha parte continuar a dar o quilômetro extra pois é lógico o que acontece no final. No entanto, apesar de não andar tanto quilômetro extra, sei que ainda ando mais que a média. É o meu jeito de ser, já falei a mim mesma que tenho que conter minha vontade de fazer bem feito e muito, mas fazer o que se sou assim? Tento me conter e não me empolgar,  é só o que me resta.

Então para não cometer a mesma burrice de andar o quilômetro extra onde me prejudicarão,  eu decidi percorrer o quilômetro extra em Mary Kay. Se eu não consigo conter o meu ser que é extremamente produtivo, tenho que colocar minha produtividade em um local onde produtividade não me prejudica. Onde vontade de fazer, de agir, de aprender, de adquirir conhecimentos,  tenha um retorno bom, e não decepções. Não acho que deva viver decepcionada, e alegria no trabalho é algo muito importante a se buscar.

Então é isso, andar o quilômetro extra num local me fez dar trombada, parar, mas isso não significa que vou deixar de dar o meu melhor. Só devo saber onde direcionar o meu melhor. Isso não significa que vou dar o meu pior onde me prejudicaram, pois a sociedade que se beneficia com o meu trabalho não tem culpa de uns 20% que buscam seu interesse pessoal ao invés do da sociedade. Mas não posso continuar a ser prejudicada por ter feito sempre o meu melhor.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Forneça retorno

O autor segue ensinando que notas altas em avaliação foram para aqueles que dão retorno do que lhes é pedido antes mesmo de a tarefa ser completada. Não eram puxa-sacos que ficam alardeando o que estão fazendo mesmo em trabalhos de rotina. São pessoas que valorizam a comunicação e compreendem que a matéria prima mais importante é a informação.

No quesito comunicação e informação sou péssima.  Não sou o tipo que fica dando retorno e procurando explicar cada passo do que estou fazendo.  Eu simplesmente faço.  E faço muito e bem feito. E como entregamos muito relatórios, os resultados e retornos  ficam nos relatórios.  Isso no meu trabalho principal, pois em Mary Kay somos independentes. Em Mary Kay procuro cumprir bem a regra de acompanhamento a cliente. Pedimos aos clientes que nos dêem retorno dos resultados dos produtos. E damos retorno às clientes dependendo do que elas informam acerca do tratamento. Em Mary Kay há o acompanhamento. O retorno para as Diretoras também não é necessário nem obrigatório,  pois como somos Consultoras Independentes, podemos escolher a maneira que conduzimos nosso negócio.

Então no meu serviço principal a média de retorno é a cada quinze dias pelos relatórios ou nos outros trabalhos assim que concluímos um serviço,  o que pode ocorrer em um dia ou uma semana, dependendo da complexidade do serviço e das prioridades. Sinceramente, prefiro o retorno em forma de relatório a ter que ficar na sala dos superiores explicando tudo. Sei que quem fica na sala deles não é necessariamente puxa-saco,  pois há muitos bem profissionais, é apenas a maneira que preferem trabalhar. Eu só vou quando solicitada e não me importo de ter que dar feedback.

Talvez já tenha sido prejudicada por falta de retorno na sala dos superiores, mas minha consciência é tranquila que faço o trabalho da melhor forma possível e prefiro ser boa funcionaria a parecer boa funcionaria. Essa questão de essência e aparência rende muito texto, então é melhor parar por aqui.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Seja uma pessoa do sim

De acordo com o autor pessoas do sim são aquelas para quem tudo é possível, desde que tentado com firmeza. Acreditam que todos são bons e capazes, até que prove o contrário.  Pessoas do sim são funcionários sempre prontos a colaborar, testar ideias, comprometer o tempo com um novo projeto,  fazer de tudo para que as coisas aconteçam.  São entusiasmadas com o que fazem,  com o que são, com a possibilidade de fazer tudo de forma diferente. São bem humoradas, com um sorriso pronto, aquelas com as quais temos prazer em conviver, conversar, trocar idéias. Pessoas do sim fazem tudo e ainda encontram tempo para colaborar, participar, ajudar.

Eu acredito muito na possibilidade de realização.  Um exemplo foi o CPE de Cambridge. Tenho certeza que quando anunciei que queria esse certificado muitos não acreditaram que conseguiria.  Eu ainda trabalhava como caixa em uma farmácia e dava aulas de inglês aos Sábados.  Eu ainda não sabia quase nada do que deveria para conseguir esse certificado, mas eu acreditava na possibilidade e isto bastava. E isto bastou, pois demorou um pouco e o que importa é que consegui. Eu não tinha falado que conseguiria naquele instante e com aqueles recursos.  Sabia que tinha um longo caminho pela frente. E não sou ansiosa. Sei esperar.

Eu acredito na bondade e capacidade das pessoas. Por isso não acredito em comentários, acredito nas minhas próprias observações ao longo do tempo.

Eu amo colaborar. Faço o que está ao meu alcance. No entanto sei separar tudo adequadamente. Horário é horário,  existem exceções, podemos ultrapassar nossos horários,  mas a pessoa não pode deixar de buscar um equilíbrio.  E enfatizar somente um aspecto não é bom. Não acredito que se eu me matar de trabalhar farei mais. Muito pelo contrário,  uma pessoa extremamente cansada só perde tempo, não tem produtividade. Pode ficar horas lá no trabalho, mas não apresenta resultados. Uma pessoa equilibrada tem resultado bem melhor em menos tempo. Compare qualquer pessoa extenuada com uma pessoa descansada. A pessoa descansada rende mais e proporciona mais qualidade.

Também acho que devemos ver as possibilidades reais de colaboração sem pedir nada impossível.  Em um local que trabalhei pediram que eu fosse de táxi na madrugada para cumprir uma "obrigação".  Acontece que era em outra cidade e o valor do táxi ficaria mais caro que meu dia de trabalho, não se pode pedir que a pessoa pague para trabalhar. É solicitar algo irreal. Impossível para o funcionário.  Talvez quem pediu achasse que o valor do táxi não era nada, pois ganha muito mais do que o funcionário. Então precisa ser empático e ser líder. Havia outras maneiras de resolver o impasse. Detalhe: fui humilhada e ameaçada se não fosse. A pessoa em nenhum momento cogitou uma solução viável.

Enfim na verdade essa pessoa que não era uma pessoa do sim. Que custava encontrar uma solução viável?  Colaborar para que impasses sejam resolvidos sem punir ninguém? Ao invés de humilhar não seria melhor tratar o assunto de forma bem humorada? Afetou - me de tal forma, pois não esperava a reação, que fiquei trêmula e quase perdi o chão enquanto estava sendo humilhada. Pensei que fosse desmaiar por duas vezes, tive que me apoiar. Como não faço drama me segurei bem, fui forte.

Em nenhum momento essa pessoa do não estendeu a mão. Que triste.

Por isso, espero ser sempre uma pessoa do sim. Sei que não somos perfeitos, vamos falhar, mas quero tentar ser sempre do sim e olhar esses exemplos como algo a não seguir e nem admirar, definitivamente.